Por Rodrigo Moraes
Não importa em que continente vocês esteja, que língua você fale ou mesmo qual time você torce. O interclubes mais importante deste universo e de outros paralelos apresenta amanhã a maior partida que se possa imagina do velho esporte bretão na atualidade. Esqueça clássicos regionais, Libertadores e outros torneios e partidas que não terão a menor importância nesse momento.
Eu gosto muito de uma hipérbole. Contudo, a razão me assiste. Quando a bola rolar amanhã, as 15:45 da tarde por essas bandas, eu vou segurar a respiração e rezar para todas as crenças, todos os deuses e seitas para que a atuação da quarta feira passada se repita para 9 dos 11 jogadores do Milan em campo. As exceções, é lógico, são Robinho e, principalmente, Ibrahimovic.
O sueco deve aprender que uma carreira só de campeonatos nacionais (venceu 9, com direito a dois campeonatos holandeses, seis italianos - Um pelo Milan, três pela Inter e dois pela Juventus - além de um Campeonato Espanhol, pelo próprio Barça) nunca vai ser considerada satisfatória. Ele já tem 30 anos de idade e nenhuma UCL no currículo. Enquanto isso, no lado culè, aquele argentino importado de outro planeta, com 24 anos, já foi 3 vezes Melhor do Mundo e tem 2 UCL.
Para a decisão de amanhã, a superstição falou forte de novo e o uniforme branco vai ser mantido. A explicação é que 6 dos 7 títulos de UCL do Milan foram ganhos usando a camisa branca. Pois é. E como na semana passada um empate sem levar gols em casa foi considerado, e realmente foi, um ótimo resultado, a confiança na roupa branca continua.
O sueco deve aprender que uma carreira só de campeonatos nacionais (venceu 9, com direito a dois campeonatos holandeses, seis italianos - Um pelo Milan, três pela Inter e dois pela Juventus - além de um Campeonato Espanhol, pelo próprio Barça) nunca vai ser considerada satisfatória. Ele já tem 30 anos de idade e nenhuma UCL no currículo. Enquanto isso, no lado culè, aquele argentino importado de outro planeta, com 24 anos, já foi 3 vezes Melhor do Mundo e tem 2 UCL.
Para a decisão de amanhã, a superstição falou forte de novo e o uniforme branco vai ser mantido. A explicação é que 6 dos 7 títulos de UCL do Milan foram ganhos usando a camisa branca. Pois é. E como na semana passada um empate sem levar gols em casa foi considerado, e realmente foi, um ótimo resultado, a confiança na roupa branca continua.
O texto não é para ser informativo, e sim de um torcedor. Todos concordam que o Barcelona é favorito. Mas, como disse anteriormente, basta ao Milan um empate com gols. Lógico que não se deve jogar pelo empate, mas é reconfortante saber que a vantagem do empate é milanista.
Eu quero ver todos suarem sangue, como foi na última partida. E não quero ver chances de ouro desperdiçadas como fizeram Robinho e Ibra na ida. E, como em 2009-2010, quero ver os olhinhos tristes de Lionel Messi (foto inicial)
Milan e Barcelona fizeram um jogo à altura da tradição de seus uniformes. Na partida de ida pela fase quartas-de-final na Liga dos Campeões da Europa, a atmosfera já era especial desde antes do apito inicial, quando torcedores milanistas montaram mosaico sensacional, numa bem-humorada alusão de que o Milan iria devorar o Barcelona, via imagem do jogo "pacman".
Só que, na verdade, foi o Barça quem engoliu o Milan em San Siro. Com muito mais posse de bola, muito mais ocasiões de gol e muito mais disposição de atacar, os comandados de Josep Guardiola pressionaram a forte defesa rossonera durante grande parte do tempo mas, por detalhes, não conseguiram converter nenhuma oportunidade em gol (a única bola que entrou deu-se em impedimento de Lionel Messi, corretamente assinalado pela arbitragem sueca).
Com o resultado de 0a0, o Milan irá ao Camp Nou com a possibilidade de se classificar sem precisar vencer o clube catalão: basta empatar com gol (em caso de novo 0a0, a partida avança para prorrogação ou até disputa por pênaltis, o que, sinceramente, não acredito que aconteça). Fato é que após o apito final no estádio Giuseppe Meazza, os atletas do time da casa festejavam como se fosse uma vitória. E vá lá: pelo que se propuseram a fazer no jogo e pelo nível do oponente, o empate sem gol pode mesmo ter um sabor de triunfo.
O jogo
Desfalcado de dois elementos fundamentais para o sistema defensivo (o zagueiro Thiago Silva e o volante Mark van Bommel), o Milan mostrou superação desde o início de partida e dificultou ao máximo as tentativas de jogadas de penetração do hábil, entrosado e versátil time do Barcelona. Entre erros e acertos, a dupla de zaga composta por Alessandro Nesta e Philippe Mexès funcionou, a proteção dada por Massimo Ambrosini (que mais parecia um terceiro zagueiro do que um cabeça-de-área) e a disposição tática (leia-se defensiva) de Antonio Nocerino, Kevin-Prince Boateng e Clarence Seedorf formaram uma parede branca para impedir os avanços adversários. E com um atrativo: o Milan era perigoso quando conseguia, mesmo que raramente, avançar. Teve a maior chance do jogo já aos dois minutos, aproveitando-se de um erro pra lá de incomum na saída de bola do Barça, que Robinho acabou chutando para fora. Zlatan Ibrahimovic também poderia ter aberto o placar para os donos da casa, mas teve a finalização rasteira bloqueada em linda intervenção do goleiro Victor Valdés.
