Por Arthur Barcelos
Um mês. Há um mês os interistas não sabem o que é comemorar uma vitória. E há 450 minutos não sabe o que é comemorar um gol. E em oito partidas, se descabelou quando sua zaga tomou incríveis 17 gols. Assim tem sido a atual Inter de Ranieri, que possui uma equipe aparentemente desmotivada, com uma defesa frágil e um ataque improdutivo. Ainda sim, o romano disse que não irá renunciar. “Por que eu deveria?“. Arrogante e pretensioso são alguns adjetivos de um Ranieri que claramente teme por perder seu emprego.
Um mês. Há um mês os interistas não sabem o que é comemorar uma vitória. E há 450 minutos não sabe o que é comemorar um gol. E em oito partidas, se descabelou quando sua zaga tomou incríveis 17 gols. Assim tem sido a atual Inter de Ranieri, que possui uma equipe aparentemente desmotivada, com uma defesa frágil e um ataque improdutivo. Ainda sim, o romano disse que não irá renunciar. “Por que eu deveria?“. Arrogante e pretensioso são alguns adjetivos de um Ranieri que claramente teme por perder seu emprego.
A seguir algumas estatísticas da atual fase da Inter, divulgadas pelo Infostrada Sports (@InfostradaLive):
- É a primeira vez que a Inter perde cinco partidas seguidas desde que Zanetti chegou ao clube, em 1995.
- É a primeira vez em 25 anos que a Inter não marca em quatro partidas consecutivas na Serie A.
- É a primeira vez desde 2002-03 (Milan e Udinese) que a Inter é vencida por dois times no turno e no returno (Novara e Napoli).
- Pela primeira vez desde 1974-75, a Inter ganhou e perdeu o mesmo número de jogos (11) na Serie A após 25 rodadas.
- É a primeira vez que a Inter perde cinco partidas seguidas desde que Zanetti chegou ao clube, em 1995.
- É a primeira vez em 25 anos que a Inter não marca em quatro partidas consecutivas na Serie A.
- É a primeira vez desde 2002-03 (Milan e Udinese) que a Inter é vencida por dois times no turno e no returno (Novara e Napoli).
- Pela primeira vez desde 1974-75, a Inter ganhou e perdeu o mesmo número de jogos (11) na Serie A após 25 rodadas.
Que tal um minuto de silêncio pela Inter?
Para o jogo deste domingo, Ranieri optou pela manutenção do 4-3-1-2, com o trio de volantes Zanetti-Stankovic-Cambiasso, e com a volta do jovem Faraoni ao time titular, enquanto Milito e Forlán formaram a dupla de ataque. Ao contrário do jogo contra o Olympique de Marseille na UCL, o time esteve muito apático, acuado e improdutivo. Não à toa, o primeiro chute a gol saiu só no final da etapa inicial, numa falta cobrada por Sneijder.
Na volta do intervalo, Sneijder e Forlán foram sacados para a entrada inesperada de Pazzini e Córdoba. O time se reposicionou num desorganizado 3-5-2, que facilitou a vida de Dzemaili, Cavani e Lavezzi. A zaga ficou exposta, os setores descompactados, além dos outros problemas apresentados no primeiro tempo (time apático, acuado e improdutivo).
O gol da vitória napolitana saiu aos 59′, quando Dzemaili tabelou com Cavani, passou por dois e tocou para Lavezzi, atrás de Córdoba, finalizar no canto de Júlio César. Um golaço, facilitado pela fragilidade defensiva da equipe Beneamata.
