Por Rodrigo Moraes
O confronto entre Palermo e Milan não trazia boas lembranças aos milanistas desde 2006. Nesse meio tempo, no Estádio Renzo Barbera, foram cinco partidas, sendo um empate e quatro vitórias do time rosanero. O rossonero sabia que devia vencer, para manter a ponta e tentar se distanciar da Juventus, e, para este confronto, teve sua principal peça de volta da suspensão de três jogos: Zlatan Ibrahimovic.
O confronto entre Palermo e Milan não trazia boas lembranças aos milanistas desde 2006. Nesse meio tempo, no Estádio Renzo Barbera, foram cinco partidas, sendo um empate e quatro vitórias do time rosanero. O rossonero sabia que devia vencer, para manter a ponta e tentar se distanciar da Juventus, e, para este confronto, teve sua principal peça de volta da suspensão de três jogos: Zlatan Ibrahimovic.
Os comandados de Bortolo Mutti, vindos de uma derrota para o Siena, dependiam de uma vitória para se aproximar da zona da UEL. Em casa, o Palermo ostentava um bom retrospecto, e, apesar da baixa de jogadores importantes, como Balzaretti e Silvestre, contava com Fabrizio Micolli no ataque. O anfitrião foi a campo em um 4-3-1-2 bem familiar:
O Milan, vindo de um empate muito discutível na última giornata com a Juventus, não pode contar com Mexès, suspenso por ter desferido um soco em Borriello, Alexandre “Berlusconi” Pato, lesionado (novidade…), e outros 12 jogadores, também com problemas de lesão. A melhor notícia era o retorno de Ibrahimovic ao time, o que, por si, fala muito. Massimiliano Allegri montou seu 4-3-1-2 desta forma:
Logo no começo da partida, o que se viu foi um Milan insinuante, subindo ao ataque e pressionando a equipe anfitriã em seu campo. As trocas de passe entre Abate e Robinho davam bastante velocidade as subidas, e Ibrahimovic movimentava-se bastante, saindo da referência e abrindo espaços. Dessa forma, restou ao Palermo esperar os espaços para os contragolpes com Micolli. Mas a defesa rosanera não dava conta do volume de jogo. Nesse ritmo, não demorou muito para que o primeiro gol milanista saísse, aos 21 minutos, após Muntari, deitado, atrapalhar a saída de jogo do Palermo. A bola sobrou para Robinho, que passou para Ibra iniciar a contagem.
No segundo gol de Ibra, aos 30 minutos, um contragolpe certeiro. A defesa do Palermo toda subiu ao ataque para tentar empatar, em cobrança de falta. O Milan recuperou a pelota e Robinho arrancou pela esquerda, tocou para Ibra que, com muita frieza, cortou o marcador e bateu de canhota, vencendo Viviano. Quatro minutos mais tarde, Emanuelson (que vem evoluindo e melhorando a cada partida) deixou para Ibrahimovic, no bico direito da grande área. O Big Swede milanista parou, olhou, e com um tiro certeiro, encobriu o mal posicionado arqueiro Viviano. Tripletta de Ibrahimovic, com um gol para cada jogo que cumpriu de suspensão.
Com tanta ação no primeiro tempo, sobrou pouco para a segunda etapa, a não ser o gol de Thiago Silva, aos 58 minutos de jogo, após cruzamento perfeito de El Shaarawy, que havia entrado no lugar de Emanuelson e, obviamente, a entrada, aos 81 minutos, de SuperPippo Inzaghi em campo. O camisa #9 rossonero teve um ótima chance para aumentar mais ainda o placar, entretanto, como nos bons tempos, ele estava em posição de impedimento.
A legítima goleada aplicada pelo Milan, de Ibrahimovic, acalmou os ânimos ainda nervosos por conta dos erros de arbitragem na última rodada e deu ainda mais força para a rodada da Champions League no meio de semana. O resultado no Renzo Barbera levou o Milan aos 54 pontos, se isolando na liderança, apesar do jogo a mais, já que a Juventus segue na sua saga de empates, agora contra o Chievo. O Palermo, por seu lado, permanece com 34 pontos, na oitava posição.
Por Rodrigo Moraes
Sueco, quase dois metros de altura, um nariz de dar inveja a um bando de tamanduás-bandeira e um sapato tamanho 50. Com esses atributos, o que lhe vem a cabeça? Não, não estamos falando de mais um novo aspirador de pó, com base, que são vendidos na madrugada, em um desses canais de venda 24 hrs. Muito menos da nova estrela do basquete na NBA. Dificilmente alguém pensaria em um dos melhores atacantes em atividade no mundo atualmente.
