| As lágrimas de Ranieri. O choro emocionado do técnico interista no reencontro nerazzuri com as vitórias |
Realmente, a bela reação nerazzuri contra o Catania, na útilma rodada parecia ser um prelúdio de algo mais. O time mostrou que ainda pode seguir vivo na briga pelas vagas nas competições europeias e finalmente fez as pazes com a vitória na abertura da 27ª rodada do Campeonato Italiano.
E o triunfo veio logo em uma data emblemática: Era o aniversário de 104 anos dos nerazzuri. Depois de sete jogos de jejum, a equipe contou com dois gols marcados nos últimos minutos de jogo para bater o Chievo por 2 a 0 e somar três pontos, chegando aos 40, em sexto lugar na classificação.
Sem vencer desde a 20ª rodada do Calcio e mergulhada em uma crise que parecia não ter fim, a Inter via o técnico Claudio Ranieri balançar em seu cargo e um empate sem gols com o Chievo poderia complicar ainda mais a situação. No entanto, a sorte sorriu para a equipe de Milão nos minutos finais do jogo e dois gols milagrosos, dos argentinos Walter Samuel e Diego Milito, salvaram a equipe de mais um vexame nesta temporada.
O time deu indícios de que engrenaria na partida logo de cara. Logo aos 5 minutos, Stankovic assustou em chute da entrada da área. Mas a real chance de abrir o placar surgiu aos 14 minutos: Após cobrança de escanteio, Lúcio levou solada do zagueiro do Chievo e sofreu pênalti. Milito chamou a responsabilidade para si e foi para a cobrança, mas telegrafou e Sorrentino defendeu, o que irritou os torcedores, desestabilizando emocionalmente a equipe.
E o triunfo veio logo em uma data emblemática: Era o aniversário de 104 anos dos nerazzuri. Depois de sete jogos de jejum, a equipe contou com dois gols marcados nos últimos minutos de jogo para bater o Chievo por 2 a 0 e somar três pontos, chegando aos 40, em sexto lugar na classificação.
Sem vencer desde a 20ª rodada do Calcio e mergulhada em uma crise que parecia não ter fim, a Inter via o técnico Claudio Ranieri balançar em seu cargo e um empate sem gols com o Chievo poderia complicar ainda mais a situação. No entanto, a sorte sorriu para a equipe de Milão nos minutos finais do jogo e dois gols milagrosos, dos argentinos Walter Samuel e Diego Milito, salvaram a equipe de mais um vexame nesta temporada.
O time deu indícios de que engrenaria na partida logo de cara. Logo aos 5 minutos, Stankovic assustou em chute da entrada da área. Mas a real chance de abrir o placar surgiu aos 14 minutos: Após cobrança de escanteio, Lúcio levou solada do zagueiro do Chievo e sofreu pênalti. Milito chamou a responsabilidade para si e foi para a cobrança, mas telegrafou e Sorrentino defendeu, o que irritou os torcedores, desestabilizando emocionalmente a equipe.
A equipe, porém, conseguiu seguir impondo pressão. Aos 27, Sneijder recebeu de Forlán no bico esquerdo da área e bateu forte, mas a bola explodiu no travessão. O Chievo respondeu com o eterno Pelissier, que recebeu na frente e bateu para a defesa de Júlio César. Depois disso, nada de interessante aconteceu no jogo da primeira etapa, que ficou muito truncado no meio de campo.
Na volta para a segunda etapa, logo aos 7 minutos, Sneijder criou nova chance em jogada pela esquerda. O camisa 10 driblou dois e cruzou para Poli, na pequena área, furar. Com muitas dificuldades em campo, a equipe travou uma intensa batalha contra o sistema defensivo do Chievo, que não dava espaços, e só conseguiu balançar as redes quando o confronto já caminhava para o seu final.
