Sem vencer há quatro jogos no Campeonato Italiano, o Napoli se reencontrou com as vitórias neste sábado ao bater o Novara por 2 a 0, no estádio San Paolo, pela 34ª rodada da competição e entrou, provisoriamente, na zona da Europa League. No entanto, o que mais chamou atenção no duelo não foi o triunfo dos mandantes.
Depois da comoção gerada no futebol italiano pela morte de Piermario Morosini no último final de semana, o árbitro Daniele Doveri deu um susto na partida deste sábado ao sentir um problema no ombro direito e precisar deixar o campo para ser atendido. Apesar da preocupação gerada, o juiz voltou ao gramado e mediou o confronto até o fim.
Outro fator que tornou a partida estranha foi o primeiro gol da equipe da casa. Após um recuo para o goleiro Fontana, o arqueiro errou o chute e a bola ficou de presente para o ataque do Napoli. Na sequência da jogada, Cavani recebeu passe e tocou para as redes, aos 27 minutos do primeiro tempo. Aos 43, o zagueiro Paolo Cannavaro aproveitou rebote do goleiro após finalização de Cavani e deu números finais ao marcador.
Com o resultado, o Napoli chega a 51 pontos e dorme na quinta posição da tabela, a última a garantir vaga a Europa League. Porém, pode ser ultrapassado pela Roma que ainda joga na rodada. Já o Novara, com 25 pontos, segue na vice-lanterna e muito próximo do rebaixamento à segunda divisão.
O Napoli agora volta a campo na terça-feira, quando visitará o Lecce, no Via del Mare, às 10h (de Brasília). No mesmo dia, o Novara receberá a Lazio, no Silvio Piola, às 7h30.
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| Pocho Lavezzi ate tem tentado, mas não tem conseguido resolver tudo sozinho. O time também não esta ajudando |
O sonho de repetir a classificação para a Liga dos Campeóes só não fica distante do Napoli por um motivo: todos os concorrentes à vaga - incluindo a própria equipe azzurra - são muito irregulares. Por isso, a pesada derrota em casa para a boa Atalanta não teve grandes reflexos em termos de tabela, mas afeta o moral. Os problemas são muitos: Inler não é mais o mesmo do início da temporada e Cavani não tem aparecido. O time ate mudou de esquema, saindo do 3-4-2-1 e indo para o 4-2-3-1 com a introdução de Pandev no XI titular.
A montanha de problemas, que ainda tem a sempre frágil defesa partenepoi e a falta de motivação pela eliminação na Champions frente ao Chelsea, tende a aumentar, já que Aurelio De Laurentiis, dono do clube, tem certo litígio com o técnico Mazzarri: o mandatário queria prioridade para o campeonato, enquanto Mazzarri pensa no título da Coppa Italia.
A Atalanta, por sua vez, está mais do que tranquila no meio da tabela e mostrou não tremer no San Paolo. Saiu na frente com bonito gol de Bonaventura e não sentiu ao empate quase instantâneo de Lavezzi. Com a boa partida de Moralez, acabou não sendo missão impossível bater o Napoli em seus domínios. Coroada ainda, com um gol, a partida do lateral Bellini, que tem mais de 400 partidas pelo clube.
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| Pandev provoca a torcida da Lazio na comemoração de seu gol. Ídolo enquanto jogador dos biancocelesti, o macedônio forçou saída para a Inter no início de 2010 e se tornou desafeto da torcida |
A Lazio derrotou o Napoli, no Estádio Olímpico e deixou o adversário para trás na disputa das terceira vaga para a Champions League no Campeonato Italiano. A vitória por 3 a 1 dentro de casa foi aberta com gol de Candreva, concluída com Ledesma, de pênalti, mas teve seu ápice com Mauri - Pandev fez para o partenepoi.
O primeiro gol saiu aos 7, quando Rocchi tocou para Candreva na ponta direita. O meia-atacante chutou direto pro gol e De Sanctis aceitou o frango. Uma das poucas falhas do excelente arqueiro napolitano no Campeonato, senão com a camisa do Napoli.
O gol napolitano saiu aos 27, após linda jogada de Lavezzi e enfiada de bola de calcanhar do meia-atacante argentino, para Pandev tocar na saída do goleiro e empatar o jogo. Como vocês podem ver na foto, o macedônio provocou a torcida adversária na comemoração de seu gol.
Mas o golaço do jogo veio aos 23 minutos do segundo tempo: O veterano meio-campista italiano, após cruzamento de Radu, marcou de voleio o fantástico gol que recolocou a Lazio à frente do marcador. A bola passou perto do goleiro De Sanctis, mas a força foi tanta, que ele nada pôde fazer.
Como não podia deixar de ser, a zaga do Napoli ainda mostrou toda a sua qualidade e entregou a paçoca, em lance digno de Trapalhões. Inler, na entrada da área, recuou a bola para Britos que demorou pra ir na bola. Rocchi chegou primeira e o zagueiro deu uma pernada no atacante. Pênalti, que Ledesma cobrou forte no ângulo para fazer 3-1.
Ameaçado pelo Napoli, que começou a 31ª rodada do Calcio com apenas três pontos a menos, a Lazio abriu confortáveis seis pontos de vantagem na terceira colocação da liga, com 54. A sete rodadas do fim, o principal concorrente agora passa a ser a Udinese, com 51.
A Lazio tem pela frente ninguém menos que a líder Juventus na próxima rodada, quarta-feira, em Turim. O Napoli, que chega a quatro partidas sem vitória no Italiano, enfrenta a Atalanta, em casa, no mesmo dia.
Por Gabriel Jesus
Hoje em Turim, aconteceu O JOGO da 30ª rodada, Juventus - melhor defesa - vs Napoli -Segundo melhor ataque, só perdendo para o Milan -. E os bianconeri se mantiveram invictos, com uma atuação pífia do napolitanos, tanto Cavani quanto Buffon foram espectadores, nenhum dos dois trabalhou.
E tudo isso teve um motivo simples: Defesa e meio-campo da Juventus tiveram uma partida de gala. Bonucci e Vidal foram os melhores em campo, além de marcarem os dois primeiros gols, não perderam uma de Lavezzi, Hamsik, Cavani e Inler. Tanto que Hamsik e Inler saíram no segundo tempo, além de Maggio machucado. Pandev entrou para mudar o estilo de jogo, mas não deu certo, Napoli simplesmente não criava.
Hoje foi o dia em que nada deu certo para o Napoli, pois as mudanças de Mazzari não surtiram um mínimo efeito, nenhuma jogada dos partenepoi fluía, e Bonucci, o mais fraco dos zagueiros da Juventus fez um partidaço, o que é raro, raro mesmo, como o Cometa Halley.
Esperemos agora que o Napoli consiga jogar na final da Coppa Italia para ao menos termos um jogaço que nos promete ser esse Juventus x Napoli no Olimpico de Roma, no dia 20 de maio.