O Barcelona circulava bem a bola - o que não é nenhuma novidade - e se apresentava com Daniel Alves na extrema direita, Andrés Iniesta no flanco oposto, Xavi Hernández e Messi mais centralizados e Alexis Sánchez como, digamos, referência mais à frente. Uma referência móvel, para fugir da barreira milanista que se impunha. Em meio a tantos recursos ofensivos, chances apareceram. Bolas foram chutadas para fora, bolas pararam em defesas do goleiro Christian Abbiati (pelo menos duas delas de grande dificuldade), e outros chutes acabaram rebatendo em jogadores do Milan, afinal, eram muitos que ficavam atrás da linha da bola.
Veio o segundo tempo e a marcação milanista estava tão encaixada quanto a troca de passes barcelonista, caracterizando um jogo de ataque contra defesa. Só que o melhor jogador em campo não era nem um atacante do Barcelona nem um zagueiro do Milan, era o meio-campista holandês Clarence Seedorf. Numa atuação digna de um camisa 10 clássico, o jogador de 35 anos - completa 36 dia 1º de abril - deu um show em San Siro. Esperto na marcação, sabia cercar o seu setor de forma a dificultar a fluidez do jogo do Barça por onde estivesse posicionado. Inteligente na saída de jogo, parecia sempre saber qual era o companheiro em melhor condição de receber a bola. E, principalmente, Seedorf foi espetacular nos momentos em que parecia não haver opção de jogada. E aí apareceram jogadas de efeito maravilhosas, como uma em que ele se livrou de uma marcação dupla com um categórico toque na bola, abrindo espaço onde, fração de segundo atrás, inexistia.
No final das contas, persistiu o placar de 0a0 para esses dois gigantes do futebol mundial. Talvez fosse, dos quatro jogos de ida, o que menos se esperasse um placar zerado - e acabou sendo o único. Massimiliano Allegri deve ter ficado contente.
FICHA TÉCNICA - MILAN 0 x 0 BARCELONA:
Local: Estádio San Siro, em Milão (Itália)
Data: 28 de março de 2012, quarta-feira
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)
Assistentes: Stefan Wittberg e Mathias Klasenius (SUE)
Cartões amarelos: Seedorf, Nesta e Ambrosini (MIL) Keita (BAR)
MILAN (4-3-1-2): Abbiati; Bonera, Mexés, Nesta (Mesbah) e Antonini; Ambrosini, Nocerino, Boateng (Emanuelson) e Seedorf; Robinho (El Sharaawy) e Ibrahimovic
Técnico: Massimiliano Allegri
BARCELONA (4-3-3): Valdés; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Puyol; Busquets, Xavi, Keita e Iniesta (Tello); Alexis Sanchez (Pedro), Messi
Técnico: Pep Guardiola
BARCELONA (4-3-3): Valdés; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Puyol; Busquets, Xavi, Keita e Iniesta (Tello); Alexis Sanchez (Pedro), Messi
Técnico: Pep Guardiola
Por Rodrigo Moraes, @rdrmoraes
| Este rapaz na foto deve estar, no mínimo, se borrando de medo |
Ficou claro o porquê do Milan ser, novamente, protagonista? Pois é. Todos estão de acordo que esse confronto Barcelona x Milan receberá toda atenção do mundo, já que são 11 títulos de UCL se enfrentando pela terceira vez essa temporada. Agora, todavia, em uma fase diferente, com mais responsabilidades e pressão por resultado.
Massimiliano Allegri e Umberto Gandini, diretor do Milan presente ao sorteio, resumiram a sensação que é da maioria. Essas partidas deveriam ser, na verdade, jogadas na semifinal, e não nas quartas. Antecipando uma fase, a sorte, ou falta dela, presenteou os amantes do futebol com duas partidas da mais alta qualidade das diferentes filosofias do velho esporte bretão.
| Ah, o sempre lotado Milan Lab... |
O grande problema, e agora vamos ao Milan, é a quantidade de gente que o Milan Lab tem deitado em suas macas, paquerando sua enfermeiras que devem gostosas ao extremo, já que ultimamente as lesões andam acontecendo aos lotes. Na temporada toda, nunca menos de 6 atletas estiveram indisponíveis. Claro que não se pode contar os casos de FantAntonio Cassano e Gennaro Gattuso, que são clínicos e mais sérios. Aliás, o camisa 8 de Milanello retornou as atividades futebolísticas nesse sábado, contra o Parma.
Todavia, com esse problema de ter um plantel a conta a sua disposição, Allegri tem levado, juntamente com os "sobreviventes" o Milan ao máximo de sua capacidade nessa temporada. A liderança na corrida pela Scudetto, com 4 pontos de vantagem sobre a indefectível Juventus (invencibilidade inútil, diga-se de passagem com 14 vitórias e 14 empates em 28 jogos) e uma belíssima marca de 57 gols marcados e 22 sofridos. Destaque, lógico, para Ibrahimovic, com 20 gols marcados na Serie A e 27 na temporada 2011/2012 (em um total de 30 jogos disputados).