Aos 42, enfim saiu o primeiro gol. Sneijder bateu escanteio da direita e o zagueiro argentino Samuel subiu bem na área, para, de cabeça, testar no cantinho e conseguir o gol salvador, que daria ânimo para a equipe pro jogo da Champions contra o Marseille e sobrevida a Claudio Ranieri no comando interista.
O tento animou o time e embalou os atletas que armaram a jogada seguinte no ataque. Para se redimir com a torcida, Milito marcou o segundo. Zanetti fez jogada pela direita e cruzou. O argentino completou de cabeça para vencer o goleiro Sorrentino, livrando a Inter de Milão do pesadelo vivido na competição nacional.
Se pudéssemos retornar ao primeiro turno da Serie A, mais exatamente na 8ª giornata, no dia 23 de Outubro de 2011, poderíamos ver que o estádio Via del Mare, casa do Lecce, foi testemunha de umas das maiores partidas já disputadas por aquele gramado: a fantástica virada do visitante Milan, claudicante aquela época, com direito a tripletta de Boateng. Agora, pela 27ª giornata, no San Siro, a partida de volta mostrou o quanto o líder do campeonato encorpou.
Após a sapatada oferecida pelo Arsenal e a declaração, de Adriano Galliani, que o uniforme preto, bem bonito, na minha opinião, deve ser substituído pelo retorno do amarelo (utilizado até por Franco Baresi, na temporada 95/96), foi reconfortante ao Milan o retorno aos seus domínios. Massimiliano Allegri, sem poder contar com um batalhão de contundidos e Mexes, suspenso, arrumou o querido 4-3-1-2, trajando o primeiro uniforme, com Antonini na lateral esquerda, já que Mesbah não deixou um boa impressão em sua estreia na UCL e Thiago “Diavolo” Silva no comando da defesa.
Ao Lecce, do técnico Cosmi, restava se apoiar no goleiro Benassi, no meia Giacomazzi e torcer para que Bojinov e Muriel aproveitassem alguma possível falha de Bonera na zaga milanista. O time visitante foi a campo em um 3-5-2, contando ainda com Oddo, ex-lateral do Milan e da Azzurra, na ala direita. Diz a lenda em San Siro que ele, na tentativa de um cruzamento, decapitou um pombo que estava confortavelmente pousado na cobertura do estádio.
O começo da partida foi de tirar o fôlego. O anfitrião rossonero imprimiu uma velocidade enorme na retomada de bola e subidas ao ataque, principalmente pelo flanco direito, aproveitando-se da boa movimentação do trio Abate-Nocerino-Robinho por aquele setor, apoiados por um Emanuelson (O Manelson) cada vez mais desenvolto na posição de trequartista do time.
Foram necessários exatos 6 minutos para que, em bom passe por elevação de Robinho, Ibrahimovic ajeitasse a bola de calcanhar, para o meio da área e o dono da barba mais intimidadora de todo o meio campo milanista, Antonio Nocerino, batesse, com desvio do zagueiro, no canto esquerdo do gol de Benassi, sem chances para o arqueiro. Esse foi o nono gol do barbudo, novo dono da camisa 22, na atual temporada da Serie A. Sua evolução desde sua chegada ao Milan é inegável, e muito graças a Allegri.
Como esperado, toda a pressão arrefeceu assim que o gol foi marcado e o Lecce teve mais espaço para trabalhar, embora não oferecesse perigo de fato ao gol de Abbiati. A verdade é que o Milan, ao contrário do time que terminou o primeiro tempo na citada partida do 1º turno do campeonato perdendo por 3 gols, manteve o controle do jogo durante toda a partida, se mostrando um time maduro e objetivo. Assim, a vantagem foi mantida até o intervalo do jogo.
A segunda etapa trouxe consigo uma ótima sequencia de defesas do arqueiro do Lecce, Benassi. Forma pelo menos 3 defesas daquelas dignas de palmas, que mantiveram o placar inalterado, mesmo com as diversas oportunidades criadas. Abbiati, por seu lado, também mostrou reflexos em chute de longa distância de Bojinov.