O Napoli esteve próximo da terceira colocação no italiano, mas não foi nesta rodada que os partenepoi chegaram na zona da Champions. Jogando em casa, a equipe napolitana acabou cedendo o empate para o Catania, por 2 a 2.
Após um 1º tempo fraco e pouco interessante, a equipe da casa abriu o marcador aos 16 minutos do 2º tempo com Dzemail, que fez um belo gol, pegando rebote de boa jogada de Zuniga. Aos 22, Cavani fez 2-0. E foi um lance engraçado: O uruguaio chutou na trave. Depois, Spolli furou ao tentar afastar a bola e ela ficou de novo para o camisa 7, que marcou.
O Catania conseguiu o empate dezoito minutos depois: O zagueiro Spolli se redimiu da falha no segundo gol, de Cavani, e marcou de cabeça após cobrança de escanteio de Barrientos. E pouco depois, em novo escanteio do argentino, Lanzafame (12 segundos depois de entrar em campo) marcou.
Péssimo resultado para o Napoli, que vê sua classificação para a Champions League se complicar. O time cai agora para o 4º lugar, e fica a 3 pontos da terceira colocada Lazio, que venceu o Cagliari com gol do zagueiro Diakité aos 40 do segundo tempo. Já o Catania sobe para o 8º lugar e passa a poderosa Inter!
Por João Pedro Almeida (@tdsobreocalcio)
Neste domingo, o Napoli foi a Údine para enfrentar a Udinese no Estádio Friuli. Vindo de uma eliminação inesperada e traumática na UEFA Champions League e com uma série de desfalques, os napolitanos temiam pelo pior. Mesmo levando em conta que o time da casa jogava sem cinco titulares, o mais ressaltado era que Lavezzi e Hamsik estavam sendo poupados, enquanto Maggio estava machucado.
Com todas as adversidades, os partenopei foram a campo em um 3-4-1-2 no qual Dzemaili cumpria o papel que Hamsik costuma cumprir. Ele era o responsável por munir a dupla de ataque formada por Pandev e Cavani. Seu adversário também jogava em um esquema de três zagueiros. Um 3-5-1-1 com Di Natale, vice artilheiro do campeonato, mais na frente e, como sempre, jogando bem.
Contudo, quem se aproveitou de um Napoli abalado psicologicamente foi Pinzi, que abriu o placar aos vinte e seis minutos. O efeito da derrota do meio de semana era perceptível e a Udinese passou a ficar bem melhor na partida. Porém, o primeiro tempo terminou deste jeito, com um a zero no placar.
Mesmo perdendo, o time visitante não demonstrou grande poder de reação e viu Di Natale fazer a diferença e ampliar a vantagem dos bianconeri. Com a iminente derrota, o técnico Walter Mazzarri resolveu mexer no time. Colocou o até então poupado Hamsik na vaga de Gargano, recuando o suíço Dzemaili e deixando o eslovaco na posição onde o suíço estava. Com isso, o meio ficou com a dupla suíça Inler e Dzemaili, deixando Hamsik munindo a dupla ofensiva formada por Cavani e Pandev.
Dez minutos depois da primeira substituição, Mazzarri tirou o zagueiro Britos para promover a entrada do meia atacante chileno Eduardo Vargas para deixar a equipe em um 4-2-3-1 em que os laterais cumpriam a função de alas, formando um ousado "2-4-3-1". O próprio Vargas participava de um trio de meias juntamente com Pandev e Hamsik, deixando Cavani isolado. Todavia, ao contrário do que parece, o motivo da alteração não foi somente a desvantagem no placar.
No intervalo de tempo entre uma substituição e outra, algo que mudaria o rumo do jogo aconteceu: o atacante Fabrinni, da Udinese, foi expulso e o técnico Francesco Guidolin optou por manter o time da mesma forma. Além do mais, pouco depois, Guidolin ainda tirou Di Natale, diminuindo muita o poderio ofensivo de seu time.
O técnico dos friuli é um dos melhores da Itália, mas falhou feio neste jogo. Com suas mudanças, o Napoli passou a ir para cima e, o time abalado psicologicamente que atuou na primeira etapa deu lugar a um time guerreiro e rápido, que parecia ter esquecido a derrota diante do Chelsea.
Uma das consequências foi um pênalti (discutível) marcado a favor dos azzurri. Cavani foi para a bola e bateu muito mal, no meio do gol, deixando o ótimo goleiro esloveno Samir Handanovic fazer a defesa. Porém, o time parecia inabalável e, nem o pênalti desperdiçado mexeu nos brios da equipe.
Não foi a toa que o próprio Cavani, que batera bisonhamente o penal, bateu uma falta espetacular para diminuir a vantagem. Pouco depois, o mesmo jogador que desperdiçara uma cobrança, novamente mostrou-se inabalado e empatou a partida, deixando-a com um teor dramático e ressaltando sua garra, tipicamente uruguaia.
Após os dois gols, a situação se reverteu: o Napoli foi ao ataque em busca de uma virada espetacular e quase conseguiu. Não fosse por um detalhe: o tempo.
Mesmo com o empate, o time seguiu em quarto, a um ponto da Lazio, terceira colocada. Durante o jogo, se mostrou bipolar: no começo abalado, no final, nem um pouco.
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| E nessa loucura, de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as evidências... |
Independente do que aconteceu na última quarta, a temporada e a história recente do Napoli são históricas. Mesmo tendo sido eliminado de forma inesperada, tudo o que o time tem feito e vem fazendo é digno de nota, afinal, está muito bem na Serie A, nas semi-finais da Coppa Italia e foi bem longe na Champions League.
Todavia, o fatídico jogo contra o Chelsea serviu também para evidenciar alguns defeitos da equipe partenopei, que já são recorrentes, porém, foram ofuscados pela boa fase e pelo bom desempenho do setor ofensivo. Afinal, quando o time ganhou por seis a três do Cagliari, muito se falou da excelente atuação do ataque, porém, pouco foi falado sobre o fato de a equipe ter levado três gols.
O time tomou quatro dos Blues na quarta, e isso aconteceu por causa da incompetência de boa parte de seu setor defensivo.
Campagnaro é um bom zagueiro. Cannavaro também não é ruim, porém, já está ficando ultrapassado e nunca será metade do que seu irmão foi. Já a respeito de Aronica, não tenho muito a dizer. Um zagueiro muito fraco e inconstante, que falha muito e joga bem a cada dez jogos.
O que podemos tirar disso tudo é que a zaga do time não condiz com o que este almeja e também está longe de ser do nível de seu ataque. Além do mais, o esquema tático da equipe não é propício para planteis de defesa fraca. No 3-4-3 (3-4-2-1 ou 3-4-1-2) de Mazzarri, os alas não costumam ajudar na marcação, deixando a responsabilidade para os zagueiros. E, se eles não forem bons, os resultados não costumam ser.