Domesticamente falando, o Milan está bem. Ao contrário do Barcelona que, atualmente, está 8 pontos atrás do Real Madrid no Campeonato Espanhol da atual temporada. O grande problema é que, quando se fala em UCL, o time culè é referência: Na fase oitavas de final, a vítima do blaugrana foi o Bayer Leverkusen. O resultado agregado foi de 10 X 2, com direito a um 7 X 1 na volta, em jogo no Camp Nou com direito a 5 gols de Lionel. Aquele Lionel alguma coisa... No mínimo assustador.
Enquanto isso, no reino de Silvio il cavaliere Berlusconi, após a sonora vitória em San Siro por 4 X 0 sobre o Arsenal, a letargia tomou conta de praticamente todo o time em Londres e o agregado, graças, e muito, a defesas milagrosas de Abbiati, o placar foi 4 X 3 a favor dos rossoneri. Ibrahimovic, que fez um gol e deu duas assistências na ida em San Siro, além de ter marcado 5 gols em 7 jogos na Champions atual, parece ter esgotado seu estoque de boas atuações pelo Milan na UCL, após um fail sensacional no já citado jogo de volta.
Dependendo da sua orientação hidrográfica a respeito do maldito copo, o resultado deste sorteio pode ser o inferno ou o paraíso. É mais simples encarar com pessimismo, olhar para a atual fase do time espanhol (fase essa que dura mais de 3 anos) e de seus principais jogadores, comparar com o provável time milanista que será escalado e chorar. Olhar para as partidas da fase de grupos e amaldiçoar. Isso é simples, e é o que quase todos estão fazendo.
A alternativa é, claro, levar em consideração tudo que foi dito no parágrafo anterior, ter a certeza da dificuldade de passar para as semifinais e acreditar que, caso isso aconteça, o Milan se torna favorito direto ao título. Da mesma forma que foi com a Internazionale de José Mourinho em 2009/2010. O time nerazzurro do lusitano só recebeu a pecha de "candidato direto ao título" quando venceu, numa retranca de dar gosto, o mesmo Barcelona por um gol de diferença no agregado.
Enquanto o otimista e o pessimista discutem sobre a água no copo, eu prefiro o oportunista. São dois confrontos difíceis, mas que a vitória pode ser alcançada por empates. Claro que o Milan não é a Juventus, a especialista em empates na Itália, mas o resultado agregado, nesta circunstância, é muito mais importante.
| Será que Allegri vai conseguir desenvolver a tão cobiçada fórmula para parar o Barça? |
Se o Milan passou de fase na Liga dos Campeões de forma dramática e decepcionante, após perder por três a zero para o Arsenal, agora, indubitavelmente, um vacilo será fatal. Com um tremendo azar no sorteio para a definição das quartas de final de competição, os rossoneri acabaram por entrar em rota de colisão contra o Barcelona.
Os milanistas vivem ótima fase no Campeonato Italiano e tudo leva a crer que conquistaram o bicampeonato nesta temporada, já que a Juventus está em franca decadência. Enquanto isso, na Espanha, o Barcelona já se contenta com o iminente título do Real Madrid, seu maior rival. Todavia, independente de quaisquer resultados na Liga BBVA, o Barça ainda é, indiscutivelmente o melhor time do mundo.
É sempre bom lembrar que estes mesmos times se encontraram na primeira fase da competição, e os resultados foram satisfatórios. Com um empate por dois a dois e uma vitória catalã por três a dois em jogo suado, o retrospecto do Milan não foi nada ruim, se olharmos seu adversário.
Porém, o time terá que fazer mais do que fez para poder passar pelo Barcelona, cujo último resultado na competição foi um "simples" sete a um no Bayer Leverkusen, com cinco gols de Lionel Messi. O 4-3-1-2 que bateu os alemães pode se repetir contra os italianos e o jeito com o qual Allegri tentará parar Messi e cia ainda é uma incógnita. O jeito é pagar para ver.
Tudo pode acontecer. Apesar do favoritismo culé, o Milan pode sim surpreender. Azar o dele e sorte a nossa o sorteio ter botado dois titãs em rota de colisão.
| E nessa loucura, de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as evidências... |
Independente do que aconteceu na última quarta, a temporada e a história recente do Napoli são históricas. Mesmo tendo sido eliminado de forma inesperada, tudo o que o time tem feito e vem fazendo é digno de nota, afinal, está muito bem na Serie A, nas semi-finais da Coppa Italia e foi bem longe na Champions League.
Todavia, o fatídico jogo contra o Chelsea serviu também para evidenciar alguns defeitos da equipe partenopei, que já são recorrentes, porém, foram ofuscados pela boa fase e pelo bom desempenho do setor ofensivo. Afinal, quando o time ganhou por seis a três do Cagliari, muito se falou da excelente atuação do ataque, porém, pouco foi falado sobre o fato de a equipe ter levado três gols.
O time tomou quatro dos Blues na quarta, e isso aconteceu por causa da incompetência de boa parte de seu setor defensivo.
Campagnaro é um bom zagueiro. Cannavaro também não é ruim, porém, já está ficando ultrapassado e nunca será metade do que seu irmão foi. Já a respeito de Aronica, não tenho muito a dizer. Um zagueiro muito fraco e inconstante, que falha muito e joga bem a cada dez jogos.
O que podemos tirar disso tudo é que a zaga do time não condiz com o que este almeja e também está longe de ser do nível de seu ataque. Além do mais, o esquema tático da equipe não é propício para planteis de defesa fraca. No 3-4-3 (3-4-2-1 ou 3-4-1-2) de Mazzarri, os alas não costumam ajudar na marcação, deixando a responsabilidade para os zagueiros. E, se eles não forem bons, os resultados não costumam ser.