O segundo gol do Milan aconteceu quando o Lecce já demonstrava algum interesse em empatar. Aos 65 minutos, Robinho, preciso novamente, cruzou para a pequena área e seu sósia holandês Emanuelson ajeitou de cabeça para a meia lua e Ibrahimovic, sem marcação alguma, teve tempo de correr, ajeitar a chuteira e acertar uma sapatada de direita que estufou as redes de Benassi com direito a barulho nos ouvidos do arqueiro.
Com o placar garantido, Allegri promoveu as entradas de Aquilani e El Shaarawy nos lugares de Muntari e Robinho, respectivamente. O meia italiano teve chance de mostrar que o talento ainda está lá, apesar de ter passado muito tempo na enfermaria. O atacante também teve bons momentos, mas justificou a titularidade indiscutível de Robinho com lances de preciosismo desnecessário, que, olha a novidade, gerou diversas reclamações de Ibrahimovic.
O resultado alcançado elevou o Milan aos 57 pontos conquistados e, com o novo empate da Juventus (que invencibilidade...), o rossonero reina absoluto, com dois pontos de vantagem sobre la vecchia signora e agora mais perto do que nunca do scudetto. O Lecce, por seu lado, permaneceu com 25 pontos e é o primeiro candidato na zona de descenso.
| Klose mostra a Guida sua boca sangrando após cotovelada |
Por Bruno Anastácio, da SS Lazio Brasil, com adaptação de João Pedro Almeida
Pela vigésima sétima rodada do Campeonato Italiano, a Lazio recebeu o Bologna no Stadio Olimpico, com uma torcida confiante após a grande vitória no Derby, e a possibilidade de encostar na Juventus que só havia ficado no empate com o Genoa mais cedo. A vice-liderança na tabela, já é objetivo confesso da Lazio no campeonato, e Lotito oficializou um prêmio de 2 milhões de Euros a ser distribuído entre os jogadores, caso a Lazio consiga o vice-campeonato. Entretanto, uma noite que tinha tudo para ser de festa, acabou triste no lado azul de Roma. Afinal a Lazio foi surpreendida por um Bologna forte, como a muito tempo não se via.
Quem imaginou que o Bologna era Di Vaio e mais 10, comemorou o fato do atacante de coração laziale começar o jogo no banco. Mas um inspirado Diamanti comandou os rossoblù em campo, e foi o grande personagem do jogo, ao lado da péssima arbitragem do já famoso árbitro Guida, que, além de errar na expulsão do Matuzalém, não puniu uma verdadeira cotovelada sofrida por Klose. Pelo lado da Lazio, mais uma vez tínhamos muitos desfalques para montar o time. Apenas Dias era titular na defesa, que estava desfalcada do Biava, Radu e Konko. No lugar desse ultimo entrou o "eterno" Zauri, que mais uma vez fez péssimo jogo e ajudou e muito nas deficiências defensivas do time. Só para registrar, em todos os jogos em que Zauri começou jogando, a Lazio levou 2 ou mais gols na partida, portanto não é difícil saber que ele é o problema.
Quem imaginou que o Bologna era Di Vaio e mais 10, comemorou o fato do atacante de coração laziale começar o jogo no banco. Mas um inspirado Diamanti comandou os rossoblù em campo, e foi o grande personagem do jogo, ao lado da péssima arbitragem do já famoso árbitro Guida, que, além de errar na expulsão do Matuzalém, não puniu uma verdadeira cotovelada sofrida por Klose. Pelo lado da Lazio, mais uma vez tínhamos muitos desfalques para montar o time. Apenas Dias era titular na defesa, que estava desfalcada do Biava, Radu e Konko. No lugar desse ultimo entrou o "eterno" Zauri, que mais uma vez fez péssimo jogo e ajudou e muito nas deficiências defensivas do time. Só para registrar, em todos os jogos em que Zauri começou jogando, a Lazio levou 2 ou mais gols na partida, portanto não é difícil saber que ele é o problema.