Além destes três zagueiro titulares, o time ainda conta com o péssimo Fidellef e com o razoável Britos, que, inexplicavelmente, é reserva de Aronica. Além destes, ainda há Grava, que costumava ser um zagueiro razoável, mas não é mais o mesmo de outrora.
Outro problema é em relação aos alas. Zuñiga não é do nível do resto do time e Maggio é ótimo, mas seu reserva, Dossena, vem em plena decadência e foi horrivelmente mal no jogo pela Champions League. O time precisa de uma defesa sólida e do nível de seu ataque para poder sonhar mais alto.
Enquanto o time, mesmo levando muitos gols, ganhava, estava tudo bem. Agora que perdeu de forma inexplicável, apesar da manutenção da boa fase, as falhas ficaram evidentes. E, como já diziam Chitãozinho e Chororó, a diretoria do Napoli não pode continuar "negando as aparências, disfarçando as evidências...".
Ps: Só para reforçar, em caso de má interpretação: não estou criticando o desempenho do time nem da diretoria. Muito pelo contrário, acho o trabalho que ambos (principalmente a diretoria) vem fazendo simplesmente FANTÁSTICO.
Por João Pedro Almeida (@tdsobreocalcio)
Talvez um título como esse possa ressaltar o teor épico da partida e também toda a garra napolitana nos últimos jogos, em todas as competições. A frase "Veni Vidi Vici" foi proferida pelo general Julio César ao descrever sua vitória na Batalha de Zela e significa "Vim, vi e venci". Só para terminar o esclarecimento: "perdidi" é "perdi" em latim.
Talvez esta paródia à famosa frase do imperador romano seja ideal para descrever toda a campanha napolitana na UEFA Champions League. Após batalhar muito, o time pecou quando não devia e se viu eliminado exatamente em seu momento mais tranquilo na competição.
Uma conjuntura de fatores fizeram o time "nadar, nadar, nadar e morrer na praia" hoje. Após conseguirem um sucesso inesperado na primeira fase, os partenopei ainda conseguiram uma belíssima vitória no primeiro jogo das oitavas, que os deixou em excelentes condições para passar de fase.
Porém, como sempre, o Napoli se superou nas adversidades e não brilhou quando tudo conspirava a seu favor. Vários erros evidenciariam problemas crônicos e que devem ser resolvidos e o time acabou esbarrando em si mesmo.
Em um jogo como este, detalhes técnicos e táticos são irrelevantes. Posso dizer que Mazzarri escalou a equipe no 3-4-2-1, com Cavani centralizado na frente e Hamsik e Lavezzi subindo pelas pontas. Porém, nenhum destes brilhou e o melhor do time em campo foi um esforçado Inler, que fez um gol e depois se empolgou, passando a chutar sempre que tinha oportunidade.
Porém, antes de o suíço marcar, a torcida napolitana já tinha visto a zaga falhar pelo alto duas vezes, tomando dois gols de cabeça. Ainda viu depois Dossena, que entrara mal na vaga de Maggio, um dos principais jogadores do time, que saira machucado, colocar a mão na bola de forma desnecessária dentro da área. Também viu Lampard marcar e levar o jogo para a prorrogação.
Além de tudo isso, viu um Napoli bem no primeiro tempo da prorrogação. Todavia, viu, em mais uma bobeira da zaga, Ivanovic fazer 4 a 1 e botar todo o sonho napolitano por água abaixo. Viu tudo isso e um Mazzarri desesperado colocar Pandev e Vargas na emoção, deixando o time mais afobado ainda.
E o pior: ainda teve que ver um time que lutou e tinha tudo para fazer história perder para um time em crise, de forma vergonhosa, após atuação abaixo da média, sobretudo de sua defesa. O que vimos foi um comportamento de time pequeno e o fim de um capítulo da bela história que o Napoli vem escrevendo. Infelizmente, um fim triste.
Ps: Como já destacado por muitos, temos de lembrar que há sete anos o time de Nápoles tinha falido e estava na terceira divisão. Temos de ressaltar que há uma superação incrível e histórica, apesar de o fato isolado que foi a partida contra o Chelsea. Independente do resultado, o que o time fez nestes últimos anos foi heroico.
Ps: Como já destacado por muitos, temos de lembrar que há sete anos o time de Nápoles tinha falido e estava na terceira divisão. Temos de ressaltar que há uma superação incrível e histórica, apesar de o fato isolado que foi a partida contra o Chelsea. Independente do resultado, o que o time fez nestes últimos anos foi heroico.
Durante a década de 50, quem dominava o tênis mundial era o americano Pancho González. Com diversos títulos de Grand Slams e com oito anos como número um do mundo, o estadunidense foi marcante para o esporte e foi o pioneiro em sua época. Vários títulos o deixaram na seleta lista dos melhores tenistas da história.
Mas o que que o jogo do Napoli tem a ver com tênis? Apenas uma coisa: o placar. Um 6 a 3 digno de US Open foi o resultado de Napoli x Cagliari. E Pocho foi o jogador que fez com que este placar acontecesse. Aliás, Ezequiel Lavezzi (também conhecido como Pocho) tem sido o principal jogador da equipe napolitana e ontem, novamente, foi brilhante.
Mesmo com alguns jogadores poupados, o time azzurri, no San Paolo, simplesmente humilhou seu adversário em um jogo espetacular. Como esperado, Mazzarri escalou a equipe novamente em um 3-4-1-2, mas desta vez com Lavezzi e Pandev no ataque, já que Cavani fora poupado. Além dele, Maggio também começou no banco e Dzemaili, que vinha sendo titular, deu lugar a Inler.
O início já foi arrasador, um prelúdio do que estava por vir. Bastaram dez minutos para que Marek Hamsik abrisse o placar para os partenopei, em chute de fora da área. Até aí, podíamos destacar a agilidade a eficiência do time da casa, principalmente com Lavezzi, que corria e participava muito. Além disso, o argentino ainda era o homem das bolas paradas. E foi em uma cobrança de falta feita por ele que o Napoli chegou ao segundo gol. Pocho levantou na área e, livre de marcação, o zagueiro Paolo Cannavaro cabeceou para o chão para ampliar a vantagem.
Mesmo com a vantagem, o time seguia com o controle da partida. Só os napolitanos iam para o ataque e, estavam muito mais perto de fazer o terceiro do que de tomar o primeiro. A pressão seguia e Lavezzi ia impiedosamente para cima dos rossoblú, que viram seu zagueiro David Astori marcar contra ao desviar cruzamento do argentino, após boa jogada, para o lado errado.
Eram trinta minutos de jogo e um três a zero no placar. O Napoli jogava incrivelmente bem e, mesmo com a boa fase, tamanha eficiência era quase que inexplicável. Tudo bem que o time vinha de cinco vitórias seguidas, mas nada justificava uma atuação tão boa quanto aquela. Tinha tudo para ser uma goleada histórica.
