No Domingo, a Inter de Milão desperdiçou a oportunidade de encostar na parte de cima da tabela. Sabendo do empate da Udinese, e vendo Lazio e a Roma vacilarem mais tarde, o time nerazzurri bastava vencer a Fiorentina, e se aproximaria ainda mais da zona de classificação da liga Europa e encostar na Lazio, que ocupa a 3ª colocação, que dá a ultima vaga pra Liga dos Campeões, mas, nada feito. Porém, nada saiu como planejado. Pelo contrário: O time ainda esteve a um passo da derrota. Mas Júlio César salvou os nerazzuri no pênalti de Ljajic (foto).
A Inter começou bem a partida, apertando a saída de bola, indo pra cima da Fiorentina, e aos 3' minutos de jogo, Alvarez recebeu de frente pro gol, fora da area, mas o chute saiu fraco, passando longe do gol.
No minuto seguinte a Fiorentina respondeu com Kharja, que jogou pela Inter na temporada passa. o meia veio de traz, e pegou um chute de primeira, que passou por cima do gol de Julio Cesar.
Aos 7 minutos, Forlan, recebeu de Maicon na direita, e mandou uma bomba, cheia de curva, mas Boruc fez a defesa em dois tempos, e evitou o gol dos visitantes. E foi só, a partir dai a Inter te4ve mais posse de bola, criava as jogadas, mas a finalização na saía. O time errava muito na hora de tentar chutar ao gol, o ultimo passe sempre dava errado.
A Inter voltou a dar susto no 25 minutos da etapa inicial, quando Cambiasso puxou um contra atque fulminante, tocando para Forlan no meio de campo, que virou a bola na esquerda para Zarate, que driblou 2, mas a conclusão saiu mal, passando do lado direito do goleiro.
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| Não deu nem para o Príncipe |
No finalzinho, Milito e Nastasic se estranharam. O argentino recebeu uma cotovelada nas costas, Milito não gostou e foi pra cima do Sérvio, e os dois ficaram batendo boca no meio de campo. sem motivos para dar acréscimo, e com o jogo dando sono, o juiz encerrou a partida aos 45.
Na volta da segunda etapa, Javier Zanetti, capitão da Inter, sentiu uma lesão e não voltou pro segundo tempo, se quer ficou no banco, assistiu o resto da partida dentro do vestiário. Nagatomo substituiu o hermano, e assumiu a lateral esquerda da Inter.
As equipes voltaram na etapa complementar como iniciaram, indo pra cima, buscando jogo, e com 2 minutos de jogo, Zarate recebeu, e de onge tentou encobrir o goleiro, sem sucesso.
A Fiorentina voltou melhor, precisando do resultado para se afastar de vez da zona de rebaixamento, o time da Toscana foi pra cima em busca da vitória. Fiorentina criou perigo, chutou mais ao gol, recuperou a posse de bola, e deu trabalho a Julio Cesar, que teve de fazer duas defesas 'difíceis' no segundo tempo.
Novamente sem apresentar um bom futebol, e passando novamente mais um jogo em branco, Forlan foi substituído aos 8 minutos do segundo tempo. O uruguaio deu lugar a Wesley Sneijder, que voltou de contusão neste domingo, e voltou bem.
Já em sua primeira jogada, o holandes puxou um contra ataque, lançando Alvarez, mas como no primeiro tempo, o ultimo passe sempre dava errado, e a finalização não saía. Por mais que Sneijder criasse, por mais que a Inter busca-se o gol, nada dava certo.
E quando a partida dava como certo o empate, Julio Cesar derruba Cerci dentro da area, e comete um penati bobo aos 25 minutos da segunda etapa. Mas o brazuca se redimiu da infantilidade que cometeu, ao defender o penalti, mal cobrado por Ilajic. Ljajic bateu fraco no canto direito de Julio, que só teve o trabalho de espalmar pra fora.
Precisando vencer, Stramaccioni acionou Pazzini para dar mais ofensividade na equipe, só que numa disputa de bola, Chivu se lesionou, sentiu a coxa. No jogo de ontem, Chivu foi escalado como zagueiro, e pra não ficar só o Lucio na zaga, Pazzini voltou pro banco e Ranocchia entrou no lugar de Chivu.
E o jogo seguiu assim até o final, sem grandes sustos ou jogadas de perigo para ambas equipes. A Inter agora tem 49, se manteve na 7ª colocação, e continua 3 pontos pra entrar na Liga Europa, e os mesmo 6 pontos de distancia para a Lazio, ultimo clube na zona de classificação para a Liga dos Campeões.
Destaques:
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| Maicon retornou de lesão e foi muito bem na partida |
Maicon - Voltou muito bem, apesar de ainda estar um pouco lento, jogou os 90 minutos perfeitamente. Seus cruzamentos continuam fora de série e ontem fez uns lançamentos precisos.
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| Sneijder começou no banco e entrou no segundo tempo, dando um toque de qualidade para a Inter |
Sneijder - Também voltou bem, apesar de estar fora de ritmo, fez belas jogadas, acionando bastante as laterais e buscando deixar Milito e Zarate na cara do gol.
Decepções:
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| Forlán não jogou bem mais uma vez. A sua contratação vai cada vez mais se confirmando péssima |
Forlan - Novamente, sem demonstrar o mesmo futebol do Atlético de Madrid e da seleção uruguaia, Forlan não agradou. Tentou por duas vezes fazer o gol, mas foi só, passou o resto da partida em branco. Jogador chegou com a responsabilidade de substituir o camaronês Samuel Eto'o, e isso deve ter pesado um pouco pro uruguaio. Também teve a lesão no tendão, que o deixou meses fora de campo, e isso, também influenciou no seu futebol. Esperamos que Forlan supere tudo isso, volte a jogar seu bom futebol e ajude a Inter a se classificar para Liga dos Campeões.
Julio Cesar - Apesar de ter defendido o penalti, o goleirão botou o jogo em risco ao cometer um penalti infantil, desnecessário, já que Cerci estava sem angulo, e não faria o gol. Já não é de hoje que Julio Cesar comete essas faltas bobas, a ponto de prejudicara equipe na partida.
Quarta feira tem jogo, confronto direto pela Liga Europa. Fora de casa, A Inter pega a Udinese, de olho na vitória e de tomar o lugar do adversário na tabela. Para essa partida, Zanetti e Chivu devem ser desfalques.
Por Arthur Barcelos