O Big swede do futebol mundial, o poste nórdico com mais mobilidade nas quatro linhas do que muito atacante franzino. Estamos falando, obviamente, de Zlatan Ibrahimovic. O atual camisa 11 do Milan, desde seu surgimento para o futebol, traz consigo a pecha de melhor produto da Suécia desde os machados e elmos dos Vikings.
Ibracadabra iniciou sua carreira profissional no Malmö FF. Com 40 partidas oficiais e 16 gols no total, não demorou muito para que os olheiros de um grande clube encontrassem o promissor avante. Em 2001, Zlatan se transferiu para o Ajax, onde permaneceu até 2004. Tendo em seu time as companhias de Stekelenburg, Maxwell, Chivu e Rafael Van der Vaart, o Godenzolen, e Ibahimovic, conquistou a Eredivisie nas temporadas 2001/2002, além da Copa da Holanda nesta temporada, e 2003/2004. Com impressionantes 35 gols marcados em 74 partidas oficiais, Ibrahimovic novamente parecia ser grande demais para o clube em que jogava.
O futuro do sueco estava na Itália, no maior clube da Península: a Juventus de Turim. Ibra chegou a la Vecchia Signora no começo da temporada 2004/2005, a pedido do recém contratado Fábio Capello. A primeira temporada com a camisa juventina foi excelente, conquistando o Scudetto pelo time de Turim. A temporada seguinte, 2005/2006 não foi das melhores para o sueco, mas outro Scudetto foi acrescido ao seu currículo. No fim das contas, com o escândalo do Calciopoli, os títulos conquistados pela Juventus foram retirados e a equipe foi rebaixada. Assim como várias estrelas, Ibra abandonou o barco, e rumou para Milão.
Em sua nova casa, a Internazionale, a carreira do sueco chegou ao ápice. Em 3 temporadas com a camisa nerazzurra, Ibrahimovic conquistou 3 Scudetti e duas SuperCopas italianas. Todavia, nem tudo foi bom na passagem pela Inter. Com sucessivos fracassos e atuações apagadíssimas nos torneios continentais, por todos os times que passou, o atacante sueco segue com a fama de um sucesso nas ligas nacionais, e uma dececpção a nível internacional.
Essa situação poderia ter mudado quando Ibrahimovic se transferiu para o todo poderoso Barcelona, em 2009/2010. Novamente, um título de liga caseira, dessa vez La Liga, foi conquistado e, para comprovar o enorme pé frio do sueco nas competições continentais, a Internazionale venceu o Barça de Ibra na semifinal, e seguiu para a conquista do título da UCL 2009/2010. Ao final da temporada, após alguns desentendimentos com Pep Guardiola, e sua total falta de adaptação a filosofia culè, Ibra se mudou novamente.
Zlatan chegou ao Milan em 2010/2011. Arrumou o ataque milanista (que dependia de Pato e Borriello) e, junto de um novo técnico, Allegri, quebrou a sequencia de títulos da Internazionale e conquistou sua 7ª liga nacional em sequência (sem contar as da Juventus, lógico), dando o 18º Scudetto ao rossonero de Milão. Enquanto isso, no âmbito internacional, a saga de fracassos continuou, com a desclassificação ante ao Totteham, nas oitavas de final da UCL.
Nesta temporada, Zlatan Ibrahimovic segue jogando em alto nível, sendo a principal peça do ataque do Milan. O técnico Allegri considera o sueco o único insubstituível do time. Em números, são 24 jogos no total, com 21 gols até o momento. Artilheiro da Serie A, com 15 gols em 18 jogos e outros 4 gols em 4 partidas disputadas pela UCL 2011/2012. Ainda marcou um gol na Copa Italia e um na SuperCopa italiana. Em ambas as competições ele jogou apenas uma partida
Aos 30 anos, Ibrahimovic não tem o provar em ligas caseiras. A piada é que o Campeonato Italiano é a disputa entre 20 clubes e vence quem tem Ibra no elenco. Agora, em nível internacional, ainda pairam muitas dúvidas sobre Ibra. E, nessa temporada, pelo Milan, ele pode eliminar algumas delas, ante ao Arsenal, tão dependente de um atacante (Van Persie) quanto o time vermelho de Milão.
Com o mesmo período e mesmo número de partidas disputadas, Ibra voa em 2011/2012: marcou 4 gols à mais do que na temporada passada. Desde quando está no Milan os gols foram 33, Foram 21 no Campeonato Italiano, 8 na Champions League (8 gols em duas temporadas de UCL não é nada mal, hein... E ainda dizem que ele some nesta competição!), 1 na Supercopa da Liga e 3 na Copa Itália.