O próximo jogo será contra o Catania, para quem perdeu na ida, no Giuseppe Meazza, às 16h45 do dia 04 de março (domingo). A tabela da Serie A ficou dessa forma:
Ficha Técnica
Local: Stadio San Paolo (Nápoles – Campania – Itália)
Data/Horário: 26 de fevereiro, domingo, às 16h45 (de Brasília – UTC-3)
Arbitragem: Mauro Bergonzi; Assistentes: Manganelli e Padovan; Quarto: Giannoccaro
Cartões amarelos: Nagatomo, Milito, Córdoba, Faraoni, Poli (Inter); Gargano (Napoli)
Cartão vermelho: Aronica (Napoli)
Gol: Lavezzi (Napoli), aos 59′
Local: Stadio San Paolo (Nápoles – Campania – Itália)
Data/Horário: 26 de fevereiro, domingo, às 16h45 (de Brasília – UTC-3)
Arbitragem: Mauro Bergonzi; Assistentes: Manganelli e Padovan; Quarto: Giannoccaro
Cartões amarelos: Nagatomo, Milito, Córdoba, Faraoni, Poli (Inter); Gargano (Napoli)
Cartão vermelho: Aronica (Napoli)
Gol: Lavezzi (Napoli), aos 59′
Napoli (3-4-1-2): De Sanctis; Campagnaro, Cannavaro, Aronica; Maggio, Inler, Gargano, Zúñiga; Dzemaili (Dossena); Cavani, Lavezzi (Britos)
Técnico: Walter Mazzari
Técnico: Walter Mazzari
Inter (4-3-1-2/3-5-2): Júlio César; Faraoni, Lúcio, Samuel, Nagatomo; Zanetti, Stankovic (Poli), Cambiasso; Sneijder (Pazzini); Milito, Forlán (Pazzini)
Técnico: Claudio Ranieri
Técnico: Claudio Ranieri
| Denis comemora três gols em Bérgamo |
O estádio Atleti Azzurri d’Italia foi palco de um verdadeiro massacre sem dó nem piedade da Atalanta sobre a instável Roma. O placar de 4x1 traduziu a superioridade neroazzurra na efetividade, principalmente.
Durante a semana Stefano Colantuono, treinador da Atalanta, já dava declarações dando conta de que iria enfrentar os romanistas pensando nos três pontos, já que a fase não era das melhores com uma vitória nos últimos quatro jogos e empates sem gols contra Lecce e Novara, que estão na rabeira da tabela. A principal mudança nos titulares foi a entrada de Carroza para o lugar de Schelotto, poupado de uma grande sequência de jogos ininterruptos.
Com Padoin negociado com a Juventus, Colantuono foi obrigado a mudar o esquema tático do 4-4-1-1 com Moralez fazendo a ligação para Denis no comando do ataque que fez sucesso no primeiro turno para um mais tradicional 4-4-2 com o pequeno argentino ocupado o lugar de Padoin na esquerda e Marilungo ganhando espaço ao lado do tanque, porém, vindo buscar um pouco mais o jogo no meio campo. Esta nova formação não agradou, e aqui mesmo no Atalanta Brasil falamos por diversas vezes que Marilungo titular fazia com que o meio de campo perdesse mais velocidade e a essência deste elenco, que são os contra ataques velozes.
Entretanto, desta vez as coisas foram diferentes e tudo saiu como planejou Colantuono desde o primeiro dia em que colocou esta formação em campo. Do primeiro ao último minuto a Roma teve a posse de bola muito superior e tentando pressionar a Atalanta em seu campo desde a sua derradeira linha de marcação, porém, os comandados de Luis Enrique não conseguiram chegar com efetividade ao gol defendido por Consigli por causa da própria compactação no campo defensivo forçada pelos romanistas.
| De Rossi foi deixado de fora por Luis Enrique |
Já não bastasse o deficiente setor defensivo, os giallorossi avançaram até mesmo os defensores e foram vítima da melhor arma que a Atalanta tem, os contra ataques em velocidade. Moralez fez sua melhor partida desde que chegou em Bérgamo e colocou a dupla ofensiva para correr com passes e lançamentos precisos. Denis e Marilungo se movimentaram bastante buscando o jogo, e, principalmente Guido foi mais acionado na primeira etapa, chegando até a colocar uma bola na trave quando o placar ainda estava em branco.
| Guido Marilungo comemora o 1º gol do jogo |
Depois do gol a equipe da capital melhorou e conseguiu se organizar um pouco mais no ataque, enquanto a dea passou a pensar mais em garantir o resultado.
No segundo tempo, embora a ideia fosse segurar os visitantes, Colantuono não tinha opções no banco de reservas que deixasse o meio de campo mais pegado, então a Atalanta voltou com os mesmos 11 jogadores que iniciaram a peleja, com exceção de Lucchini que sentiu uma lesão muscular ainda no início do cotejo e foi substituído por Bellini.
Entretanto, a segunda metade do jogo começou com a mesma tônica da primeira. Logo aos 47’ Marilungo recebeu nas costas de Taddei, ganhou da marcação, tabelou com Denis, foi ao fundo se aproveitando de mais uma linha burra mal executada e devolveu para o argentino no meio só empurrar para o fundo das redes do goleiro Stekelenburg e colocar, de vez, as barbas dos visitantes de molho quanto a qualquer reação rápida.