Local: Stadio Giuseppe Meazza (Milão-Itália)
Data/Horário: 11 de abril, quarta-feira, às 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Andrea Romeo
Cartões amarelos: Samuel, Pesoli, Vitiello, Mannini, Contini
Cartões vermelhos: Pegolo
Gols: D’Agostino (0-1) aos 6′, Milito (1-1) aos 42′, Milito (2-1) aos 81′
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| Se a Inter está na briga por vaga na UCL, é por causa dele: Diego Alberto Milito. Il Principe chegou a 17 gols marcados em 16 jogos em 2012, 20 na Serie A |
De forma suada, é verdade, mas veio. Num jogo onde a Inter foi superior desde o primeiro minuto, Stramaccioni chegou a sua segunda vitória em três jogos no comando da Beneamata. Ainda é cedo para avaliá-lo, mas é notável o ganho técnico e tático desde a chegada do romano com sua filosofia.
Foram ao todo 19 chutes a gol (6 no alvo) e 69% da posse de bola. Com o 4-3-3 de triângulo de base alta no meio-campo, o time da Inter consegue criar linhas de passes e ocupar melhor os espaços, facilitando assim a troca de passes, por isso a alta posse (em certo momento chegou a ter 85%), além da criação de jogadas. Mas também é bom frisar alguns erros de posicionamento lá atrás, na defesa.

O time toscano teve muitas roubadas de bola, evidenciando seu estilo de jogo: priorizando a defesa e saindo em rápidos contragolpes, como no primeiro e único gol dos bianconeri, em que Samuel perdeu a bola e após duas ótimas defesas de Júlio César, a defesa não afastou e no rebote D’Agostino abriu o placar aos seis minutos da primeira etapa.
O gol em si não abalou a equipe, que seguia em cima, agora em busca do empate. Aos 38′, Samuel acabou sendo substituído após sentir lesão – antes disso, havia levado o terceiro cartão amarelo, o que lhe implica a suspensão de um jogo -, em seu lugar entrou Nagatomo, e Chivu foi jogar na zaga, ao lado de Lúcio, que voltou com suas insanas e improdutivas subidas ao ataque, deixando ainda mais espaço atrás, tendo que Chivu se desdobrar, fazendo a cobertura do zagueiro brasileiro e dos avanços de Nagatomo. E não decepcionou.

No ataque, era pela esquerda onde as principais jogadas saíam, com Obi e Zárate, muito bem em campo. Aos 42′, veio o merecido empate. Após bate-rebate depois de escanteio, Pesoli afastou mal a bola e deu de presente para Milito cabecear e chegar ao seu 19º gol na Serie A.

A segunda etapa teve a mesma tônica da primeira: domínio da Inter e Siena levando perigo em contragolpes, dessa vez com menor frequência, especialmente pelo ajuste que Stramaccioni deu no intervalo. O time se tornou mais incisivo, porém continuava desperdiçando muitas oportunidades. Obi, um dos melhores em campo, teve de ser substituído após também ter sentido lesão, entrando Poli. Posteriormente entrou Pazzini no lugar de Álvarez, voltando de lesão depois de dois longos meses.
Não passou muito tempo e aos 80′ Nagatomo sofreu puxão de Mannini dentro da área, pênalti bem marcado por Romeo. Na cobrança, ‘Il Principe‘ Milito não vacilou e chegou a incrível marca de 17 gols em 16 partidas no ano de 2012, além de ter empatado com Di Natale na vice-artilharia, atrás apenas de Ibrahimovic, com 23 gols.

Com a vitória, a Inter chegou aos 48 pontos, mantendo-se na sétima colocação, porém mais próxima da zona de classificação para as competições europeias. À seis da Lazio, terceira colocada, à três da Udinese e à dois da Roma. E o próximo jogo será de fundamental importância para que o objetivo seja cumprindo: a vaga na UEFA Champions League 2012/13. Nada mais, nada menos que a Udinese, voltando a jogar na região de Friuli-Venezia Giulia, dessa vez em Údine, no sábado, às 15h45 (de Brasília).