Se bem que o Cagliari teve seu momento de esperança. Larrivey marcou após cruzamento da direita e diminui a vantagem napolitana antes de o primeiro acabar. Quando o intervalo chegou, a vitória não estava tão definida quanto estivera, se olhássemos o placar. Mas pela bola que o time da casa estava jogando, era quase impossível que tomasse uma virada.
E isso ficou ainda mais evidente na segunda etapa. Quem esperava que o gás fosse acabar teve uma grande surpresa, afinal os primeiros minutos foram de mais pressão napolitana. E quem vinha sendo o melhor do jogo teve a chance de se consagrar. Após boa jogada, Lavezzi disparou e sofreu falta claríssima dentro da área. Ele mesmo foi para cobrança e transformou a vitória em goleada.
Depois de ter acabado com o jogo, o argentino foi sacado, já que, com certeza, será peça fundamental no jogo contra o Chelsea, nesta terça, pela Champions League. Em seu lugar, entrou outro jogador importantíssimo e que é, juntamente com o próprio Pocho, o melhor e mais importante da equipe. Edinson Cavani entrou e começou de forma até discreta, mas apareceu fazendo ótima jogada e tocando para seu compatriota Gargano bater para o gol de forma bonita. E quando a fase é boa, até o Gargano faz gol...
Isso já decretava uma bela vitória. Cinco a um é um placar que não se vê todo dia, é uma goleada humilhante. Cinco a dois também. Mas não era nisso que Larrivey estava pensando quando marcou seu segundo gol, novamente de cabeça.
Independente do gol do time adversário, o resultado já estava completamente definido. Pelo ímpeto e pela qualidade do Cagliari, além da falta de tempo, era impossível qualquer reação. O jogo já era do Napoli há muito tempo. E era goleada.
Não obstante a isso, Maggio ainda marcou mais um gol para definir uma goleada histórica e premiar a boa fase do time, agora com seis vitórias seguidas e uma sequência de boa atuações. A nota triste ficou para Larrivey, que marcou mais um. Ele só tinha um gol no campeonato e, quando marcou três, tomou seis. Que fase...
Agora o Napoli se encontra em quarto, empatado em número de pontos com a Udinese e dois pontos atrás da Lazio, mas com um jogo a mais que esses times. Porém, o foco agora é no importantíssimo jogo pela Champions. Hora de fazer ainda mais história.
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| Lavezzi comemora no jogo de ida: é hora de brilhar de novo. |
Apesar de todas as vitórias desta excelente safra napolitana, indiscutivelmente, a grande geração do time foi aquela de Maradona. Apesar disto, Cavani e cia estão muito perto de atingirem uma marca que Maradona, na companhia de Careca e outras estrelas, jamais alcançou no time partenopei: chegar às quartas da UEFA Champions League.
Mazzarri está a um jogo de escrever mais um capítulo desta história vitoriosa que ele vem fazendo com seus comandados. Sob a batuta de Cavani e Lavezzi, o time pega o Chelsea em uma partida que pode marcar de vez esta época brilhante do time azzurri.
Apesar da vitória no jogo de ida e da má fase de seu adversário, a tarefa napolitana não é das mais fáceis. Mesmo tendo ganho por 3 a 1 no primeiro jogo, o time terá que ir até Stamford Bridge para decidir, sendo que o gol fora de casa do Blues pode ser de suma importância. Além do mais, mesmo com o péssimo retrospecto do time londrino nos últimos jogos, é possível que o time cresça na Champions, afinal, inegavelmente possui um bom elenco.
Mesmo com todos estes fatores, somados ao fator de que na Champions tudo pode acontecer, o time italiano é o favorito para passar de fase e marcar de vez seu nome na história do futebol europeu do século XXI.
Taticamente falando, é provável que o técnico Walter Mazzarri repita a tática que utilizou na última rodada da Serie A, quando trocou o velho 3-4-3 pelo 3-4-1-2, com Lavezzi e Cavani dividindo o ataque, munidos por Hamsik. Todavia, é possível que o time vá no 3-4-3, como fora no jogo de ida.
Esta será uma oportunidade de ouro para o Napoli mostrar todo o seu poder e se firmar no cenário europeu. Uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.
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| A dupla Lavezzi/Cavani foi a novidade do jogo. E não podia ter surtido melhor efeito. Um gol para cada. |
Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
Para o jogo contra o Parma, o técnico Walter Mazzari resolveu fazer algo que não fazia há tempos: mudar o esquema. E talvez não fosse o momento oportuno para mudar. Com o time em franca ascensão, uma mudança poderia acabar freando o ímpeto napolitano. Mas não foi bem assim.
Abandonando o 3-4-3 de sempre, Mazzari foi a campo com um 3-4-1-2. Uma mudança sutil, mas que surtiu um baita efeito, afinal, ao abandonar o trio ofensivo com Cavani na frente e Lavezzi e Hamsik caindo um pouco mais pelas pontas, o treinador mudava o estilo de jogo do time, ofensivamente falando. Ao invés de ficar com o uruguaio isolado na frente, o Napoli ficou com Hamsik centralizado um pouco mais atrás, servindo a dupla de ataque formada por Lavezzi e Cavani. O argentino, que geralmente caía como um ponta pela esquerda, ficou, não só de atacante, como de atacante pela direita.
O ataque sul-americano dos partenopei lutava fora de casa, no estádio Ennio Tardini, contra um Parma bem organizado e que tinha em Giovinco seu grande destaque. O atacante, que fora um dos melhores jogadores da Azzurra no amistoso contra os Estados Unidos, carrega o time nas costas há algum tempo. Um 3-5-2 bem armado contava também com bons jogadores como Gallopa, Modesto e Zaccardo, além do bom goleiro Mirante.
E o jogo já começou muito bom. Com chances para ambos os lados, o Parma até chegava mais e conseguia mais escanteios e mais posse de bola. Porém, prevaleceu a habilidade do ataque latino. O protagonista da dupla, o craque Edinson Cavani, sofreu pênalti que ele mesmo foi cobrar. Foi pra bola e parou em Mirante. A cobrança não foi boa, não foi nem no meio nem no canto e o bom arqueiro do time adversário espalmou, para a sorte de Cavani, que no rebote da cobrança mandou para o gol.
E com o gol, logo no fim do primeiro tempo, o jogo voltou outro no segundo. A peleja, que já estava violenta e recheada de amarelos, ficou mais pegada e o Parma foi mais para cima. Com mais cartões e escanteios, a partida ficava indefinida e com o time da casa em cima.
Toda a pressão e posse de bola resultou em gol. Após cobrança de escanteio, Paletta bateu de primeira e a bola foi na mão de De Sanctis que (por incrível que pareça) falhou e largou a redonda nos pés de Zaccardo, que só teve o trabalho de fuzilar o gol napolitano.