Desde o inicio o Bologna se mostrou mais inteiro e ligado na partida. A vitória no Derby é sempre fantástica, mas como em outras oportunidade, não trouxe sorte na partida seguinte para Lazio. As comemorações devem se estender bastante, afinal, quase sempre o time vai mal nos jogos seguinte a uma vitória contra a Roma. Atentos na defesa e letais no ataque, assim o Bologna conseguiu sua primeira grande chance aos 10' em contra-ataque puxado por Diamanti, que bateu de canhota e obrigou Marchetti a jogar para escanteio. O próprio Diamanti bateu o escanteio, Marchetti afastou e a bola sobra para Portanova empurrar para as redes e fazer 1 a o Bologna. Seis minutos depois, em novo escanteio, Diamanti surpreendeu a todos e tentou gol olímpico, todadavia, o travessão evitou o segundo gol.
A Lazio pouco criava e o jogador mais lucido em campo era Mauri, que aos 25 recebeu bom passe de Ledesma e bateu. Gillet salvou com os pés e evitou o empate. Pouco depois, o Bologna ampliou, após Marchetti sair de cabeça, como um líbero, para tirar a bola de Aquafresca. A bola sobrou para Diamanti, que a 35 metros do gol, acertou belo chute, ampliando o placar. Mauri ainda tentou novamente, mas voltou a ser parado por Gillet. A Lazio acordava para o jogo e no minuto 36, Klose serviu González que mandou a bola na trave. A equipe biancoceleste melhorava na partida, até Matuzalém ser expulso. O brasileiro mandou a mão na cara de Diamanti, o atacante valorizou, e o árbitro interpretou como cotovelada, dando vermelho direto pro jogador, quando um cartão amarelo seria a sanção correta. Desta forma triste acabou o primeiro tempo, e só um milagre como aquele contra o Cesena evitaria a derrota.
A Lazio pouco criava e o jogador mais lucido em campo era Mauri, que aos 25 recebeu bom passe de Ledesma e bateu. Gillet salvou com os pés e evitou o empate. Pouco depois, o Bologna ampliou, após Marchetti sair de cabeça, como um líbero, para tirar a bola de Aquafresca. A bola sobrou para Diamanti, que a 35 metros do gol, acertou belo chute, ampliando o placar. Mauri ainda tentou novamente, mas voltou a ser parado por Gillet. A Lazio acordava para o jogo e no minuto 36, Klose serviu González que mandou a bola na trave. A equipe biancoceleste melhorava na partida, até Matuzalém ser expulso. O brasileiro mandou a mão na cara de Diamanti, o atacante valorizou, e o árbitro interpretou como cotovelada, dando vermelho direto pro jogador, quando um cartão amarelo seria a sanção correta. Desta forma triste acabou o primeiro tempo, e só um milagre como aquele contra o Cesena evitaria a derrota.
Klose lamenta gol perdido
Para o segundo tempo, Reja corrigiu seu erro recorrente nessa temporada, e tirou Zauri para entrada do Alfaro, mandando o González para lateral direita. A Lazio começou bem o segundo tempo, mais intensa no ataque, e teve chances com Alfaro e Klose, mas foi o Bologna que marcou, só que contra, em confusão do goleiro Gillet com Rubin, quando lateral tentou recuar para o goleiro e acabou marcando o auto-gol para Lazio. Nesse momento, havia a ilusão por parte laziale de que o milagre poderia se repetir, mas logo o sonho acabou. Afinal, a Lazio teria mais uma expulsão, com Gonzáles, que parou com falta Ramirez no limite da área, e recebeu seu segundo amarelo, deixando a Lazio com 9 em campo. Diamanti partiu pra cobrar a falta, que parou na barreira e sobrou pra Krhin, que chutou e fez o 3 a 1 pro Bologna, jogando um balde de água fria na Lazio. O jogo praticamente se decidiu e poucas chances de gol ocorreram após o 3 a 1, apesar da valentia e correria da Lazio, que não desistia.