Em sua 570º partida pela Serie A - igualando-se a Dino Zoff como o terceiro jogador com mais partidas pelo campeonato -, 'Il Capitano' Zanetti fez uma partida de altíssimo nível, como de costume (inter.it)
FICHA TÉCNICA
Local: Stadio Giuseppe Meazza (Milão-Itália)
Data/Horário: 11 de abril, quarta-feira, às 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Andrea Romeo
Cartões amarelos: Samuel, Pesoli, Vitiello, Mannini, Contini
Cartões vermelhos: Pegolo
Gols: D’Agostino (0-1) aos 6′, Milito (1-1) aos 42′, Milito (2-1) aos 81′
Inter (4-3-3): Júlio César; Zanetti, Lúcio, Samuel (Nagatomo), Chivu; Cambiasso, Stankovic, Obi (Poli); Álvarez (Pazzini), Milito, Zárate
Técnico: Andrea Stramaccioni
Técnico: Andrea Stramaccioni
Siena (4-4-1-1): Pegolo; Vitiello (Contini), Terzi, Pesoli, Del Grosso; Mannini, Vergassola, Bolzoni (Gazzi), Brienza; D’Agostino (González); Destro
Técnico: Giuseppe Sannino
Técnico: Giuseppe Sannino

E Stramaccioni parece mesmo gostar de fortes emoções, mas diferentemente do jogo contra o Genoa, o resultado não foi nada favorável a sua equipe. O 2-2, ainda que fora de casa, mas em campo neutro, é ruim para a sequência do campeonato e pela luta por vaga na UEFA Champions League 2011/12, e até mesmo para a Europa League 2011/12. A rodada só não foi tão negativa por causa de vacilos de Catania (2-3 Chievo), Roma (2-4 Lecce), Napoli (1-3 Lazio). Dos que disputam as últimas vagas nas competições europeias, apenas Udinese (3-1 Parma) e Lazio venceram.
Entretanto o técnico romano manteve as esperanças aos nerazzurri: «A Inter está viva. São sete corridas para provar isso. Nós levamos muitos gols? Não é só um problema da defesa, mas de toda a equipe», declarou Andrea após o jogo. Com o empate, a Beneamata permanece na sétima colocação, agora com 45 pontos, à dois da Roma, três do Napoli, seis da Udinese e nove da Lazio.

Strama não ficou satisfeito com o resultado, mas ainda acredita no objetivo, na vaga para a UCL 12/13: "A Inter está viva" (Foto: inter.it)
O início da partida em Trieste foi muito disputado, especialmente porque as defesas conseguiam se portar bem, enquanto os meios-campo brigavam bastante. Não à toa, os gols saíram logo cedo. Aos seis, Cossu cobrou o escanteio e Astori ganhou de Ranocchia, abrindo o placar. Menos de um minuto depois, Zárate viu bem Diego Milito que aproveitou o mau posicionamento da linha de impedimentorossoblu, ficando na cara de Agazzi, para chegar ao seu 18º gol na Serie A.

'Il Principe' chegou ao seu 13º gol em 13 jogos de 2012. Marca espetacular para quem parecia estar com os dias contados em Appiano Gentile (Foto: inter.it)
A peleja seguiu a mesma e evidenciou a falta na qualidade da criação de ambas as equipes, que pouco concluíam à gol, tendo uma Inter um pouco superior, ainda que, com um Guarín fora de ritmo e a dupla de pontas Zárate e Forlán nulos. E como não podia deixar de ser uma partida brigada, foram várias faltas e quatro cartões amarelos.
Já na segunda etapa, o ritmo do jogo caiu. Stramaccioni tirou o exausto Guarín, ainda voltando de uma grave lesão que o deixou fora dos gramados por mais de quatro meses, para a entrada de Poli. O jovem italiano entrou bem na partida, auxiliando na construção de jogadas e marcando forte, no entanto Zárate e Forlán seguiam nulos, isolando Milito entre os zagueiros sardenhos.
Aos 61′, veio o gol de desempate do Cagliari, com Pinilla, que recebeu cruzamento de Conti, nas costas de Ranocchia. O chileno acabou expulso por ter levantado a camisa na comemoração, já que tinha um amarelo. Mas assim como no primeiro tempo, o empate não demorou a sair. Exatos três minutos, quando Forlán levantou a bola na área para Cambiasso, que após enrosco com dois defensores adversários ganhou e empatou o jogo.