Com o gol, o Parma se impôs ainda mais em busca da virada. Com a burocracia do time napolitano, a vitória parecia muito próxima. O time foi para cima e se abriu. Erro fatal. Com uma dupla de ataque como Lavezzi e Cavani do outro lado, se abrir é o maior erro que você pode cometer. E não deu outra. Cavani correu, tocou para Lavezzi, que, meio desequilibrado, bateu no cantinho, tirando o goleiro da jogada.
Com o gol, os gialoblú, sem acreditarem no que acontecera, foram para cima e ainda conseguiram mais escanteios, mas nada que impedisse o Napoli de sair com a vitória e ficar mais perto da zona da Champions League, principalmente com o empate da Udinese. Agora, o sonho fica cada vez mais próximo. Já são cinco vitórias seguidas dos partenopei, sendo quatro no campeonato. Já seu adversário segue com duas vitórias nos últimos dez jogos e a décima-sétima colocação.
Veja aqui os melhores momentos da partida, contribuição do nosso parceiro Gols da Rodada
szólj hozzá: pa - na
Veja aqui a primeira parte
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Após contragolpe em velocidade, Maradona fez boa jogada e serviu Careca, que, livre, deu um bonito toque por cima do goleiro para liquidar a fatura. Aí o título já era napolitano e o adversário começou a ficar desesperado. E foi no desespero que a esperança voltou. Em chute despretensioso, De Napoli tentou dominar a bola e fez um gol contra.
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Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
Após um jogo emocionante, o Napoli foi à Alemanha com a vantagem do empate. O cenário era o Neckarstadion, estádio do Sttutgart à época. A peleja conseguiria envolver mais tensão que outra, além do mais, era obrigação para os italianos ganhar a Copa. Isso porque, com o favoritismo e a vantagem do empate, perder seria uma grande decepção.
Ambos os times iam com força máxima. Desta vez, quem tinha a vantagem da torcida eram os alemães, apesar da surpreendente presença massiva de italianos no estádio. Aquela era a hora. Era a hora da afirmação europeia, que o Napoli jamais conquistara em toda a sua história.
E se um italiano havia aberto o placar em Nápoles, quem tratou de fazer isso em Stuttgart não foi um alemão, mas sim o Alemão. E mesmo assim, um gol brasileiro. Após belíssima tabelinha com o também brazuca Careca, o jogador saiu na cara do gol e bateu. Immer tocou na bola, mas a redonda, de forma dramática, entrou.
O título estava na mão. Os napolitanos, aflitos, viam que tudo conspirava a favor do time italiano e que seu primeiro título internacional estava perto de sair. Porém, se o Napoli tinha Maradona, o Stuttgart tinha Klinsmann. E foi o então promissor jovem quem empatou, em cabeçada após cobrança de escanteio
Naquela hora, mesmo com a taça na mão, a missão azzurri era um pouco mais dificultada. O time não podia se dar ao luxo de tomar mais um gol sequer sem marcar. E foi aí que seu principal zagueiro entrou em ação. Mas não do jeito que se esperava. Ciro Ferrara foi o responsável por aliviar os corações napolitanos com um gol após cruzamento de cabeça de Maradona.
Com isso, tudo ficou bem mais tranquilo para intervalo. A missão dos alemães era hercúlea, porém, não era impossível. Com isso, os italianos precisavam de um gol para se estabilizarem de vez e poderem comemorar o título.
Todavia, tudo indicava que o gol não sairia. O técnico Ottavio Bianchi optou por um esquema defensivo, contendo o adversário para que ele não chegasse à meta de Giuliani. A partida ia ficando mais tensa e cada vez mais o time da casa passava a tomar conta do jogo. Porém, um contra-ataque mudou tudo. Foi a hora de os dois principais jogadores do time entrarem em ação.
Após contragolpe em velocidade, Maradona fez boa jogada e serviu Careca, que, livre, deu um bonito toque por cima do goleiro para liquidar a fatura. Aí o título já era napolitano e o adversário começou a ficar desesperado. E foi no desespero que a esperança voltou. Em chute despretensioso, De Napoli tentou dominar a bola e fez um gol contra.Empolgados, os alemães voltaram a ficar em cima. Aos oitenta e nove minutos de jogo, Schmaler, que entrara na segunda etapa no lugar de Walter, marcou e deixou os napolitanos tensos. O time voltou a se fechar e ser pressionado. Um saudável susto para a fanática massa napolitana, que, após o apito final, pôde, pela primeira vez em sua história, comemorar um título internacional!
Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
Contexto: final da Copa UEFA de 1889/1990.
1° jogo:
Para ambas as equipes, tudo aquilo era muito mais que uma final. Clubes emergentes no cenário europeu, Napoli e Stuttgart duelavam em busca de um título inédito.
Tudo era diferente. A pressão de uma final de competição europeia, o clima, tudo aquilo que cercava a tão aguardada peleja era uma bela novidade para os dois times. Porém, pelo menos para o Napoli, a torcida tratou de facilitar. Mais de oitenta mil torcedores apaixonados lotaram o San Paolo para incentivar o time de Ottavio Bianchi rumo ao título.
Sob a batuta de Maradona, aquele time napolitano provavelmente foi o melhor que o clube já teve. Além do craque argentino, iam para aquela partida jogadores importantes como os brasileiros Careca e Alemão, além de craques da seleção italiana como De Napoli, Ferrara e Carnevale.
Do lado alemão, um time menos brilhante, mas igualmente perigoso. Immel, Buchwald e Walter eram os destaques do plantel, ao lado de um certo jovem promissor, mas que já era protagonista. Um tal de Jurgen Klinsmann.
Com certeza entrar em campo ao som de uma torcida como a do Napoli arrepiava. Aquela era a oportunidade de ouro para coroar com um título europeu uma era que marcou época: a era Maradona.
Quando o jogo começou, o estádio seguiu agitado. Porém, um "napolitano" calou a torcida dos partenopei. Contraditório, não? Não. O fato era que Maurizio Gaudino, alemão com ascendência italiana (seus pais nasceram em Nápoles), abrira o placar para o time alemão, em pleno San Paolo.
Foi aí que o planejamento desandou. Um time histórico entrava como favorito em uma final inédita e perderia em sua própria casa? Afinal, o Napoli eliminara times como Bayern de Munique e Juventus, enquanto o Stuttgart não havia pegado nenhuma "pedreira" em seu caminho. Talvez isso tenha mexido com os brios dos jogadores napolitanos (com exceção de Gaudino, é claro).
Com isso, a pressão alemã seguiu até o fim da etapa, porém, para a sorte dos italianos, esta pressão não se converteu em gols. Era a hora do técnico entrar em ação. O experiente e vitorioso Ottavio Bianchi deve ter visto o péssimo desempenho de seu time e falado alguma coisa no intervalo. Não sabemos o que, mas alguma coisa ele falou.