Além destes três zagueiro titulares, o time ainda conta com o péssimo Fidellef e com o razoável Britos, que, inexplicavelmente, é reserva de Aronica. Além destes, ainda há Grava, que costumava ser um zagueiro razoável, mas não é mais o mesmo de outrora.
Outro problema é em relação aos alas. Zuñiga não é do nível do resto do time e Maggio é ótimo, mas seu reserva, Dossena, vem em plena decadência e foi horrivelmente mal no jogo pela Champions League. O time precisa de uma defesa sólida e do nível de seu ataque para poder sonhar mais alto.
Enquanto o time, mesmo levando muitos gols, ganhava, estava tudo bem. Agora que perdeu de forma inexplicável, apesar da manutenção da boa fase, as falhas ficaram evidentes. E, como já diziam Chitãozinho e Chororó, a diretoria do Napoli não pode continuar "negando as aparências, disfarçando as evidências...".
Ps: Só para reforçar, em caso de má interpretação: não estou criticando o desempenho do time nem da diretoria. Muito pelo contrário, acho o trabalho que ambos (principalmente a diretoria) vem fazendo simplesmente FANTÁSTICO.
Por Arthur Barcelos |
| Melhor dupla de zaga do futebol europeu em 2009/2010, Lúcio e Samuel falharam no gol do brasileiro Brandão. Já não são mais os mesmos, assim como todo o time da Inter |
E a vitória veio, mas graças ao regulamento e outros fatores (Ranieri, diretoria…) a Inter está eliminada da Champions League 2011/12. Os jogadores até tentaram, mesmo que timidamente, boas chances foram criadas, como as finalizações logo no início de Sneijder e Diego Milito. Mas lá estava Mandanda, operando belas defesas. Ou mesmo pela falta de pontaria do time. Os gols saíram apenas na etapa final, com Milito e Pazzini.
| O goleiro Mandanda salvou o Olympique fazendo duas defesas sensacionais no primeiro tempo. A primeira em chute de Sneijder, a segunda em finalização de peito concluída por Milito (foto) |
Aliás, Ranieri novamente se perdeu, após ter ido bem contra Catania (segundo tempo) e Chievo. Primeiro por ter deixado Cambiasso no banco. Segundo por ter sacado o lesionado Sneijder, que é normal, o problema foi ter acreditado que Obi realmente faria algo de útil. E não fez.
| Sneijder, em longa má fase, ficou irritado com sua substituição. O camisa 10 holandês deverá deixar a Inter na próxima janela |
O time, ao contrário de como se caracterizou nos últimos anos, era nervoso e perdia chances de ouro. Foram 13 finalizações, sendo seis “no alvo”. Pouco. E como já citado, ainda tinha pela frente um inspirado Mandanda, além de um Marseille muito bem posicionado, que inteligentemente prendia a bola e encurtava os espaços.
O primeiro gol saiu aos 76′, logo após a entrada de Cambiasso, quando em cobrança de escanteio, a bola sobrou para Pazzini, perdendo ótima chance, no rebote ‘Il Principe‘ Milito fez o seu 16º tento na temporada, o segundo na UCL. De forma bagunçada a Inter tentava chegou ao segundo gol, que garantiria a classificação. No entanto, concedia espaços preciosos atrás.
| Diego Milito comemora seu gol. O argentino voltou à grande fase e chegou a 16 gols na temporada. Seu gol, porém, não foi suficiente para decidir a classificação a favor da Inter |
Espaço esse aproveitado por Brandão, que acabara de entrar, aos 92′, após chutão de Mandanda, aproveitar falha infantil de Lúcio e chutar no contra-pé de Júlio César, empatando e desiludindo os interista presentes no Meazza.
| A tristeza dos defensores interistas após o gol do brasileiro Brandão, nos acréscimos. Mesmo com a vitória, time perdeu classificação às quartas |
No último lance do jogo veio o segundo gol, com Pazzini, que sofreu penal aos 94′. Aos 96′, após expulsão de Mandanda e a entrada de Bracigliano, o mesmo Pazzini deu fim ao seu jejum de quase dois meses sem marcar um gol (o último havia sido no 2-1 sobre a Lazio, a última vitória nerazzurra no em Milão). Mas logo após o gol de ‘Il Pazzo’, Pedro Proença deu fim à peleja.
| Fim de jogo no Meazza: Vitória com gosto de derrota para a Inter |
Após o jogo, Massimo Moratti, presidente do clube, declarou que não irá “criminar” Ranieri, muito menos demiti-lo: ”Não é justo questionar Ranieri, é preciso também olhar para a forma como o jogo foi. (…) Se tivéssemos perdido por 3-0, então sim, mas creio que Ranieri irá liderar a equipe até o final da temporada“.
| Salvo pelo chefe, Ranieri. Não se desespere. Deixa a torcida fazer isso... |
Agora é se preparar para o próximo jogo, pela Serie A, frente a Atalanta, também no Giuseppe Meazza. A boa é que Fredy Guarín provavelmente fará sua estreia.