'Chuchu' Cambiasso comemora com Stankovic seu gol: o 'senador' voltou a jogar bem sob o comando de Strama (Foto: Getty Images)
Stramaccioni ainda promoveu outras duas mudanças (Obi e Pazzini nos lugares de Stankovic e Forlán, respectivamente), foi para cima do Cagliari, com um a menos, mas de nada adiantou. O 2-2 foi mantido no placar. Agora a Inter enfrentará a equipe do Siena, no Giuseppe Meazza, dia 11, quarta-feira, às 15h45 (de Brasília).
E se o time principal vacilou, os garotos do time Primavera não decepcionaram e venceram mais uma no Centro Sportivo Giacinto Facchetti, batendo o Vicenza por 1-0, com gol de Marko Livaja. Assim, os ex-comandados de Stramaccioni, agora sob a batuta de Daniele Bernazzani, assumem a liderança do Grupo B, com 49 pontos, dois acima do Varese e três do Milan, que ainda jogará contra o Cesena. Restam apenas duas rodadas para a fase dos playoffs do Campionato Primavera. Jogos restantes da Inter: Bologna (14 de abril, fora) e Udinese (21 de abril, casa).

Bernazzani, ex-assistente do time principal, vem dando sequência ao excelente trabalho feito por Stramaccioni (Foto: inter.it)
FICHA TÉCNICA:
Local: Stadio Nereo Rocco (Trieste-Itália)
Data/Horário: 07 de abril, sábado, às 10h (de Brasília)
Árbitro: Marco Guida
Cartões amarelos: Pinilla, Stankovic, Zárate, Conti, Cossu, Forlán
Cartões vermelhos: Pinilla
Gols: Astori (1-0) aos 5′, Milito (1-1) aos 6′, Pinilla (2-1) aos 61′, Cambiasso (2-2) aos 64′
Data/Horário: 07 de abril, sábado, às 10h (de Brasília)
Árbitro: Marco Guida
Cartões amarelos: Pinilla, Stankovic, Zárate, Conti, Cossu, Forlán
Cartões vermelhos: Pinilla
Gols: Astori (1-0) aos 5′, Milito (1-1) aos 6′, Pinilla (2-1) aos 61′, Cambiasso (2-2) aos 64′
Cagliari (4-3-1-2): Agazzi; Pisano, Astori, Canini, Agostini; Ekdal (Perico), Conti, Nainggolan; Cossu (Nenê); Thiago Ribeiro (Ibarbo), Pinilla
Técnico: Massimo Ficcadenti
Técnico: Massimo Ficcadenti
Inter (4-3-3): Castellazzi; Zanetti, Ranocchia, Samuel, Chivu; Guarín (Poli), Stankovic (Obi), Cambiasso; Forlán (Pazzini), Milito, Zárate
Técnico: Andrea Stramaccioni
Técnico: Andrea Stramaccioni

Por Arthur Barcelos
Mudou o técnico, mudou a tática, mudou alguns nomes, mas o que não mudou foi a capacidade da Inter fazer jogos emocionantes, de deixar muito torcedor prestes a ter um ataque cardíaco. E a peleja contra o Genoa foi exatamente assim. Tecnicamente até fraco em certo ponto, a partida ficou marcada por erros defensivos e da arbitragem.
Em sua primeira partida no comando técnico nerazzurro, o jovem Andrea Stramaccioni não fugiu do que havia sido testado nos treinos, optando por um 4-3-3 com triângulo de base alta no meio-campo, mas com Chivu na lateral esquerda, e não Nagatomo, além do fato de Faraoni nem no banco ter ficado. A surpresa, positiva, ficou pelo fato de Livaja estar presente no banco, mas devido aos acontecimentos do jogo, não pôde entrar no segundo tempo, como planejado.

O 4-3-3 de Stramaccioni (Ilustração: TacticalPad)
O time tinha o domínio da posse (cerca de 65%), mas não criava muitas chances, isso porque Zárate e Forlán não renderam o esperado, mesmo com todo o esforço de ambos. O Genoa, entretanto, levava muito perigo em rápidos contra-ataques, quase sempre puxados por Palacio e Sculli. Antes do primeiro gol, os ligurianos já tinha finalizado quatro vezes, já a Inter, apenas uma. Então aos 13′, após troca de passes entre os argentinos Zanetti, Cambiasso e Zárate, o atacante passou para Forlán, na ponta esquerda, que colocou a bola na cabeça de Diego Milito, livre de marcação, Il Principe não perdoou e acertou boa cabeçada.

Il Capitano Zanetti vibrou bastante com Stramaccioni o primeiro gol, mostrando que o jovem técnico tem o apoio do principal "senador" da equipe, que é, inclusive, mais velho (Foto: Getty Images)
14′ mais tarde veio o segundo. Stankovic viu bem Milito posicionado as costas dos zagueiros e lançou, a bola ainda desviou em Kaladze, que tentou um corte sem sucesso, Il Principe dominou e com categoria tocou na saída de Frey. Após o gol, o jogo continuava movimentado, com o Genoa levando alguns perigos em contragolpes e a Inter pouco incisiva, mas também criando suas chances de perigo. Aos 38′, após bate-rebate na área rossoblu, a bola sobrou para Lúcio que bateu cruzado para a pequena área, Samuel, livre de marcação, se esticou e ampliou a vantagem nerazzurra.