O comandante neroazzurro promoveu a entrada de Schelotto no lugar de Carrozza, que não tinha pique para aguentar os 90 minutos no intenso ritmo. Pouco depois o centroavante Osvaldo deu um pontapé em Cigarini, os dois se desentenderam e o árbitro deu amarelo para o jogador da Atalanta e expulsou o ítalo-argentino em um lance muito confuso.
| Denis faz o quarto gol da Atalanta |
Com o resultado a Atalanta sobe para 11ª colocação, com 31 pontos, dando um grande passo para a conquista de seu objetivo na temporada, permanecer na Serie A sem sustos. Na próxima rodada os atalantinos pegam o avião e vão até Údine enfrentar a forte Udinese às 11hs (Brasília), no domingo (04).
FICHA DA PARTIDA:
Escalações
ATALANTA (4-4-2): Consigli; Lucchini (8' pt Bellini), Stendardo, Manfredini, Peluso; Carrozza (7' st Schelotto), Cigarini, Brighi, Moralez; Marilungo (31' st Gabbiadini), Denis. T: Stefano Colantuono
ROMA (4-3-3): Stekelenburg; Rosi (1' st Josè Angel), Juan (12' st Cassetti), Heinze, Taddei; Gago (23' st Greco), Marquinho, Pjanic; Lamela, Osvaldo, Borini. T: Luis Enrique
ÁRBITRO: Antonio Damato
ESTÁDIO: Atleti Azzurri d’Italia (Bérgamo)
Cartões amarelo
ATALANTA: Manfredini, Peluso, Moralez e Cigarini
ROMA: Gago e Greco
Cartões vermelho
ATALANTA:
ROMA: Osvaldo e Cassetti
Confira os vídeos com os melhores momentos de Atalanta 4x1 Roma:
Por George Raposo, da SS Lazio Brasil
"A equipe não jogou por mim, jogou por essas cores, por essa camisa, por quem demonstraram sempre muito amor". Essa foi a frase de Reja em entrevista após o jogo.
Depois de uma semana ruim e conturbada a Lazio voltou a vencer. O time vinha de três derrotas consecutivas que culminaram na eliminação da Liga Europa e no pedido de demissão de Edoardo Reja, mas o treinador foi confirmado no comando da equipe até o fim da temporada.
Com um Olímpico cheio de torcedores esperançosos, Klose fez o único gol da vitória da Lazio diante da Fiorentina aos 36 minutos do primeiro tempo, mantendo a equipe na briga pelo Scudetto já que Milan e Juventus empataram seu confronto direto, pena que a Udinese também venceu e mantém a terceira posição.
Com a cabeça fria, Reja colocou em campo sua melhor formação possível, um 4-2-3-1 com Marchetti, Scaloni, Diakité, Biava e Garrido; Ledesma e Gonzales; Lulic, Hernanes e Mauri; Klose.
O quinteto do meio-campo foi muito bem no primeiro tempo não dando chances ao perigoso time da Fiorentina e dominou a partida. Nota de pesar foi a lesão de Lulic que deu lugar a um cada vez melhor Candreva.
A Lazio novamente dominava, mas não chegava com perigo até que Mauri deu um passe espetacular para Klose que faria o gol, mas foi derrubado por Natali. O arbitro da partida nada marcou. Logo a seguir foi a vez de Hernanes servir Klose que se livrou de Boruc, tocou para o gol vazio e marcou o único gol da partida.
Garrido sentiu a falta de ritmo e deu lugar a Zauri no intervalo. O time biancoceleste voltou cadenciando o jogo e levou uma pressão da Fiorentina no começo do segundo tempo, mas logo depois igualou as ações e esfriou a partida. O time viola não conseguiu chegar com perigo ao gol de Marchetti.
O sistema da Lazio foi surpreendentemente bem e não deu chances para os atacantes do time de Florença. Destaque para a atuação segura de Scaloni na lateral-direita.
O jogo foi bem morno, com a grande chance do segundo tempo sendo no último lance com Kozak que chutou depois de ajeitada de cabeça de Candreva, mas o remate foi travado por Pasquale.
A Lazio volta a vencer, e volta a ter confiança em seu jogo. Agora todos as atenções serão voltadas para o Dérbi. O jogo contra a Roma será no Olímpico no próximo domingo e é considerado decisivo para as pretensões de ambas equipes na Serie A.
Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
Há algum tempo vinha falando sobre o pífio desempenho do Napoli no Campeonato Italiano e sobre uma possível crise como consequência deste. Muitos resultados ruins seguidos representaram uma queda significativa na tabela, fazendo com que o time se distanciasse cada vez mais da zona de competições europeias. O fato de poupar jogadores para o bem da equipe em outras competições e em detrimento da campanha na Serie A pode ter sido um motivo. Mas não podemos depositar toda a culpa pelas más apresentações nisso.
Enfim, a situação napolitana é inversa atualmente. Após ter visto sua brusca queda acontecer enquanto Roma e Inter se encontravam em franca ascensão, o time vê o contrário ocorrer. A Inter mergulha novamente em uma crise que parece sem fim e que deverá custar o emprego do técnico Claudio Ranieri, enquanto a Roma começa a se mostrar uma equipe um tanto quanto irregular. Três vitórias seguidas foram o suficiente para recolocar o clube na zona da Liga Europa. Agora, a disputa de uma competição europeia na próxima temporada pode ser uma realidade. A recolocação do clube na briga por isto já é uma.
A última vitória foi exatamente sobre a Inter, rival direta pela vaga. Ambos vinham de um três a zero. A diferença é que o Napoli aplicou este placar contra a Fiorentina, fora de casa, enquanto seu adversário fora derrotada em casa pelo Bologna pelo mesmo placar. Além disso, o descenso da Inter contrastava com a ascensão napolitana, inclusive, pelo fato de os partenopei terem ganho do Chelsea na Champions League e os nerazzurri terem perdido para o Olympique.
Apenas com Dzemaili na vaga de Hamsik, o time foi melhor que seu adversário durante toda a partida. Os azzurri chutaram mais, tiveram mais posse de bola e tiveram onze escanteios a mais que seus adversários. Porém, este domínio só se converteu em gol no segundo tempo. Antes disso, foram muitos cartões distribuídos e uma dupla substituição de Ranieri, desesperado, no intervalo. Mas nem isso conseguiu evitar um gol de Lavezzi, em ótima fase, diante de quarenta mil espectadores no San Paolo.
Mesmo tomando um gol e se vendo com um jogador a mais, devido à contestável expulsão de Aronica, a Inter não demonstrou muito perigo e se mostrou burocrática diante da derrota. Por isso, o placar permaneceu um a zero até o final da partida.
A peleja mostrou para o Napoli que agora as competições europeias são um sonho bem possível. E que a zona da Champions é logo ali...
Depois de uma série de maus resultados, a Udinese parece ter recuperado o embalo. Venceu o PAOK, pela Liga Europa e nesse final de semana derrotou o Bologna, em pleno Estádio Roberto Dall’Ara. O placar foi importante não só pela vitória em si, mas também porque evitou a ultrapassagem da Lazio e o descolamento de Milan e Juventus, já que esses dois últimos empataram.
Contando com a volta do artilheiro Di Natale, a Udinese reencontrou o estilo de contra ataques que foi característica durante boa parte da temporada. Apesar de não atacar muito, nas poucas estocadas que dava, chegava com perigo. No segundo contra ataque, Di Natale sofreu pênalti. Ele mesmo bateu e chegou ao 18º gol na competição. Já no segundo tempo, Basta, que foi um dos destaques da partida, deixou o seu. Nem o gol sofrido desanimou o time friuliano que no ataque seguinte definiu o jogo com um belo gol de Floro Flores.
A partida mais aguardada da Serie A aconteceu neste sábado, no San Siro. O verdadeiro Derby d’Italia, decisivo, com quase todos os ingredientes que a mama pediu em um clássico. Milan e Juventus foram a campo separados por apenas um ponto e com nervos a flor da pele. Mas, infelizmente, que definiu o resultado não foram os jogadores, e sim o guardalinee Romagnoli e o arbitro Tagliavento, que erraram clamorosamente em dois lances capitais.
Para a partida desta 25ª gionarta, Massimiliano Allegri não contou com Ibrahimovic (suspenso), Mesbah, Nesta, Maxi Lopez e Boateng (indisponíveis). O retorno de Alexandre Pato ao time não serviu de consolo, visto que as atuações de il papero rossonero têm sido cada vez mais decepcionantes. Assim, o 4-3-1-2- milanista foi a campo com Abbiati, Abate, Mexes, T. Silva, Antonini; Nocerino, Van Bommel, Muntari, Emanuelson; Robinho e Pato.