Candreva, em outro chute estranho ainda obrigou Gillet a mandar pra escanteio. Porém, nada foi suficiente para furar o bloqueio do Bologna, com dois a mais que a equipe laziale, e a peleja terminou 3 a 1. Mesmo com a derrota a Lazio se manteve na 3º posição, já que a Udinese acabou perdendo pro Novara. Entretanto viu o embalado Napoli encostar e a Juventus se distanciar na segunda posição. Para aqueles que sonhavam, o Scudetto virou quase uma utopia, já que agora 9 pontos separam a Lazio do líder Milan. Na próxima rodada, dia 18, o time pega o Catania fora de casa.
Candreva, em outro chute estranho ainda obrigou Gillet a mandar pra escanteio. Porém, nada foi suficiente para furar o bloqueio do Bologna, com dois a mais que a equipe laziale, e a peleja terminou 3 a 1. Mesmo com a derrota a Lazio se manteve na 3º posição, já que a Udinese acabou perdendo pro Novara. Entretanto viu o embalado Napoli encostar e a Juventus se distanciar na segunda posição. Para aqueles que sonhavam, o Scudetto virou quase uma utopia, já que agora 9 pontos separam a Lazio do líder Milan. Na próxima rodada, dia 18, o time pega o Catania fora de casa.
Por João Caniço
A Juventus dominou praticamente toda a partida no Marassi, mandou três bolas na trave, viu o goleiro adversário faz três defesas impressionantes, teve dezesseis escanteios a favor e, como se tal não bastasse, ainda teve um gol legal anulado por impedimento. O que falta a esta equipe para marcar gols? Um pouco de sorte? Com certeza. Confiança no momento da finalização é outro fator determinante, mas falta, sem dúvidas, na Juventus o tal craque artilheiro, que não perde gols e é decisivo.
O diretor desportivo, Giuseppe Marotta, já o admitiu publicamente nos últimos dias. É certo que a vecchia signora tem boas opções ofensivas, mas nenhuma delas esta no nível de um Ibrahimovic. Esta é, sem dúvidas, a grande diferença entre o elenco dos bianconeri e dos rossoneri para esta temporada.
Conte, suspenso após a expulsão no jogo contra o Bologna, assistiu o jogo nas tribunas do Estádio Luigi Ferraris, cabendo ao seu auxiliar, Angelo Alessio, a orientação da equipe desfalcada no setor defensivo devido à suspensão de Bonucci e às lesões de Barzagli e Chiellini, o que obrigou ao recuo de Vidal para o centro da zaga, onde formou uma dupla sul-americana com Cáceres, abrindo espaço para a titularidade de Giaccherini na meia esquerda.
No primeiro tempo, os bianconeri apresentaram um futebol de qualidade e pressionaram o rival Genoa, que apostava nos contra-ataques. Desde o início do jogo Frey mostrou estar em tarde inspirada, verdadeiramente intransponível, como quando defendeu finalizações perigosíssimas de Pepe e Marchisio. Buffon não ficou atrás, defendendo espetacularmente finalização de cavadinha do atacante argentino Palacio logo nos minutos iniciais.
O panorama da peleja não se alterou na etapa complementar, com pressão juventina. No segundo tempo se iniciou um verdadeiro festival de bolas na trave, com o principal protagonismo para Vucinic, que cabeceou primeiro na trave e depois no travessão. Depois foi a vez de Pepe desviar um cruzamento de Pirlo para a mesma trave de Frey. Azar tremendo para os bianconeri. Três bolas na trave em menos de 10 minutos é dose!