Il Principe Milito preferiu não comemorar seus três gols em respeito ao Genoa, por onde jogou brilhantemente (Foto: Getty Images)
Ainda na etapa inicial, o Genoa conseguiu, finalmente, seu gol. Em nova confusão, dessa vez na área da Inter, Sculli tentou uma bicicleta e a bola bateu em Moretti, mudando a rota e pegando Júlio César de surpresa. Na volta do intervalo, Marino optou por uma formação mais ofensiva, quando tirou o volante Miguel Veloso para colocar o meia-atacante Jankovic. O jogo continuava igual, mas com o time liguriano igualando a posse de bola. Porém, foi num contra-ataque que surgiu o segundo gol. Sculli cabeceou e a bola resvalou no braço de Il Capitano Zanetti. Então Paolo Valeri marcou a penalidade. Na cobrança, Palacio descontou.
Stramaccioni colocou Guarín no lugar de Stankovic, fazendo com que o colombiano enfim estreasse. E foi bem. Aos 74′, aliviando os interistas, Mauro Zárate recebeu na entrada da área pela esquerda, cortou o adversário e acertou bom chute no canto de Frey. Não perca as contas: 4-2. Pouco depois, em novo contragolpe rossoblu, Palacio recebeu bom lançamento e na tentativa de driblar Júlio César dentro da área, acabou sendo derrubado pelo arqueiro. Pênalti. Valeri ainda expulsou o brasileiro. Na cobrança, Gilardino venceu Castellazzi (que entrou no lugar de Zárate).

Zárate recebeu o apoio de Stramaccioni ao ser substituído (Foto Getty Images)
Marino achou que era o momento certo de buscar o empate e tirou o único volante que lhe restava. Grave erro. Aos 85′, foi a vez da Inter contra-atacar com Milito, que tocou para Obi (entrou no lugar de Forlán), o nigeriano fintou Mesto e tocou para Guarín, que vinha de trás. O colombiano não dominou muito bem, mas foi o bastante para ganhar de Kaladze e receber duro carrinho de Belluschi. Pênalti e nova expulsão (Belluschi). Na cobrança, Il Principe Milito bateu bem e marcou sua tripletta, chegando ao 17º gol na Serie A – média de 0,68 gols/jogo, melhor até que a da gloriosa temporada de 2009/10, onde teve uma média de 0,63, na Serie A.
Ainda teve tempo para Paolo Valeri marcar outro pênalti, o quarto. Marcação tão confusa quanto a primeira. Sculli recebeu na entrada da área, pelo alto, e solou Lúcio, esse que tentou dar um chutão na bola. Na cobrança, Gilardino marcou. 5-4. E parou por aí.

Placar final no Meazza: Inter 5-4 Genoa (Foto: Getty Images)
Com a vitória, a Inter chega aos 44 pontos, à sete da terceira colocação e à quatro da quarta/quinta. Posições que garantem vaga na UEFA Champions League 2012/13 e Europa League 2012/13, respectivamente. A Beneamata voltará a jogar no próximo sábado, contra o Cagliari, na Sardenha. Vale lembrar que possivelmente Maicon, Sneijder e Álvarez estarão aptos para a peleja.

O presidente Moratti ficou bem satisfeito com a vitória nerazzurra (Foto: Getty Images)
FICHA TÉCNICA:
Local: Stadio Giuseppe Meazza (Milão-Itália)
Data/Horário: 1º de abril, domingo, às 10h (de Brasília)
Árbitro: Paolo Valeri
Cartões amarelos: Moretti, Poli, Jankovic, Palacio, Lúcio
Cartões vermelhos: Júlio César, Belluschi.
Gols: Milito (1-0) aos 13′, Milito (2-0) aos 27′, Samuel (3-0) aos 38′, Moretti (3-1) aos 47′, Palacio (3-2) aos 59′, Zárate (4-2) aos 74′, Gilardino (4-3) aos 80′, Milito (5-3) aos 85′, Gilardino (5-4) aos 90′.
Inter (4-3-3): Júlio César; Zanetti, Lúcio, Samuel, Chivu; Poli, Stankovic (Guarín), Cambiasso; Zárate (Castellazzi), Milito, Forlán (Obi). Técnico: Claudio Ranieri
Genoa (4-3-3): Frey; Mesto, Roger Carvalho, Kaladze, Moretti; Belluschi, Miguel Veloso (Jankovic), Biondini (Jorquera); Palacio, Gilardino, Sculli. Técnico: Pasquale Marino
Gols do jogo:
Por Arthur Barcelos

Quando na segunda-feira foi anunciada a demissão de Claudio Ranieri e a promoção de Andrea Stramaccioni - Daniele Bernazzani, assistente técnico do time principal desde 2008, assumiu o time Primavera -, muitos perguntaram quem seria Andrea Stramaccioni. Quem nos acompanha sabe ao menos um pouco sobre o ex-técnico da Inter Primavera.
Apesar de ser bem novo – tem 36 anos -, Stramaccioni já possui certa experiência como técnico, mas há um porém: só trabalhou em categorias de base (sub-15, sub-17 e sub-19). Por isso mesmo, não possui a licença de treinador da UEFA. E por enquanto, quem irá comandar o time na beira do campo será o vice-treinador interista, Giuseppe Baresi.