Tanto é que o time que jogou o primeiro tempo não voltou para o segundo. O apático time azzurri visto na primeira etapa deu lugar a um time motivado e eficiente. Com um bom poder de criação e com Maradona no comando, o time chegava, mas não marcava. Careca e Carnevale, os donos do ataque, desperdiçavam chances e esbarravam no goleiro Immel. Porém, foi necessário um pênalti para que tudo mudasse. Pênalti este convertido pelo "Pibe".
O empate dava uma certa folga, mas ainda não era bom o suficiente. Afinal, ter que disputar o jogo decisivo no Neckarstadion, em Stuttgart, sem a vantagem da vitória não seria uma situação muito confortável. Por isso, o time seguiu em cima. Todavia, assim como acontecera no início do segundo tempo, apesar de tomar as rédeas da partida, o time não conseguia marcar.
O jogo ia se encaminhando para o fim e o empate ia se concretizando. Foi aí que entrou o fator Careca. O brasileiro, um dos destaques da equipe e da temporada italiana, entrou de fato em ação aos 87 minutos, quando, após muita persistência, marcou um gol salvador, para levar o Napoli com vantagem até a Alemanha.
A peleja persistiu assim até o final, o que deu mais tranquilidade aos napolitanos. Pelo menos até o início do segundo jogo, que você pode ver aqui.
Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
Há algum tempo vinha falando sobre o pífio desempenho do Napoli no Campeonato Italiano e sobre uma possível crise como consequência deste. Muitos resultados ruins seguidos representaram uma queda significativa na tabela, fazendo com que o time se distanciasse cada vez mais da zona de competições europeias. O fato de poupar jogadores para o bem da equipe em outras competições e em detrimento da campanha na Serie A pode ter sido um motivo. Mas não podemos depositar toda a culpa pelas más apresentações nisso.
Enfim, a situação napolitana é inversa atualmente. Após ter visto sua brusca queda acontecer enquanto Roma e Inter se encontravam em franca ascensão, o time vê o contrário ocorrer. A Inter mergulha novamente em uma crise que parece sem fim e que deverá custar o emprego do técnico Claudio Ranieri, enquanto a Roma começa a se mostrar uma equipe um tanto quanto irregular. Três vitórias seguidas foram o suficiente para recolocar o clube na zona da Liga Europa. Agora, a disputa de uma competição europeia na próxima temporada pode ser uma realidade. A recolocação do clube na briga por isto já é uma.
A última vitória foi exatamente sobre a Inter, rival direta pela vaga. Ambos vinham de um três a zero. A diferença é que o Napoli aplicou este placar contra a Fiorentina, fora de casa, enquanto seu adversário fora derrotada em casa pelo Bologna pelo mesmo placar. Além disso, o descenso da Inter contrastava com a ascensão napolitana, inclusive, pelo fato de os partenopei terem ganho do Chelsea na Champions League e os nerazzurri terem perdido para o Olympique.
Apenas com Dzemaili na vaga de Hamsik, o time foi melhor que seu adversário durante toda a partida. Os azzurri chutaram mais, tiveram mais posse de bola e tiveram onze escanteios a mais que seus adversários. Porém, este domínio só se converteu em gol no segundo tempo. Antes disso, foram muitos cartões distribuídos e uma dupla substituição de Ranieri, desesperado, no intervalo. Mas nem isso conseguiu evitar um gol de Lavezzi, em ótima fase, diante de quarenta mil espectadores no San Paolo.
Mesmo tomando um gol e se vendo com um jogador a mais, devido à contestável expulsão de Aronica, a Inter não demonstrou muito perigo e se mostrou burocrática diante da derrota. Por isso, o placar permaneceu um a zero até o final da partida.
A peleja mostrou para o Napoli que agora as competições europeias são um sonho bem possível. E que a zona da Champions é logo ali...
Este é o primeiro post da série "Fizemos história", que falará sobre os times que marcaram época no futebol da Velha Bota. O primeiro retratado é Napoli da década de 80
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Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
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Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
A década de 80, sem dúvida alguma, foi a mais vitoriosa da história do clube napolitano. Sob a batuta de ninguém mais, ninguém menos que Don Diego Armando Maradona, o clube conquistou praticamente todos os títulos que detém até hoje. O trio de ataque formado pelo argentino, ao lado do italiano Bruno Giordano e do brasileiro Careca é lembrado até hoje, principalmente quando falamos da versão contemporânea deste, menos brilhante, porém tão importante proporcionalmente, formado por Lavezzi, Hamsik e Cavani.
A vitoriosa história dos áureos anos 80 começa com a mudança do nome do clube. A Associazone Calcio Napoli não obtivera resultados expressivos, só uma Coppa Italia, quando ainda estava na Serie B. Com a mudança do nome para Società Sportiva Napoli, em 1964, (que vigora até hoje), também vieram outras mudanças. O time, que havia ficado um bom tempo na segunda divisão, passou a ter bons resultados na elite do futebol italiano. A coroação veio em sua segunda conquista da Coppa Italia, na temporada 1975/1976. Porém, o apogeu só chegou no meio da década de oitenta.
Sem títulos ou resultados expressivos no início da década, o ápice veio na contratação de um jogador. Diego Armando Maradona chegou a Nápoles em 1984 após uma boa temporada no Barcelona, mas que foi marcada pelas suas confusões e problemas extra-campo, como o uso de cocaína, que culminaram em seu desligamento do clube catalão. O craque teve uma recepção de gala diante de um San Paolo lotado de torcedores que criam em uma nova era nos partenopei. Era esta que chegou.
Outra aquisição que ajudou na era de ouro do Napoli foi a de Bruno Giordano, que chegou à província após longa passagem pela Lazio e ajudou o time a conquistar seu primeiro scudetto na temporada de 1986/1987. Aliás, esta temporada foi um início com chave de ouro para uma nova era no clube. Com Maradona como artilheiro da equipe, foram 42 pontos conquistados, três a mais que a Juventus, segunda colocada naquele certame. Os partenopei alcançaram a liderança na nona rodada, em vitória de virada contra a Vecchia Signora, e permaneceram assim até o final.
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| Bruno Giordano (Foto:storiedicalcio.org) |
Foi uma campanha memorável. Naquele mesmo ano, Dieguito já chamara a atenção do mundo ao comandar a Argentina na Copa de 1986, na qual foi eleito o melhor jogador. E ele também foi o responsável por comandar uma equipe que tinha também Bruno Giordano e Andrea Carnevale brilhando. Eles fizeram cinco e oito gols, respectivamente, naquele campeonato e levaram o Napoli ao seu primeiro título nacional.
Além do scudetto, aquele ano também levou outro importante título para os azzurri. Sua terceira Coppa Italia chegou após uma épica vitória sobre a Atalanta na final. A Velha Bota inteira viu os comandados do técnico Ottavio Bianchi fazerem quatro a zero na Atalanta e levantarem a taça novamente.