FICHA DA PARTIDA:
Local: Stadio Giuseppe Meazza (Milão – Lombardia – Itália)
Data: 13 de março, terça-feira
Árbitro: Pedro Proença (Portugal)
Cartões amarelos: Zanetti, Samuel, Stankovic (Internazionale), Diawara, Mandanda (Marseille)
Cartão vermelho: Mandanda (Marseille)
Gols: Diego Milito (Inter) aos 76′, Brandão (Marseille) aos 92′, Pazzini (Inter) aos 96′
Internazionale de Milão (4-3-1-2/4-4-2): Júlio César; Maicon, Lúcio, Samuel, Nagatomo; Zanetti, Stankovic, Poli (Cambiasso); Sneijder (Obi); Forlán (Pazzini), Diego Milito
Não utilizados: Castellazzi, Ranocchia, Faraoni, Zárate
Técnico: Claudio Ranieri
Não utilizados: Castellazzi, Ranocchia, Faraoni, Zárate
Técnico: Claudio Ranieri
Olympique de Marseille (4-2-3-1): Mandanda; Azpilicueta , Diawara, N’Koulou, Morel; Diarra, M’Bia; Amalfitano, Valbuena (Cheyrou), André Ayew (Bracigliano); Rémy (Brandão)
Não utilizados: Traoré, Fanni, Kaboré, Jordan Ayew
Técnico: Didier Deschamps
Não utilizados: Traoré, Fanni, Kaboré, Jordan Ayew
Técnico: Didier Deschamps
Por João Pedro Almeida (@tdsobreocalcio)
Talvez um título como esse possa ressaltar o teor épico da partida e também toda a garra napolitana nos últimos jogos, em todas as competições. A frase "Veni Vidi Vici" foi proferida pelo general Julio César ao descrever sua vitória na Batalha de Zela e significa "Vim, vi e venci". Só para terminar o esclarecimento: "perdidi" é "perdi" em latim.
Talvez esta paródia à famosa frase do imperador romano seja ideal para descrever toda a campanha napolitana na UEFA Champions League. Após batalhar muito, o time pecou quando não devia e se viu eliminado exatamente em seu momento mais tranquilo na competição.
Uma conjuntura de fatores fizeram o time "nadar, nadar, nadar e morrer na praia" hoje. Após conseguirem um sucesso inesperado na primeira fase, os partenopei ainda conseguiram uma belíssima vitória no primeiro jogo das oitavas, que os deixou em excelentes condições para passar de fase.
Porém, como sempre, o Napoli se superou nas adversidades e não brilhou quando tudo conspirava a seu favor. Vários erros evidenciariam problemas crônicos e que devem ser resolvidos e o time acabou esbarrando em si mesmo.
Em um jogo como este, detalhes técnicos e táticos são irrelevantes. Posso dizer que Mazzarri escalou a equipe no 3-4-2-1, com Cavani centralizado na frente e Hamsik e Lavezzi subindo pelas pontas. Porém, nenhum destes brilhou e o melhor do time em campo foi um esforçado Inler, que fez um gol e depois se empolgou, passando a chutar sempre que tinha oportunidade.
Porém, antes de o suíço marcar, a torcida napolitana já tinha visto a zaga falhar pelo alto duas vezes, tomando dois gols de cabeça. Ainda viu depois Dossena, que entrara mal na vaga de Maggio, um dos principais jogadores do time, que saira machucado, colocar a mão na bola de forma desnecessária dentro da área. Também viu Lampard marcar e levar o jogo para a prorrogação.
Além de tudo isso, viu um Napoli bem no primeiro tempo da prorrogação. Todavia, viu, em mais uma bobeira da zaga, Ivanovic fazer 4 a 1 e botar todo o sonho napolitano por água abaixo. Viu tudo isso e um Mazzarri desesperado colocar Pandev e Vargas na emoção, deixando o time mais afobado ainda.
E o pior: ainda teve que ver um time que lutou e tinha tudo para fazer história perder para um time em crise, de forma vergonhosa, após atuação abaixo da média, sobretudo de sua defesa. O que vimos foi um comportamento de time pequeno e o fim de um capítulo da bela história que o Napoli vem escrevendo. Infelizmente, um fim triste.
Ps: Como já destacado por muitos, temos de lembrar que há sete anos o time de Nápoles tinha falido e estava na terceira divisão. Temos de ressaltar que há uma superação incrível e histórica, apesar de o fato isolado que foi a partida contra o Chelsea. Independente do resultado, o que o time fez nestes últimos anos foi heroico.
Ps: Como já destacado por muitos, temos de lembrar que há sete anos o time de Nápoles tinha falido e estava na terceira divisão. Temos de ressaltar que há uma superação incrível e histórica, apesar de o fato isolado que foi a partida contra o Chelsea. Independente do resultado, o que o time fez nestes últimos anos foi heroico.
| Lavezzi comemora no jogo de ida: é hora de brilhar de novo. |
Apesar de todas as vitórias desta excelente safra napolitana, indiscutivelmente, a grande geração do time foi aquela de Maradona. Apesar disto, Cavani e cia estão muito perto de atingirem uma marca que Maradona, na companhia de Careca e outras estrelas, jamais alcançou no time partenopei: chegar às quartas da UEFA Champions League.
Mazzarri está a um jogo de escrever mais um capítulo desta história vitoriosa que ele vem fazendo com seus comandados. Sob a batuta de Cavani e Lavezzi, o time pega o Chelsea em uma partida que pode marcar de vez esta época brilhante do time azzurri.