E para quem não sabe, Beppe é o irmão mais velho de Franco Baresi, ídolo no Milan, por onde jogou 20 anos, e que havia sido rejeitado nas categorias de base da Inter. Ao contrário de seu irmão, Giuseppe fez história na Inter, onde ficou 16 anos como jogador – foram mais de 550 partidas com a maglia nerazzurra -, e desde 2008 é vice-treinador do time de Appiano Gentile.
Voltando a Andrea Stramaccioni, o técnico romano está na profissão desde 2000, quando comandou o sub-17 do AZ Sports por duas temporadas. Posteriormente, assumiu o sub-15 Romulea, ficando por lá três temporadas. O bom trabalho no Romulea rendeu a ida para o sub-15 da Roma, em 2005. Foram duas boas temporadas no sub-15, o que lhe fez assumir o sub-17 dos giallorossi, e foi lá que de fato fez sucesso. Foram quatro temporadas no comando do time Allievi (sub-17), até ter sido contratado por Ernesto Paolillo, “gerente” das categorias de base da Inter, em 2011.

Em quase um ano como treinador do sub-19 da Inter, Stramaccioni se notabilizou por montar uma equipe muito “tática”, com muitas variações quanto à base, tendo um time muito dedicado nesse aspecto. Um time muito solidário na marcação e na fase ofensiva. E com paciência e tempo, o romano certamente conseguirá fazer isso no time principal. Basta dar a confiança necessária, além de botar em prática a tal renovação de Moratti, fazendo uma “limpa” no plantel.
E falando em tática, Andrea não possui um esquema tático único, ou preferido. Durante o trabalho na Primavera, utilizou uma base muito semelhante: 4-3-3, 4-2-3-1, 4-3-2-1 e 4-3-1-2. Independente do sistema de jogo, o romano gosta de time ofensivos. Além disso, explora ao máximo o talento de seus jogadores, aproveitando-os em funções diferentes. Como Pecorini, Romanò, Forte, Livaja e Longo.

Alguns jogadores do sub-19 deverão ser aproveitados, como Sala, M’Baye, Duncan, Romanò, M’Baye, Livaja e Longo, que já treinaram com o time principal, além de Crisetig. Mas claro, são todos garotos, e nem todos integrarão o elenco. São apenas experiências. Poucos deverão, de fato, subir de categoria. Isso porque no plantel atual, já há alguns jovens que ganharão mais chances a partir de agora, como Álvarez, Poli, Obi, Ranocchia, Castaignos, Faraoni, Juan Jesus e Crisetig.
Contra o Genoa, o próximo jogo, a Gazzetta dello Sport fala em 4-3-3 ou 4-3-1-2. Isso vai depender dos jogadores que tiver em mãos. Uma coisa é certa: 4-4-2 em linha (britânico) nunca mais.
Nove jogos restantes: Genoa (C), Cagliari (F), Siena (C), Udinese (F), Fiorentina (F), Cesena (C), Parma (F), Milan (C), Lazio (F).
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| Com uma vitória nos últimos dez jogos de Serie A, Ranieri enfim foi demitido. Que timing, hein Moratti... |
Com certo atraso, Massimo Moratti junto com Marco Branca e Piero Ausilio, diretores técnico e esportivo, respectivamente, finalmente tomou a decisão que parecia mais sensata: a demissão de Claudio Ranieri. O romano ainda seguia em Appiano Gentile graças à arrancada em dezembro e janeiro, quando o time ganhou oito vezes seguidas. Mas Ranieri foi Ranieri e se perdeu, como sempre, no comando.
Talvez esta decisão venha mostrar o quão é necessário a tal renovação que Moratti falou após a eliminação na UEFA Champions League. Mas o que fez a diretoria foi simplesmente mostrar que o único culpado era Ranieri e sua trupe. E não é. A tal renovação precisa ser feita não só na comissão técnica, no plantel, mas também, na diretoria, nos “homens lá de cima”.

Já vai tarde, Mister Ranieri (Foto: Ansa)
Claudio Ranieri, que tinha acordo com o clube até junho de 2013, teve seu contrato rescindido na tarde da segunda-feira passada, 26. Horas depois, saiu o anúncio oficial no site da Inter, dando adeus ao romano e as boas-vindas à Andrea Stramaccioni.
O ex-treinador da Inter Primavera assume o comando técnico num momento difícil, faltando oito jogos para o fim da temporada interista. O objetivo ainda é o mesmo: vaga na UCL 2012/13. Mas é pouco provável que o consiga. No mínimo, uma vaga na UEL 2012/13 já estaria de bom tamanho para Moratti. Mas não se pode cobrar muito de um jovem de 36 anos, há nove como técnico, e menos de dois em Milão.
Quem é Andrea Stramaccioni?

Apesar de ser bem novo – tem 36 anos -, Stramaccioni já possui certa experiência como técnico, mas há um porém: só trabalhou em categorias de base (sub-15, sub-17 e sub-19). Por isso mesmo, não possui a licença de treinador da UEFA. E por enquanto, quem irá comandar o time na beira do campo será o vice-treinador interista, Giuseppe Baresi.