Zlatan Ibrahimovic fez como Shevchenko: o 100º e o 101º gols na Série A foram no mesmo jogo. E contra o mesmo time: o Chievo. Com Sheva aconteceu em 23 de novembro de 2003 em Verona, Chievo 0 x 2 Milan. Para Andriy o discurso foi diferente, tendo feito todos os gols na série A somente com a camisa do Milan.
Mas também o Zlatan rossonero no Campeonato não vai mal: 21 gols em duas temporadas - uma temporada e três meses - além dos 8 gols na Champions League (em uma equipe italiana, Ibra nunca havia marcado tanto na UCL), o gol da Supercopa da ITA e os 3 na Copa Itália.
Comparando os primeiros 14 jogos oficiais disputados em 10/11 e 11/12, (Zlatan no ano passado não havia tido contusões na primeira parte da temporada, diferente desta atual, quando não jogou 4 partidas). Ibra está marcando mais gols neste novo ano, em relação ao anterior.
O confronto:
IBRA 2010-2011 - Primeiras 14 partidas oficiais jogadas: 8 gols (Cesena 0, Auxerre 2 gols, Catania 0, Lazio 1, Genoa 1, Parma 0, Chievo 0, Real Madrid 0, Napoli 1, Juventus 1, Real Madrid 0, Bari 0, Palermo 1, Inter 1).
IBRA 2011-2012 - Primeiras 14 partidas oficiais jogadas: 12 gols (Inter 1 gol, Lazio 1, Viktoria Plzen 1, Juventus 0, Palermo 0, Bate Borisov 1, Lecce 0, Parma 1, Roma 2, Bate Borisov 1, Catania 1, Fiorentina 0, Barcellona 1, Chievo 2).
Em partida válida pela 13ª rodada do campeonato italiano, o Milan venceu o Chievo no San Siro. Os gols da partida foram marcados por Ibrahimovic (2), Pato e Thiago Silva para os donos da casa.
Os rossoneri foram para cima dos visitantes e, logo aos 8 minutos do primeiro tempo abriram o placar, com o brasileiro Thiago Silva após a assistência de Boateng.
Com mais oito minutos, Ibrahimovic ampliou para os rossoneros com o passe de Aquilani, marcando o seu centésimo gol na Serie A.
Ainda na primeira etapa, o Milan ampliaria com Alexandre Pato após cobrança de escanteio de Aquilani, que sobrou para o brasileiro livre marcar o terceiro gol.
E fechando a conta, Ibrahimovic marcaria seu segundo gol na partida, de pênalti, aos 43 minutos do primeiro tempo.
Os rossoneri foram para cima dos visitantes e, logo aos 8 minutos do primeiro tempo abriram o placar, com o brasileiro Thiago Silva após a assistência de Boateng.
Com mais oito minutos, Ibrahimovic ampliou para os rossoneros com o passe de Aquilani, marcando o seu centésimo gol na Serie A.
Ainda na primeira etapa, o Milan ampliaria com Alexandre Pato após cobrança de escanteio de Aquilani, que sobrou para o brasileiro livre marcar o terceiro gol.
E fechando a conta, Ibrahimovic marcaria seu segundo gol na partida, de pênalti, aos 43 minutos do primeiro tempo.
Com o resultado, a equipe rubro-negra chega à vice-liderança do italiano com 24 pontos, um a menos que a líder Juventus.
O homem dos 101 gols
Com os dois gols na partida, Ibrahimovic alcançou a marca de 101 gols em jogos do Campeonato Italiano. Além do Milan (onde já marcou 21 gols), o jogador já defendeu Juventus (marcou 23 gols) e Inter de Milão (marcou 57 gols). Na atual edição do campeonato, Ibra já marcou sete gols e é o terceiro na briga pela chuteira de ouro, ficando atrás de Di Natale, do Udinese (nove gols) e o argentino Denis, do Atalanta (10 gols).
Com os dois gols na partida, Ibrahimovic alcançou a marca de 101 gols em jogos do Campeonato Italiano. Além do Milan (onde já marcou 21 gols), o jogador já defendeu Juventus (marcou 23 gols) e Inter de Milão (marcou 57 gols). Na atual edição do campeonato, Ibra já marcou sete gols e é o terceiro na briga pela chuteira de ouro, ficando atrás de Di Natale, do Udinese (nove gols) e o argentino Denis, do Atalanta (10 gols).