Como se a falta de sorte não fosse suficiente o árbitro auxiliar acabou anulando um lance legalíssimo de Pepe, que completou cruzamento de Giaccherini. Só que desta vez o atacante italiano conseguiu fazer o gol e a Juve, assim, tem razões plausíveis para questionar a arbitragem. Ambas as equipes reclamaram de penalidades a seu favor em lances bastante duvidosos que Rizzoli deixou seguir.
Como se a falta de sorte não fosse suficiente o árbitro auxiliar acabou anulando um lance legalíssimo de Pepe, que completou cruzamento de Giaccherini. Só que desta vez o atacante italiano conseguiu fazer o gol e a Juve, assim, tem razões plausíveis para questionar a arbitragem. Ambas as equipes reclamaram de penalidades a seu favor em lances bastante duvidosos que Rizzoli deixou seguir.
Alessio tentou pressionar nos 15 minutos finais e pôs o inoperante Elia e o capitano Del Piero em campo, mas o Genoa passou a defender com uma surpreendente maior facilidade, jogando contra a ansiedade juventina para marcar seu gol, que permitiam cada vez mais transições rápidas aos grifoni. Numa delas, Kaladze obrigou Buffon a defesa difícil. Borriello nada acrescentou e assim a Juventus somava novo empate, ficando a quatro pontos do líder Milan.
Perante tamanha sequência de empates (seis nos últimos sete jogos) torna-se conveniente olhar pelo retrovisor e verificar que os mais diretos perseguidores (Napoli, Lazio, Udinese e até a dupla Roma-Inter) têm crescido e recuperado terreno nas últimas rodadas, melhorando sua pontuação. Muitos dão como certa a classificação bianconera à próxima Champions League, mas é melhor Conte e seus comandados abrirem o olho, pois podem terminar o Campeonato invictos mas sem ao menos uma vaga à UCL.
Perante tamanha sequência de empates (seis nos últimos sete jogos) torna-se conveniente olhar pelo retrovisor e verificar que os mais diretos perseguidores (Napoli, Lazio, Udinese e até a dupla Roma-Inter) têm crescido e recuperado terreno nas últimas rodadas, melhorando sua pontuação. Muitos dão como certa a classificação bianconera à próxima Champions League, mas é melhor Conte e seus comandados abrirem o olho, pois podem terminar o Campeonato invictos mas sem ao menos uma vaga à UCL.
A Udinese foi (ou ainda é) a grande sensação do futebol italiano nessa temporada. Se sustentou por muito tempo na briga pelo título e foi à fase final da Europa League sem nenhum esforço absurdo e poupando seus principais titulares. Porém, nos últimos jogos do time friuliano pôde se perceber uma nítida queda de rendimento, sem muita explicação, uma vez que o time é o mesmo.
A derrota para o AZ, na Liga Europa e a recente adversidade ante o lanterna Novara, nesse domingo, por 1 a 0, podem fazer o time de Guidolin repensar seus objetivos na temporada. Com a vaga na Champions League praticamente comprometida, o foco da equipe deve ser a Liga Europa, mas não dessa temporada e sim a da próxima. Sem um elenco tão forte quanto de seus concorrentes, vale a pena abrir mão de uma competição em que está muito difícil de ganhar e pensar no futuro do time. Quem sabe com um elenco maior e mais qualificado a disputa européia não fica mais viável na próxima temporada?
Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
O título desse post significa bem mais do que a tão besta cantiga de ninar, ressalta Fabio Borini. O atacante mais uma vez viu sua estrela brilhar e ser peça-fundamental da Roma. Dessa vez, o italiano que vem chamando a atenção de Cessare Prandelli, foi responsável por marcar o gol que deu a vitória aos gialorossi sobre o Palermo por 1 a 0, fazendo com o clube da cidade eterna se reencontrasse com o caminho da vitória, já que o time vinha de uma sequência de duas derrotas.