Stramaccioni ao lado de Baresi durante o treino (Foto: inter.it)
Voltando a Andrea Stramaccioni, o técnico romano está na profissão desde 2000, quando comandou o sub-17 do AZ Sports por duas temporadas. Posteriormente, assumiu o sub-15 Romulea, ficando por lá três temporadas. O bom trabalho no Romulea rendeu a ida para o sub-15 da Roma, em 2005. Foram duas boas temporadas no sub-15, o que lhe fez assumir o sub-17 dos giallorossi, e foi lá que de fato fez sucesso. Foram quatro temporadas no comando do time Allievi (sub-17), até ter sido contratado por Ernesto Paolillo, “gerente” das categorias de base da Inter, em 2011.

Stramaccioni em rápida conversa com 'Il Capitano' Zanetti. Vale lembrar que o argentino é mais velho que Andrea: 36-38 (Foto: inter.it)
E falando em tática, Andrea não possui um esquema tático único, ou preferido. Durante o trabalho na Primavera, utilizou uma base muito semelhante: 4-3-3, 4-2-3-1, 4-3-2-1 e 4-3-1-2. Independente do sistema de jogo, o romano gosta de time ofensivos. Além disso, explora ao máximo o talento de seus jogadores, aproveitando-os em funções diferentes. Como Pecorini, Romanò, Forte, Livaja e Longo.

Andrea Stramaccioni orienta os jogadores (Foto: Sky)
Contra o Genoa, o próximo jogo, a Gazzetta dello Sport fala em 4-3-3 ou 4-3-1-2. Isso vai depender dos jogadores que tiver em mãos. Uma coisa é certa: 4-4-2 em linha (britânico) nunca mais.

Por Arthur Barcelos





E segue o ostracismo. Mesmo com o time fazendo um primeiro tempo quase que perfeito, os mesmos, junto com Ranieri, estragaram tudo na etapa final. Agora vê seu maior rival encostar no líder e a vaga para a UEFA Champions League 2012/13 ficar cada vez mais longe. Sem falar no jejum de quatro jogos sem vencer a Juventus (três derrotas e um empate).
Claudio Ranieri não surpreendeu no time titular, utilizando o 4-4-2 do treino, porém, com a marcação mal ajustada. E o romano logo orientou seus jogadores, ajustando, então a marcação e bloqueando o meio-campo adversário. Quem tinha o domínio era o time da casa, com maior posse de bola, mas encontrando dificuldades em criar as jogadas. Enquanto a Inter se baseava em contra-ataques, sempre visando Diego Milito. Foram pelo menos três chances de perigo com ‘Il Principe‘, que não esperava ter um Buffon em dia inspirado.

Ranieri fazia uma partida perfeita, até colocar sua "jenialidade" em ação e levar os dois gols (Foto: Getty Images)
Já a Juventus passou a aproveitar melhor da fraqueza defensiva de Nagatomo, que levava um baile de Pepe. Por ali saíram duas boas chances, terminadas em conclusões de Matri, essas defendidas por Júlio César. Foram ao todo seis finalizações “no alvo” interista, todas salvas por Buffon. Enquanto aVecchia Signora teve quatro chutes “no alvo”. Foi um primeiro tempo movimentado.
Na volta do intervalo, então, Antonio Conte decidiu sair de seu 4-3-3 encaixotado pela marcaçãonerazzurra, reposicionando o time no 3-5-2. A mudança tática, em si, não teve muita diferença, já que a marcação continuava encaixada. No entanto, o gol bianconero saiu do mesmo jeito. Mas em bola parada. Pirlo, apagado até então – muito bem marcado por Poli -, cobrou o escanteio e Cáceres se livrou de Lúcio, subindo livre para cabecear e abir o placar.

Cáceres contou com a ajuda de Lúcio para abrir o placar em Turim (Foto: Reuters)
Ranieri entrou em ação de novo, dessa vez negativamente, quando sacou os jovens Poli e Obi, que vinham muito bem no jogo, para colocar Faraoni e Pazzini, respectivamente. Em tese, seria um time mais ofensivo. Em tese. Não na prática. Além de já não ter uma marcação mais sólida e uma defesa perdida, o time não deu sequer um chute “no alvo”.
E como “a bola pune”, já diria o outro, veio o segundo gol juventino. Vidal cortou Faraoni, e lançou Del Piero nas costas de Samuel, que saiu para dar o bote, sem receber a cobertura de Stankovic, o ídolo da Juventus teve a vida facilitada e com toda sua categoria tocou na saída de Júlio César.