Apesar da vitória no jogo de ida e da má fase de seu adversário, a tarefa napolitana não é das mais fáceis. Mesmo tendo ganho por 3 a 1 no primeiro jogo, o time terá que ir até Stamford Bridge para decidir, sendo que o gol fora de casa do Blues pode ser de suma importância. Além do mais, mesmo com o péssimo retrospecto do time londrino nos últimos jogos, é possível que o time cresça na Champions, afinal, inegavelmente possui um bom elenco.
Mesmo com todos estes fatores, somados ao fator de que na Champions tudo pode acontecer, o time italiano é o favorito para passar de fase e marcar de vez seu nome na história do futebol europeu do século XXI.
Taticamente falando, é provável que o técnico Walter Mazzarri repita a tática que utilizou na última rodada da Serie A, quando trocou o velho 3-4-3 pelo 3-4-1-2, com Lavezzi e Cavani dividindo o ataque, munidos por Hamsik. Todavia, é possível que o time vá no 3-4-3, como fora no jogo de ida.
Esta será uma oportunidade de ouro para o Napoli mostrar todo o seu poder e se firmar no cenário europeu. Uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.
Por Luis Felipe Mendes
A segunda rodada das oitavas de finais da Champions League voltou trazendo as emoções à flor da pele. O Milan, que achava que tudo estava definido com os 4 x 0 no San Siro, tomou um sufoco do Arsenal e quase viu a vaga ir para o brejo, ou melhor, para Londres.
A segunda rodada das oitavas de finais da Champions League voltou trazendo as emoções à flor da pele. O Milan, que achava que tudo estava definido com os 4 x 0 no San Siro, tomou um sufoco do Arsenal e quase viu a vaga ir para o brejo, ou melhor, para Londres.

Abbiati fez milagre no segundo tempo e garantiu a vaga rossonera. Por cinco vezes o goleiro salvou sua equipe com defesas espetaculares.
Em Londres, o Milan entrou no jogo soberbamente desleixado. O time entrou em campo em uma variação de 4-3-3 para 4-3-1-2, quando Ibra, El Sharaawy ou Robinho vinha trabalhar nos 3/4 deixando os outros dois na frente. Um time ofensivo. Ofensivo até demais para quem tinha só que manter uma boa vantagem de 4 gols.
Já o Arsenal veio com um time muito ofensivo. Wenger escalou sua equipe no 4-2-3-1: Rosicky e Song eram volantes, Walcott, Chamberlain e Gervinho compunham a linha dos três meias-atacantes, logo atrás do artilheiro Robin Van Persie, centro-avante da equipe.
Os rossoneri jogaram todo o primeiro tempo naquela de que "vamos levando até acabar". Porém esta tática começou a se mostrar falha. Aos 7, Chamberlain bateu escanteio da esquerda e o zagueiro Koscielny subiu para cabecear pro fundo do gol. 1 x 0 para o time da casa. O gol logo cedo animou o time gunner e sua torcida, que empurrava o time pra frente.
Se o Arsenal fazia um grande jogo, não podemos dizer o mesmo do Milan. Ibrahimovic e Robinho faziam partida discreta na frente, enquanto El Sharaawy era o único dos três atacantes a tentar algo ofensivamente, se esforçando muito. O forte ataque dos rossoneri fez péssima partida, sem segurar a bola no ataque. E por isso só dava Arsenal, que pressionava demais a defesa rossonera. Aliás, o que teve de passe errado no meio-campo... Por duas vezes Van Persie esteve perto de marcar, aproveitando falhas defensivas da equipe visitante.
Até que aos 25 a pressão surtiu efeito. Walcott fez bom lance pela direita e cruzou rasteiro. Em uma rara falha, Thiago Silva errou corte e deixou a bola limpa para Rosicky na entrada da área. O meio-campista tcheco, que fazia excelente partida, bateu no cantinho e ampliou a vantagem: 2 x 0. Muitos diziam que o zagueiro brasileiro não era tudo isso, é superestimado... Bem, um zagueiro que cortou 90% das bolas que chegaram e que falhou em um gol, não merece tal crítica.
Mas voltando ao jogo: O roteiro da peleja seguia o mesmo: Tentativas de contra-ataque do Milan sempre paradas pelos defensores dos Gunners, e rápidos contra-ataques dos velozes atacantes do Arsenal para pegar a defesa rossonera de surpresa.
Até que aos 41, ocorreu o lance polêmico do jogo: Chamberlain invadiu a área e se jogou, quando percebeu a chegada de Nocerino e Mesbah. O arbitro marcou o penalti equivocadamente. Na cobrança, Van Persie deslocou Abbiati e fez 3 x 0 no fim do primeiro tempo. A partir daí, todos passaram acreditar em uma possível classificação gunner.
Allegri viu o Arsenal fazer um, dois, três a zero e dando um sufoco danado. Percebendo que a corda já estava no pescoço, e o fantasma de La Coruña (Na temporada 2003-04, o time milanista abriu 4 a 1 no jogo de ida, mas os espanhóis reverteram o placar com um 4 a 0 marcado como a grande vitórias da história do clube) já rondando o lado vermelho e preto de Milão, o técnico deu uma chacoalhada no time, que resolveu jogar no 2º tempo, mas que já não sabia se defendia ou se atacava. Um gol levaria o jogo para a prorrogação, mas um gol a favor, obrigaria os gunners a marcar mais três.
