Após ver o Milan empatar com o Bologna por 1 a 1 mais cedo, a Juventus aproveitou o vacilo do rival, goleou a Roma por 4 a 0, neste domingo, na Arena Juventus, pela 35ª rodada do Campeonato Italiano, e abriu três pontos de vantagem na liderança da competição. Como leva a melhor no confronto direto (primeiro critério de desempate) com o time rossonero, a Velha Senhora pode ainda tropeçar uma vez que seguirá dependendo apenas de si para ficar com o título.
Com o triunfo, a Juventus soma 71 pontos contra 68 do Milan. Já a Roma estaciona nos 50 pontos e, no sexto lugar, fica fora da zona de classificação a competições europeias. A partida deste domingo também foi a última da Juventus contra uma equipe da parte de cima da tabela. Dos cinco jogos que ainda faz pela Série A, o time terá a Atalanta, 14ª colocada, como adversário mais bem posicionado.
O triunfo da equipe mandante foi encaminhado já na primeira etapa. Aos três minutos, De Ceglie cruzou rasteiro da esquerda e Vidal abriu o placar. Quatro minutos depois, o meio-campista chileno anotou mais um gol, quando aproveitou jogada de Vucinic e ampliou a vantagem para a Velha Senhora.
Aos 27, o goleiro Stekelenburg fez pênalti e foi expulso. Pirlo fez a cobrança, o arqueiro reserve Curci defendeu, mas no rebote, o próprio volante mandou para as redes. No segundo tempo, Marchisio concluiu de fora da área após boa jogada coletiva e transformou a vitória em goleada.
A Juventus, que segue invicta na temporada, voltará a campo pelo Campeonato Italiano na quarta-feira, quando visitará o Cesena, no Dino Manuzzi, às 13h (de Brasília). No mesmo dia, a Roma receberá a Fiorentina no estádio Olímpico, às 10h.
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| Del Piero comemora. Em seu jogo 700 pela Juventus, o maior ídolo da historia da Vecchia Signora decidiu a vitoria da Juve contra a Lazio, que pode valer um scudetto |
A Juventus pode não ser a melhor equipe e, inclusive, não conquistar a Serie A. Mas uma coisa é certa: Antonio Conte e suas variações táticas dão um banho nos adversários. Contra a Lazio, a equipe entrou com uma escalação que tanto permitia atuar no 4-3-3 quanto no 3-5-2. Pode parecer confuso, mas a presença de atletas versáteis como Lichtsteiner, De Ceglie e Pepe permitem que o treinador bianconero surpreenda a cada jogo. Na Lazio, Hernanes ocupou mais uma vez um lugar no banco de reservas. Até os dez minutos da primeira etapa, quem assistiu o jogo pela TV não soube a cor do uniforme de Buffon.
A Juve pressionou desde o apito inicial, mas errou muito o chamado "último passe", graças a forte marcação laziale. Mas, aos trinta minutos, Pirlo descolou ótima assistencia para Pepe, o camisa sete matou no peito e, de bicicleta, abriu o placar. Logo depois, Vidal quase marcou um golaço do meio-campo e Quagliarella perdeu ótima chance - Marchetti fez duas defesaças, impedindo que o placar aumentasse.
Na única chance clara de gol dos romanos, Mauri empatou, de cabeça, levando o jogo empatado à segunda etapa. A história continuou a mesma após o intervalo. Até que Del Piero entrou para completar 700 pela time de Turim e, de falta, garantiu a vitória da Juve e a volta à liderança. O segundo gol do capitão nesta Serie A, quarto na temporada, pode ter sido um dos gols mais importantes de sua carreira. Um gol que vale um scudetto.
| Por incrível que pareça, o zagueiro Bonucci tem tido boas atuações e virou artilheiro. Marcou nas últimas duas rodadas, dando a liderança pra Juve |
A Juventus é a nova líder do Campeonato Italiano. Neste sábado, a equipe superou o Palermo por 2 a 0, fora de casa, e chegou aos 65 pontos, na primeira posição do Calcio. O Milan, líder no começo da rodada, foi surpreendido em casa e perdeu para a Fiorentina por 2 a 1, estacionando nos 64 pontos.
Jogando longe de seus domínios, a Juventus só conseguiu abrir o placar no segundo tempo, aos 11 minutos, quando Bonucci balançou a rede do Palermo. Aos 24, Quagliarella deixou a sua marca e garantiu o importante triunfo dos visitantes. Derrotado, o Palermo permanece com 39 pontos, em posição intermediária.
Na próxima rodada do Campeonato Italiano, na quarta-feira, a Juventus vai jogar no seu estádio, contra a Lazio. O vice-líder Milan enfrenta, em Verona, o Chievo. Já o Palermo tem compromisso fora de casa, diante da Fiorentina.
Único invicto, o time comandado pelo técnico Antonio Conte vinha flertando com a ponta da tabela há muito tempo, porém pecava pelo excesso de duelos empatados. Dos 31 jogos disputados pela Juventus até aqui, 14 terminaram em igualdade, sendo que o Milan acumula cinco derrotas, mas apenas sete empates.
Neste sábado, a torcida finalmente pôde celebrar a liderança. A festa, no entanto, só começou no segundo tempo. Aos dez minutos, Pirlo cobrou escanteio com efeito pelo lado esquerdo e encontrou Bonucci. O zagueiro desviou de cabeça e ainda viu a bola passar entre os braços do goleiro Viviano e tocar a trave direita antes de entrar.
O time da casa esboçou reação aos 22 minutos. Miccoli fez boa jogada individual pelo lado direito da área e chutou cruzado, mas ninguém chegou a tempo de empurrar para a rede. Só que, dois minutos depois, Quagliarella recebeu na entrada da área e tocou rasteiro com o pé esquerdo, de primeira, no canto direito do goleiro, para ampliar a vantagem da Juventus.