O time daquele ano é lembrado até hoje pelos mais saudosistas napolitanos. Dentre os já citados craques, também estavam bons jogadores como o meio campista Salvatore Bagni e a sólida zaga que tinha Ferrario e Renica. Ferrario é o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do time na história.
Para somar a esse vitorioso plantel, no ano de 1987, quem chegou foi o atacante brasileiro Careca, já antigo sonho do clube. Após ter sido vice-artilheiro da Copa do Mundo de 1986, ele chegou para ser protagonista ao lado de Maradona e Giordano. E conseguiu.
Atual campeão, Napoli defendeu seu scudetto naquela temporada, porém, uma derrota de virada em casa, contra a Sampdoria frustrou o sonho napolitano, que viu o Milan ser campeão. Porém, o mundo via surgir o trio da MaGiCa napolitana, conhecido até hoje como um dos maiores trios ofensivos da história do esporte bretão. Maradona, Giordano e Careca podem não ter saído com o título nacional, mas saíram com o reconhecimento devido. O argentino foi o artilheiro, com quinze gols, seguido pelo brasileiro, com treze, enquanto o italiano marcou oito na competição.
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| Da esquerda para a direita: Careca, Maradona e Giordano. O trio da MaGiCa napolitana marcou época na Itália (Foto: Vivadiego.com) |
Na temporada seguinte, mais um vice campeonato para os azzurri. Onze pontos atrás da campeã Inter, o time também teve de lidar com a saída de Giordano, o que deu vida curta ao tão famoso trio. Foi mais um ano em que Careca brilhou, com dezenove gols no certame, sendo vice-artilheiro deste, atrás apenas de Serena, da campeã Internazionale.
Porém, o que marcou aquela temporada não foi o segundo vice-campeonato seguido e sim um inédito título internacional. O clube conquistou a extinta Copa da UEFA contra o Stuttgart, após ganhar um jogo por 2 a 1 e empatar o outro por 3 a 3. Naquele mesmo ano, mais um vice-campeonato, desta vez da Coppa Italia, diante da Sampdoria. Aquele time pode ter sido o melhor da era. Além de craques já citados, o time ainda contava com jogadores como Alemão, De Napoli e Francini.
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| Maradona e o troféu da Copa UEFA (Foto: forzaitalianfootball.com) |
A temporada que sucedeu a de 1988/1989 coincidiu com o fim da década e o fim da era Maradona no Napoli. Mas o fim foi glorioso. Mais um scudetto na conta dos partenopei com bela participação do argentino, de Careca e de Carnevale. Foi mais um ano de ouro para coroar e acabar com a mais vitoriosa geração do clube. Isso porque após mais uma bela campanha daquele memorável time, o seu maior craque foi pego no antidopping com cocaína e, consequentemente, expulso da agremiação.
Os anos seguintes reservaram a pior época da história do clube, que mergulhou em uma crise financeira e chegou à falência. Mas isso é história para depois. Quem sabe daqui a pouco tempo estarei escrevendo sobre como Cavani e cia marcaram época em Nápoles...
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| Cavani é a principal estrela desta já vitoriosa geração do Napoli. Hoje ele fez história. |
A história se repetiu. Na primeira fase da Champions League, nem os petrodólares do Manchester City foram páreos para um Napoli motivadíssimo e com sua torcida apaixonada. Os citizens caíram logo no começo, após terem entrado alguns como favoritos, para os aguerridos e incansáveis partenopei.
E desta vez os bilhões de Roman Abramovic não foram capazes de parar o "modesto" Napoli, que, apesar da tradição, está longe de ter o dinheiro que os Blues ostentam. A questão é: você "compra" torcedores, adquire jogadores e ganha títulos, mas tradição é algo "incomprável".
Estou falando tudo isso por causa da situação com que me deparei no Twitter. Um simpático torcedor do Chelsea começou a tuítar desmerecendo o Napoli e o Campeonato Italiano com frases como: "Nenhum time italiano pode sequer assustar qualquer time inglês" e "O Aston Villa seria campeão italiano". Como napolitano e admirador do futebol da Velha Bota, não pude ficar calado. Além do mais, os argumentos eram óbvios. É bem provável que não sobre nenhum time inglês na próxima fase da Champions League, assim como é provável que todos os times italianos que começaram a fase de grupos da competição permaneçam no certame. O detalhe é que provavelmente três dos quatro times ingleses "eliminados" da competição saiam por causa de times italianos.
Enfim, a ignorância de certas pessoas que tem um teclado e um computador e, só por isso, começam a se fazer de jornalistas, atacando sem motivos outras pessoas, times ou crenças é algo que não vem ao caso. O que quero dizer é que hoje, no San Paolo, a gana venceu a grana. O futebol de verdade prevaleceu diante da burocracia do time de André Villas Boas, que contrata quem quer e quando quer. O grande exemplo é que o craque da equipe napolitana, o uruguaio Edinson Cavani, já é alvo do Chelsea.
Hoje o que vimos foi uma vitória do futebol e uma vitória histórica. Além de tudo, pudemos afirmar sem dúvida alguma que esta geração do Napoli pode se igualar ou até ultrapassar aquela que teve Maradona como protagonista, ao lado de craques como Giordano e Careca. O retorno do simples investimento em jogadores desconhecidos e/ou baratos foi muito maior que o do megalomaníaco que o Chelsea costuma pregar. A placa no estádio San Paolo com os dizeres "Vocês tem Mata, nós temos o Matador" resumiu muito bem a situação.
Foi um dia histórico para o time italiano. A torcida, apoiando cada vez mais, viu seu time derrubar um gigante europeu (pelo menos na história recente) e elevar mais uma vez seu patamar a nível mundial. O clube vai se firmando como um dos maiores da Europa e pode sim sonhar alto. O jogo de hoje deixou isso. Nem uma pixotada incrível de Cannavaro impediu a festa napolitana, já que Lavezzi, melhor em campo, acabou com os Blues, com a ajuda de Cavani.
O jogo foi emocionante e pode ter sido o prelúdio de uma fase eliminatória que marcará época. Isso me impede, como torcedor do Napoli e amante do futebol, de entrar em quaisquer detalhes táticos ou técnicos. O que eu vi hoje foi um time fazendo história e uma geração brilhando. Nada está definido, mas a gana venceu a grana. De novo.
Napoli e Chelsea é, talvez, o duelo mais equilibrado e indefinido destas oitavas de final da Liga dos Campeões. Garantia de jogaço. Os italianos carregam nas costas a tradição vinda dos tempos de Maradona e Careca, além de terem eliminado na fase anterior, nada mais nada menos que o poderoso Manchester City, líder do Campeonato Inglês. Já o Chelsea se classificou na bacia das almas e com o momento não sendo dos melhores, a obsessão por conquistar a Champions League deve se tornar mais forte e eloquente na cabeça de atletas e torcedores.