Controlando melhor o jogo no segundo tempo, o Milan viu teve chance aos 52', quando Ibrahimovic recebeu belo passe de Robinho na área e finalizou. Sczezsny saiu desesperado do gol e rasgou a bola pela lateral. Mas aos 58', Abbiati brilhou: Gervinho recebeu livre na esquerda e chutou desviado em Mexes. Abbiati pegou no reflexo. O rebote ficou oferecido para Van Persie, na pequena área, que tentou toque de cavadinha. Defesa brilhante do arqueiro rossonero. O gol neste momento acabaria com o ímpeto do Milan...
Aos 62', nova chegada do Milan que já era melhor no jogo neste momento: Ibrahimovic, que cresceu muito na segunda etapa aproveitou saída errada do goleiro Szczesny, e recebeu a bola em seu pé, na intermediária. O sueco foi afobado e acabou chutando no susto, jogando ao lado do gol vazio. Grande chance perdida pelos rossoneri, que poderia fazer falta.
Na metade do segundo tempo, Allegri enfim percebeu o problema de seu time: A criatividade no meio de campo. Foi aí que ele tirou o atacante El Sharaawy, que havia perdido um gol incrível no fim da primeira etapa, e pôs o meio-campista Aquilani. Foi aí que o time cresceu: Ganhou qualidade e passou a dominar o jogo.
Mas enquanto Allegri fechava seu time, Wenger abria o seu. Tirou Chamberlain e pôs Chamakh, mudando para o 4-4-2 linhas. Posteriormente ele ainda colocaria Park Chu-Young no lugar de Walcott, que saiu lesionado, mudando sua equipe para um insano 4-2-4. Diante de um time tão perigoso nos contra-ataques como o Milan, esse esquema era de uma insanidade absurda.
E foi aí que os visitantes cresceram. Mesmo com o Arsenal jogando com vários atacantes, quem passou a criar as melhores foi o Milan, como em chegadas aos 75' e 79'. Mas o destaque fica para o incrível gol perdido por Nocerino. Aquilani, que entrou muito bem, e Emanuelson, que cresceu jogando trequartista, tabelaram e o camisa 18 cruzou para a pequena área. Nocerino completou mandando a bola em cima do goleiro!!
Enquanto a tensão dominava em campo, o nervosismo predominava nas arquibancadas e em milhares de casas ao redor do planeta. Mas no final, o placar adverso de Milão fez a diferença contra o Arsenal. O jogo terminou com o Milan mantendo a posse da bola no campo de ataque, tática usada nos minutos finais. Mesmo com todo a entrega dos ingleses, os milanistas levaram a vaga, mas é bom abrir o olho que outro vacilo como esse pode custar a classificação das quartas para as semifinais.
Texto também com colaboração de Caio Dellagiunista
Texto também com colaboração de Caio Dellagiunista
Três times italianos jogaram pelas oitavas de final da Champions League 2011/2012. O Milan foi o que se deu melhor, goleando o Arsenal por 4 x 0 e encaminhando a classificação. Já o Napoli também foi bem: De virada e com show da dupla Cavani-Lavezzi, o time fez 3 x 1 no Chelsea e também se aproximou da classificação. A Inter foi a equipe que decepcionou: Em um jogo fraco, o time nerazzuro levou gol nos acréscimos e perdeu para o Marseille por 1 x 0. Confira o resumo dos jogos agora:
Milan 4 x 0 Arsenal:
Milan 4 x 0 Arsenal:
O trio Boateng, Ibra e Robinho comandou a vitória do Milan
Esse só foi o primeiro jogo, mas já pode se dizer que o Milan já está classificado. Isso por que os italianos sapecaram um quatro a zero estrondoso no Arsenal, com show do trio Ibrahimovic, Robinho e Boateng. O sueco fez um gol e deu duas assistências (finalmente jogando bem em uma fase decisiva de Champions League), o brasileiro marcou duas vezes e o ganês fez um golaço aos 15 do primeiro tempo.
Antes mesmo da viagem à Milão, Wenger tentou prorrogar o empréstimo de Henry por mais duas semanas, para poder jogar a segunda partida, mas não obteve sucesso. Ainda bem, pois o Arsenal teria alguns milhares de euros a menos na conta, pois mesmo com Henry, o time só alcançará a próxima fase se um milagre acontecer.
Antes mesmo da viagem à Milão, Wenger tentou prorrogar o empréstimo de Henry por mais duas semanas, para poder jogar a segunda partida, mas não obteve sucesso. Ainda bem, pois o Arsenal teria alguns milhares de euros a menos na conta, pois mesmo com Henry, o time só alcançará a próxima fase se um milagre acontecer.
Sem jogar o futebol que vem apresentando na Premier League (que já não é grande coisa), os gunners sucumbiram à pressão milanista e viram Boateng abrir o marcador com um golaço, após passe primoroso de Nocerino. Ainda no primeiro tempo, Ibra e Robinho fizeram boa jogada e o brasileiro ampliou o marcador, desviando cruzamento do camisa 11 de cabeça na pequena área. O sueco deu uma de ponta esquerda, e Robson de centro-avante. Isso mesmo, funções invertidas.