Del Piero teve o espaço necessário para fechar o caixão interista (Foto: Getty Images)
Com mais uma derrota, a Inter continua na oitava colocação, com 41 pontos, agora um ponto atrás do Catania, que empatou em 2-2 com o Napoli, à sete de Udinese e Napoli, na zona da UEFA Europa League, e à 10 da Lazio, na terceira e última vaga para a UCL. O próximo jogo será contra o Genoa, dia 1º de abril, domingo, no Giuseppe Meazza.
Ficha Técnica:
Local: Juventus Stadium (Turim – Piemonte – Itália)
Data/Horário: 25 de março, domingo, às 15h45
Arbitragem: Andrea De Marco
Cartões amarelos: Nagatomo, Poli, De Ceglie
Gols: Cáceres (1-0), aos 57′; Del Piero (2-0), aos 71′
Data/Horário: 25 de março, domingo, às 15h45
Arbitragem: Andrea De Marco
Cartões amarelos: Nagatomo, Poli, De Ceglie
Gols: Cáceres (1-0), aos 57′; Del Piero (2-0), aos 71′
Juventus (4-3-3/3-5-2): Buffon; Cáceres, Barzagli, Chiellini, De Ceglie; Vidal, Pirlo, Marchisio; Pepe (Bonucci), Matri (Del Piero), Vucinic
Não utilizados: Storari, Marrone, Padoin, Borriello
Técnico: Antonio Conte
Não utilizados: Storari, Marrone, Padoin, Borriello
Técnico: Antonio Conte
Inter (4-4-2/4-3-1-2): Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel, Nagatomo; Zanetti, Stankovic, Poli (Pazzini), Obi (Faraoni); Forlán, Milito
Não utilizados: Castellazzi, Ranocchia, Chivu, Guarín, Cambiasso
Técnico: Claudio Ranieri
Não utilizados: Castellazzi, Ranocchia, Chivu, Guarín, Cambiasso
Técnico: Claudio Ranieri

'Il Capitano' Zanetti com toda sua elegância, e ao mesmo tempo raça, ganha mais uma em cima de Marchisio. Mas não foi o suficiente (Foto: Getty Images)

Por Eduardo Papke Rocha
A vida em Milão não esta fácil para Ranieri. Após a eliminação na Liga dos Campeões, diante do Olympique, a Internazionale de Milão apenas empatou com a Atalanta, no estádio Giuseppe Meazza, em Milão, neste domingo, pelo Campeonato Italiano.
Ranieri vem optando pelo 4-4-2 em duas linhas, típico esquema inglês. O treinador italiano segue a risca o estilo de jogo histórico desta formação. Bola aérea e jogada pelos flancos. Os dois centroavantes “aipins”, pois jogam plantados, atuam na área e revezam na movimentação fora cúpula – leia-se área.
Por vezes este 4-4-2 em duas linhas pode variar para o 4-4-2 em losango, pois Cambiasso avança se aproximando dos atacantes e ate entrando na área, o elemento surpresa. Poli centralizava e atuava como “poste” frente aos zagueiros. Com prioridade para jogar nos flancos a área era bem preenchida: winger contrario a jogada; Cambiasso e os dois centro-avantes.
Sem criatividade foi o que se viu da Inter em campo, mas dizer que estava desorganizado, creio que não. Os movimentos partiam e eram executados como todos imaginariam. Criação descentralizada, jogada pelos flancos e muita bola alçada. A extrema velocidade partia pelos flancos com: Obi e Nagatomo na esquerda e Zanetti e Maicon na direita.
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| As duas linhas da Inter. Setas amarelas movimentos defensivos, pretas ofensivos. |
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| 4-4-2 em duas linhas |
Obi e Nagatomo eram mais incisivos, mas não jogavam em conjunto. Quando Obi centralizava, Nagatomo não passava, e quando Obi procurava a linha de fundo, Nagatomo não o auxiliava. No flanco direito, Zanetti e Maicon se entendiam melhor, Zanetti infiltrava e abria corredor para Maicon, por vezes bem aproveitado. Mas o time pendia a jogar para esquerda.
A presença ofensiva era composta por seis jogadores: Um dos laterais; Cambiasso entrando na área; wingers e dois centroavantes. A dupla de zagueiros se adianta, mas não chega à linha de meio campo, o lateral compõe sistema defensivo junto aos zagueiros. Poli ficava centralizado frente aos zagueiros, não se adiantava para pegar segunda bola, não comprometeu e teve bom percentual de passes acertados.
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| Inter no 4-4-2 losango. |
Defensivamente a Inter se postava com duas linhas de quatro, recuadas e fechando os espaços. Os dois centroavantes não recuavam, apenas ficavam a frente fazendo numero. O problema estava na transição defensiva. Quando o time perdia a bola, seja ela desarmada ou errando passes, algo que foi comum. O espaço nas zonas laterais e central do campo oferecia um contra-ataque poderoso ao Atalanta, felizmente o ultimo passe não se concretizava.
A Inter criou uma bela chance de gol. Pazzini sofreu pênalti, discutível, mas se o arbitro assinalou bastava bater. Milito cobrou e o goleiro como um gato pegou. Outra bela jogada ocorreu aos 42 minutos, primeiro tempo, com ataque em bloco, 8 jogadores apareceram a frente: duas linhas e os centroavantes. O time rodou a bola, não encontrou espaço e acabou errando o passe, o Atalanta contra-atacou e por um cruzamento não marcou.
A Inter sempre ofereceu espaço para contra-ataques do Atalanta, mas para isto procurava o gol. Existiram poucas chances, pois o time carecia de um jogador de criação. As tentativas lembram o "abafa", famoso tudo ou nada. Ranieri esta devendo, balança, mas caíra?