O Napoli vem crescendo na Série A. Não perde e não sofre gols a quatro partidas, vencendo as duas últimas. A última derrota dos comandados de Mazzarri no San Paolo foi na metade de dezembro, quando tomou 3×1 da Roma. De lá pra cá, foram seis partidas, com quatro vitórias e dois empates. Honestamente, sempre gostei deste time do Napoli. Mazzarri coloca o time num esquema diferente – 3-4-2-1 – e dá certo, eles quase sempre jogam bem. E me chamam mais a atenção os três homens de frente: Edinson Cavani – autor de 16 gols nos últimos 18 jogos -, Ezequiel Lavezzi e Marek Hamsik. Podemos dizer que é o melhor ataque da Itália, e um dos dez melhores da Europa!
Já o momento do Chelsea não é legal. Os Blues ainda não venceram em fevereiro e estão a quatro jogos sem vitória. Outro problema do time londrino são os empates. São sete em toda Premier League e seis deles vindo de dezembro pra cá. Menos mal para os Blues que Drogba volta ao time – após Fernando Torres quebrar a marca dos 1000 minutos sem marcar gols -, mas não custa lembrar que o marfinense perdeu o pênalti mais importante de sua carreira na final da CAN, talvez ainda esteja abalado, vide o seu ótimo relacionamento com seu país.
Pobre Villas-Boas! Topou entrar em um desafio ambicioso e pode cair se o Chelsea não vingar na Champions. Roman Abramovich não tem paciência com os técnicos dos Blues e se não ver John Terry – que não deve jogar, assim como Ashley Cole – erguer a orelhuda, vai mandando “pofexô embora!
A crise que estava no San Paolo parece ter sumido. O péssimo desempenho no campeonato deu lugar a uma sequência de duas seguras vitórias seguidas: 2 a 0 contra o Chievo e agora, 3 a 0 contra a Fiorentina e também a uma provisória (ou não) colocação na zona da Liga Europa. Tudo parece ter voltado ao normal, principalmente no ataque, já que o tão badalado trio ofensivo da equipe teve uma atuação que não tinha há muito tempo.
A única ausência da equipe foi o goleiro Morgan De Sanctis, que foi impedido de atingir uma marca histórica por causa da gripe. O arqueiro completaria a marca de cem partidas seguidas pelos partenopei, mas foi poupado por Mazzari, tendo em vista o confronto contra o Chelsea semana que vem, pela UEFA Champions League. Por isso, Antonio Rosati, que já foi contratado há quase um ano, fez sua estreia e não comprometeu.
Depois de muito tempo "sumido", o trio ofensivo voltou com tudo. Fazendo lembra o histórico trio da MaGiCa napolitana (Maradona, Giordano e Careca), eles acabaram com o jogo. Foram precisos somente três minutos para que Hamsik desse passe espetacular para Cavani, livre, marcar. O primeiro tempo seguiu assim, com destaque para a contusão de Hugo Campagnaro aos doze minutos, quando Grava entrou em seu lugar.
Na segunda etapa, para ampliar a vantagem, novamente Cavani e Hamsik foram protagonistas. Uma tabelinha espetacular fez o dois a zero. Após lançamento, o uruguaio ajeitou com o peito e correu, com isso, o eslovaco tocou na frente e o deixou livre, para correr e marcar seu segundo no jogo. Mais uma doppieta de Cavani, dessa vez em uma bela jogada daquelas que você só vê em treino.
Após levar o segundo tento, a Fiorentina se abateu. A Viola, que até criou algumas chances depois de ter levado o primeiro, praticamente parou de atacar e deixou o Napoli dominar as ações da partida. E esse domínio se reverteu em gols. Lavezzi, que já tinha feito uma excelente jogada e quase feito um golaço, pegou a bola do meio de campo, entrou cortando a zaga e bateu, sem chances para Boruc, para deixar sua marca.
O três a zero foi especial, pois todos do trio foram bem. Cavani fez dois gols, Hamsik deu duas assistências e Lavezzi também deixou um seu. Foi uma apresentação que há muito não se via e que, com certeza, embalará a equipe em um dos confrontos mais importantes do ano, o das oitavas de final da Liga do Campeões, contra o Chelsea.
Veja os melhores momentos do jogo abaixo:
Fiorentina - Napoli 0-3 por napolicivile
Em pleno San Paolo, o Napoli tinha um jogo fácil. Pelo retrospecto anterior, era de se esperar dificuldade, o que não aconteceu. Ao contrário do que aconteceu durante muitas rodadas, o resultado foi positivo. O fraquíssimo Chievo foi quem levou de 2 a 0 do time partenopei, que, pelo péssimo desempenho de seus rivais, está muito perto da zona da Liga Europa.
O jogo foi bem tranquilo, com o placar definido no primeiro tempo. Britos, de cabeça e Cavani, de pênalti, marcaram logo na primeira etapa e definiram a peleja. Desta vez, com o time titular, Mazzari insistiu no 3-4-3 e colocou em campo o time do Napoli no papel. A única exceção foi Maggio, que deu lugar a Dossena.
Portanto, diante da empáfia do time adversário, não foi preciso ousar e, Vargas e Pandev entraram no fim, assim como Maggio e não mudaram a tônica da partida. A vitória foi garantida facilmente diante da torcida napolitana e deu uma aliviada na crise pouco antes do confronto contra o Chelsea pela Champions League.
O que já era esperado aconteceu: o Napoli novamente "amarelou" contra um adversário fácil após ter ido incrivelmente bem diante de um muto mais difícil. Como já havia dito: após uma vitória contra a Inter, uma derrota contra o Siena era algo possível. Para a sorte dos napolitanos, ao contrário do resto da competição, as semi-finais são jogadas em dois jogos.
O jogo foi horrível. Lento e sonolento, evidenciou a empáfia dos partenopei diante de um adversário fraco, mas que sabia se impor e contava com tarde inspirada do goleiro Farelli. O arqueiro chegou a fazer duas defesas espetaculares em chutes de Edinson Cavani.
Um lapso de emoção no jogo foi no gol do brasileiro Reginaldo, mais conhecido por ter namorado a ex-namorada de George Clooney do que por ser um bom jogador. Apesar disso, fez um belo gol ao aplicar um chapéu no goleiro De Sanctis. E o primeiro tempo acabou assim: com qualidade técnica ruim e vantagem para o Siena.
E quem esperava um Napoli melhor e mais aguerrido no segundo tempo, viu um time que se deixou apequenar diante do Siena e ainda levou mais um gol, marcado por Gaetano D'Agostino. A consolação foi um gol contra de Pesoli, que facilitou as coisas para o jogo de volta.
Foi mais uma partida onde ficou evidente a qualidade napolitana de se apequenar diante dos pequenos. E, pela primeira vez em muito tempo, creio que Mazzari comece a balançar no cargo. Uma eliminação na Coppa Italia e outra na Champions League, certamente o deixariam com dificuldade de permanecer no comando da equipe.










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