A dupla continuou infernizando também no segundo tempo. Logo no início da segunda etapa, Ibra deu mais um passe para o camisa 70. Vermaelen escorregou e o próprio brasileiro finalizou. Chute firme de pé direito, que entrou no cantinho de Sczeszny. 3 x 0. No final do jogo, Ibra sofreu pênalti de Djourou e o próprio foi para a cobrança, para fechar a goleada. 4 x 0
Ao fim do jogo, Allegri elogiou seus comandados e disse que tudo deu certo para sua equipe no jogo. Já Wenger falou que nem um milagre fará com que seu time se classifique. O jogo de volta acontecerá no Emirates, na terça dia 6 de março.
Napoli 3 x 1 Chelsea:
O Napoli recebeu um Chelsea pressionado, que vinha a campo com uma missão: Representar bem a Inglaterra, para o país do 'melhor do campeonato do mundo' não ficar sem representantes nas quartas da Champions League. Porém, o que se viu não era um time que teria capacidade para isso. O time da casa por sua vez, mostrou desde o começo um gigantesco potencial ofensivo. Apoiado por sua fanática torcida, o time perdeu duas boas chances, com Cavani e Maggio, logo no início do jogo. Mas, em uma bobeira de Cannavaro, Juan Mata aproveitou e abriu o marcador.
Ao fim do jogo, Allegri elogiou seus comandados e disse que tudo deu certo para sua equipe no jogo. Já Wenger falou que nem um milagre fará com que seu time se classifique. O jogo de volta acontecerá no Emirates, na terça dia 6 de março.
Napoli 3 x 1 Chelsea:
O Napoli recebeu um Chelsea pressionado, que vinha a campo com uma missão: Representar bem a Inglaterra, para o país do 'melhor do campeonato do mundo' não ficar sem representantes nas quartas da Champions League. Porém, o que se viu não era um time que teria capacidade para isso. O time da casa por sua vez, mostrou desde o começo um gigantesco potencial ofensivo. Apoiado por sua fanática torcida, o time perdeu duas boas chances, com Cavani e Maggio, logo no início do jogo. Mas, em uma bobeira de Cannavaro, Juan Mata aproveitou e abriu o marcador.
O gol abalou o time napolitano, menos o avante Lavezzi. El Pocho, um dos mais lúcidos no jogo recebeu de Cavani, deu boa finta em Raúl Meireles e chutou colocadinho no canto, sem chances para Cech. O gol levantou time e torcida. Nem a boa chance de Ramires, minutos após o gol do Napoli assustou. E já no fim do primeiro tempo, deu tempo de sair o segundo do time napolitano. Cavani, de ombro, aproveitou belo lançamento de Inler para pôr o Napoli na frente: 2 x 1.
Cavani fez um gol da virada no final do primeiro tempo que praticamente matou o jogo
Melhor no jogo, a equipe do San Paolo voltou para o segundo tempo em busca de mais um gol. Lavezzi teve a chance, mas parou em Cech. Em outra chance, Cavani ganhou de David Luiz, Cech saiu mal do gol e o uruguaio só rolou para o argentino completar. 3 x 1. Com o terceiro gol napolitano, o Chelsea se desencontrou. Nem as entradas de Lampard e Essien deram um jeito na bagunça armada por Villas-Boas. Os blues ainda se livraram de uma goleada quando Ashley Cole salvou, em cima da linha, um chute de Maggio.
Na partida de volta, o time londrino terá que tirar a desvantagem de dois gols. Mas se jogar o que vem jogando, não conseguirá avançar. A maior dúvida até o próximo confronto é se o técnico português conseguirá se manter no cargo até o jogo de volta, no dia 14 de março.
Olympique de Marseille 1 x 0 Inter de Milão:
Olympique de Marseille 1 x 0 Inter de Milão:
Na França, Marseille e Inter faziam um duelo interessante mas fraco tecnicamente. Os dois times que fizeram uma boa temporada passada, agora se reconstroem. Porém, o time francês leva vantagem. Com uma equipe mais jovem, que fez um mau começo de temporada mas já embalou na Ligue 1 estando a 16 jogos invicto na temporada. Totalmente ao contrário está a Inter, que não se acha com seus treinadores e com seus jogadores. Na partida, Ranieri escalou um time muito velho (o mais velho da história da Champions League, com média de 31 anos e 311 dias), com apenas dois jogadores com menos de 30 anos.
Ayew complicou a vida da Inter no último minuto do jogo
Ranieri surpreendeu com Forlán e Zárate no ataque, ao invés de Pazzini e Diego Milito. Mesmo assim, os italianos obtiveram as melhores chances do primeiro tempo. O Olympique, nas poucas vezes que tentava, se atrapalhava na hora da finalização.
O segundo tempo foi comandado pelo time francês. Andre Ayew tentou de todos os jeitos, mas o gol só saiu no último instante, quando, após cruzamento de Valbuena, o ganês se enfia no meio dos zagueiros interistas e, de cabeça, deu a vantagem ao time comandado por Deschamps.
O segundo tempo foi comandado pelo time francês. Andre Ayew tentou de todos os jeitos, mas o gol só saiu no último instante, quando, após cruzamento de Valbuena, o ganês se enfia no meio dos zagueiros interistas e, de cabeça, deu a vantagem ao time comandado por Deschamps.
Mesmo com a derrota da Inter no jogo de ida, os resultados indicam que as quartas de final da Champions League 2011/2012 não terão os tão badalados times ingleses (do melhor campeonato do mundo e blá blá blá) e terão os três times italianos (do campeonato mais decadente da Europa e blá blá blá) que iniciaram a fase de grupos. Talvez as teorias de decadência do futebol italiano estivessem enganadas...