Pela Juventus, Antonio Conte tinha todos os seus melhores jogadores a disposição, tanto os titulares quanto a peças de reposição. Conte, ao contrário do que todos imaginavam, mandou seu campo em um 3-5-2 tendo, no ataque, a dupla que ninguém tinha apostado, assim: Buffon; Barzagli, Bonucci, Chielinni; Estigarribia, Vidal, Pirlo, Marchisio, Lichesteiner; Borriello e Quagliarella.
O jogo começou elétrico, como se esperava. O Milan tinha posse de bola e atacava mais, enquanto a Juventus se encolhia na defesa, esperando que as chances de contra-ataque aparecessem. Aos 14 minutos, Bonucci, o zagueiro central do esquema de Conte, armou o ataque do Milan ao tocar para Robinho, em saída errada da defesa, e ainda atrapalhou o próprio time novamente quando Nocerino, ao receber o passe de Robinho, arrematou para o gol de Buffon e a bola desviou no infeliz defensor juventino, tirando qualquer chances de defesa do arqueiro bianconero.
Dez minutos depois, a primeira falha grotesca da dupla Romagnoli e Tagliavento. Em cruzamento de Emanuelson, Mexes cabeceou para a meta e Buffon fez um ótima defesa, dando rebote para Muntari, que também de cabeça, fez o gol, mas o goleiro da Juventus conseguiu colocar meio corpo para dentro da meta e retirar a bola de lá. Com um campo de visão amplo e sem ninguém para atrapalhar, o assistente, inexplicavelmente, não assinalou o gol do Milan, o árbitro ignorou e, enquanto alguns jogadores rossoneri ainda comemoravam, a Juventus arrancou em um contragolpe, que morreu em uma defesa espetacular de Abbiati, em chute de Estigarribia.
Passada a fúria dos milanistas, o jogo seguiu com o time anfitrião atuando muito melhor e criando mais chances de ampliar o placar do que a Juventus para empatar. Destaque para Robinho e Emanuelson, que impunham uma boa velocidade e se movimentavam muito, trocando sempre de ponta. Mas o empate permaneceu até o intervalo.
Para o segundo tempo, os dois técnicos corrigiram erros na escalação inicial dos times. Allegri sacou Alexandre Pato, que novamente não rendeu nada, e colocou El Shaarawy em campo. Antonio Conte, por seu lado, fez alterações por atacado, sacando Estigarribia, Borriello e Quagliarella e colocando Pepe, Vucinic e Matri, alterando o 3-5-2 inicial para um 4-3-3 insinuante, com Pepe e Vucinic nas pontas e Matri na referência.
Com essa nova formação, a Juventus dominou o segundo tempo inteiro, atacando muito pelo lado direito, aproveitando-se da fragilidade defensiva de Luca Antonini, projeto de lateral esquerdo do Milan. Aos 69 minutos, agora pelo lado esquerdo, o empate juventino quase chegou em cruzamento de Chiellini, deslocado para a lateral , cruzou rasteiro e Abbiati, novamente, salvou a pátria milanista. Mas, aos 79 minutos, a arbitragem falhou bisonhamente uma outra vez, ao invalidar um gol de Matri, que recebeu o passe em posição regular, entre os defensores do Milan, e chutou para as redes. Não acho o termo “compensação” muito interessante ou mesmo válido, entretanto, foi o que ocorreu.
A Juventus continuou dominando e Matri decretaria o empate aos 83 minutos, após mandar para as redes um cruzamento de Pepe, pela direita, aproveitando falha de marcação de Antonini e Mexes. O final da partida foi tenso, e com a arbitragem amplamente questionada, e questionável, os nervos dos jogadores se exarcebaram e após entrada crimonosa em Van Bommel (Ah, a ironia), Vidal foi expulso.
Esse foi o terceiro encontro entre milanistas e juventinos. Até agora, duas vitórias da Juve e um empate, esse resultado falso e armado pelos erros grosseiros da arbitragem. Com essa falsata, o Milan segue em primeiro (51pts), com um ponto a mais do que a Juve (50pts), que ainda tem uma partida a menos. Em caso de a corrida pelo Scudetto terminar empatada entre eles, a Juve leva vantagem no primeiro critério de desempate, o confronto direto.