O triunfo mantém a Roma na 6ª colocação da tabela e o sonho de participar da UEFA Europa League segue aceso, apesar do fato de que a dificuldade é enorme, já que é necessária uma série de resultados até o fim do campeonato para o time conseguir entrar na zona que dá vaga a competição. Contudo, o Calcio é imprevisível e, com certeza, surpresas poderão acontecer.
Deu gosto de se ver os comandados de Luis Enrique jogarem. Mesmo com alguns desfalques importantes (o goleiro Stekelenburg e o atacante Osvaldo não jogaram por estarem suspensos e, Pjanic machucado também não participou da partida), o técnico espanhol conseguiu armar muito bem sua equipe em um 4-3-3, esquema que possibilitava que o time mantivesse a posse de bola e trabalhasse ela de maneira organizada.
O gol da partida veio logo aos 9 minutos da etapa inicial, o jovem Ezequiel Muñoz bobeou demais, deixou as bolas nos pés de Lamela, que deu um passe de gênio, mostrando que pode jogar em melhores condições aparecendo pelo meio do que pelas pontas, para Borini sair na cara do goleiro e ter a calma necessária para marcar seu 7° gol nos últimos 8 jogos. Com isso provou a estrela que tem e a importância dele em meio ao plantel romanista.
No restante da 1ª etapa, pudemos ver uma Roma jogando de maneira contundente e com bastante autoridade. A defesa, que foi obrigada a contar com Kjaer, já que o não menos pior Juan está machucado, conseguia se posicionar bem. Mesmo assim o goleiro Lobont foi obrigado a trabalhar em algumas oportunidades, entretanto, nada de alarmante visto que o Palermo jogava em casa e era obrigado a correr atrás do empate buscando partir pra cima.
No segundo tempo, o meio-campo do time de Luis Enrique seguiu bem posicionado, tanto que o Palermo encontrava muitas dificuldades para armar o jogo, ainda mais que seu principal articulador, Zahavi, estava completamente anulado. Quanto à linha de frente romanista, o trio formado por Lamela, Borini e Totti conseguia criar boas jogadas, ainda mais quando os laterais Rosi e José Angél subiam com mais frequência, criando mais uma alternativa de jogadas.
O panorama da partida só veio a mudar quando Ilicic e Hernandez entraram no Palermo no lugar dos decepcionantes Zahavi e Budan. Com dois jogadores mais dispostos a jogar, o time partiu pra pressão e conseguiu chegar com muito perigo, forçando a Roma a se recuar. Lobont trabalhou bem e a linha defensiva se segurou do jeito que deu até o fim, mantendo bem o placar favorável.
No final, um placar justo de 1 a 0 para a Roma e o sinal de que o time pode sim jogar bonito como Luis Enrique, mas, para isso, é preciso de calma e paciência para a adaptação dos jogadores. Já para o Palermo resta o consolo e mais dor de cabeça para Bortolo Mutti que segue sem encaixar bem a equipe, já acumulando uma sequência de três resultados negativos.
Durante a década de 50, quem dominava o tênis mundial era o americano Pancho González. Com diversos títulos de Grand Slams e com oito anos como número um do mundo, o estadunidense foi marcante para o esporte e foi o pioneiro em sua época. Vários títulos o deixaram na seleta lista dos melhores tenistas da história.
Mas o que que o jogo do Napoli tem a ver com tênis? Apenas uma coisa: o placar. Um 6 a 3 digno de US Open foi o resultado de Napoli x Cagliari. E Pocho foi o jogador que fez com que este placar acontecesse. Aliás, Ezequiel Lavezzi (também conhecido como Pocho) tem sido o principal jogador da equipe napolitana e ontem, novamente, foi brilhante.
Mesmo com alguns jogadores poupados, o time azzurri, no San Paolo, simplesmente humilhou seu adversário em um jogo espetacular. Como esperado, Mazzarri escalou a equipe novamente em um 3-4-1-2, mas desta vez com Lavezzi e Pandev no ataque, já que Cavani fora poupado. Além dele, Maggio também começou no banco e Dzemaili, que vinha sendo titular, deu lugar a Inler.
O início já foi arrasador, um prelúdio do que estava por vir. Bastaram dez minutos para que Marek Hamsik abrisse o placar para os partenopei, em chute de fora da área. Até aí, podíamos destacar a agilidade a eficiência do time da casa, principalmente com Lavezzi, que corria e participava muito. Além disso, o argentino ainda era o homem das bolas paradas. E foi em uma cobrança de falta feita por ele que o Napoli chegou ao segundo gol. Pocho levantou na área e, livre de marcação, o zagueiro Paolo Cannavaro cabeceou para o chão para ampliar a vantagem.
Mesmo com a vantagem, o time seguia com o controle da partida. Só os napolitanos iam para o ataque e, estavam muito mais perto de fazer o terceiro do que de tomar o primeiro. A pressão seguia e Lavezzi ia impiedosamente para cima dos rossoblú, que viram seu zagueiro David Astori marcar contra ao desviar cruzamento do argentino, após boa jogada, para o lado errado.
Eram trinta minutos de jogo e um três a zero no placar. O Napoli jogava incrivelmente bem e, mesmo com a boa fase, tamanha eficiência era quase que inexplicável. Tudo bem que o time vinha de cinco vitórias seguidas, mas nada justificava uma atuação tão boa quanto aquela. Tinha tudo para ser uma goleada histórica.
Se bem que o Cagliari teve seu momento de esperança. Larrivey marcou após cruzamento da direita e diminui a vantagem napolitana antes de o primeiro acabar. Quando o intervalo chegou, a vitória não estava tão definida quanto estivera, se olhássemos o placar. Mas pela bola que o time da casa estava jogando, era quase impossível que tomasse uma virada.
E isso ficou ainda mais evidente na segunda etapa. Quem esperava que o gás fosse acabar teve uma grande surpresa, afinal os primeiros minutos foram de mais pressão napolitana. E quem vinha sendo o melhor do jogo teve a chance de se consagrar. Após boa jogada, Lavezzi disparou e sofreu falta claríssima dentro da área. Ele mesmo foi para cobrança e transformou a vitória em goleada.
Depois de ter acabado com o jogo, o argentino foi sacado, já que, com certeza, será peça fundamental no jogo contra o Chelsea, nesta terça, pela Champions League. Em seu lugar, entrou outro jogador importantíssimo e que é, juntamente com o próprio Pocho, o melhor e mais importante da equipe. Edinson Cavani entrou e começou de forma até discreta, mas apareceu fazendo ótima jogada e tocando para seu compatriota Gargano bater para o gol de forma bonita. E quando a fase é boa, até o Gargano faz gol...
Isso já decretava uma bela vitória. Cinco a um é um placar que não se vê todo dia, é uma goleada humilhante. Cinco a dois também. Mas não era nisso que Larrivey estava pensando quando marcou seu segundo gol, novamente de cabeça.
Independente do gol do time adversário, o resultado já estava completamente definido. Pelo ímpeto e pela qualidade do Cagliari, além da falta de tempo, era impossível qualquer reação. O jogo já era do Napoli há muito tempo. E era goleada.
Não obstante a isso, Maggio ainda marcou mais um gol para definir uma goleada histórica e premiar a boa fase do time, agora com seis vitórias seguidas e uma sequência de boa atuações. A nota triste ficou para Larrivey, que marcou mais um. Ele só tinha um gol no campeonato e, quando marcou três, tomou seis. Que fase...
Agora o Napoli se encontra em quarto, empatado em número de pontos com a Udinese e dois pontos atrás da Lazio, mas com um jogo a mais que esses times. Porém, o foco agora é no importantíssimo jogo pela Champions. Hora de fazer ainda mais história.