No apito final, o agradecimento pelo tropeço do Milan para a Fiorentina. A única boa notícia para o antigo líder foi a volta de Cassano, que não atuava desde outubro passado por causa de acidente vascular cerebral. O atacante deixou a reserva aos 39 minutos da etapa final e viu sua equipe sofrer o segundo gol da virada nos acréscimos.
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| Artilheiro do Campeonato Italiano 2007/2008, Del Piero marcou seu primeiro gol na Serie A 2011/2012 em grande estilo: Logo no Derby D'Italia |
Após uma primeira etapa com domínio interista e fraca atuação bianconera, a mudança tática promovida por Conte nos minutos iniciais da etapa complementar desequilibrou por completo a partida a favor da Juve, que venceu o Derby D'Italia incontestavelmente, com grande atuação na segunda etapa. À Inter, o que pode-se destacar é a excelente atuação de Júlio César, que com grandes defesas, foi fundamental ao evitar a goleada no segundo tempo.
A Juventus apresentou-se no habitual 4-3-3 com o regresso de Barzagli à zaga central, já que Bonucci havia se lesionado. Retornavam também ao onze inicial Marchisio e Matri, que ficaram no banco contra o Milan na Copa Itália. Cáceres foi titular da lateral direita devido à suspensão de Lichtsteiner e, sem dúvidas, não decepcionou. Já Ranieri apostou sem seu querido, estimado, 4-4-2 ortodoxo com Poli e Stankovic no meio-campo central, e o eterno Zanetti atuando como winger pela direita. Do outro lado estava Obi. O craque dos nerazzuri, Sneijder, estava de fora, lesionado.
O jogo no primeiro tempo foi muito bom, com ritmo forte, veloz. Porém, muitas chances de gol foram desperdiçadas. De ambos os times. Buffon e Júlio César foram protagonistas ao fazerem grandes defesas ao longo de toda a peleja. Isso só mostra que o Campeonato Italiano não é chato, sonolento e ruim como alguns dizem. A componente técnica e tática do jogo italiano está anos-luz à frente do sobrevalorizado, mediático e por muitos adorado futebol inglês, apenas superior na componente física. Mas isso é assunto para outra hora.
O momento decisivo do jogo deu-se aos 53' com a mudança tática operada por Conte: Pepe e Matri foram substituídos, saindo para as entradas deo Bonucci e Del Piero. O 3-5-2 foi o esquema então adotado pela Velha Senhora que anulou por completo as investidas de ataque interistas a partir daí, e lançou os bianconeri de forma irresistível para o ataque. Cáceres, completamente sozinho à entrada da pequena área, escorou de cabeça no cantinho de Júlio César após belíssimo escanteio de Pirlo.
Pouco depois, após incrível gol perdido por Vucinic, saiu o segundo. Após belíssima jogada de Vidal e enfiada de bola linda, Del Piero recebeu na área e tocou no contrapé de Júlio César para ampliar, marcando seu primeiro gol no Campeonato Italiano 2011/2012, terceiro na temporada (havia marcado contra Roma e Milan na Copa Itália). Explosão do Juventus Stadium e vitória no Derby D'Italia.
Continua assim a perseguição ao líder Milan. Quatro pontos não são irrecuperáveis. Difícil sim, não impossível. Deve-se continuar a acreditar, vencendo jogos, se possível somando boas exibições como a desta noite.
Por João Caniço
Nada melhor que uma estrondosa goleada perante um rival para ultrapassar a terrível sequência de quatro empates. A Juventus dominou por completo uma frágil Fiorentina alcançando um resultado tremendamente encorajador para a reta final da temporada. Destaque para Vucinic, autor do primeiro gol, complementado com três assistências. Vale lembrar que o time foi muito ajudado por Cerci, expulso logo à passagem do vigésimo minuto por pontapear De Ceglie, facilitando ainda mais a tarefa aos bianconeri.
Após cumprir castigo o patinho feio Bonucci regressou à equipe, avançando Vidal para a posição habitual de voltante pela direita, relegando Giaccherini para o banco de reservas. Sem o craque Jovetic, os viola apresentaram esquema tático idêntico aos juventini com o ex Amauri isolado na frente de ataque.
Desde o apito inicial que a superioridade bianconera foi por demais evidente. Linhas próximas, futebol apoiado, rápida circulação de bola a toda a largura do terreno superiormente comandada pelo maestro Pirlo foram os principais predicados da agradável atuação da vecchia signora. Vucinic não demorou a chutarmais uma bola no poste - já tinham sido duas em Génova - para aos quinze minutos concluir brilhantemente uma veloz troca de bola com Pirlo e Marchisio. Remate forte, colocado e em arco, sem hipóteses para Boruc.
A Fiorentina esboçou uma ténue reacção, comprometida pela atitude precipitada e ingênua de Cerci. Pontapear um adversário após uma normal luta pela posição é manifestamente ridículo. Rosso tentou reorganizar a equipa com um meio-campo em losango, destapando as faixas por onde os extremos e os alas bianconeri progrediam sem grande oposição. Não tardou para que Vidal ampliasse a vantagem em um rebote de um chute dele próprio após assistência de Vucinic.
Antes da meia-hora, vantagem de dois golos e um homem a mais em campo, tudo praticamente decidido para a Juventus, que começou, a partir daí, a gerir eficaz e tranquilamente a posse de bola e o ritmo de jogo perante uma amorfa Fiorentina, que se limitou a uma boa entrada na etapa complementar. Um excelente remate de Lazzari, superiormente defendido por Buffon para o poste foi o melhor e a única chance de gol que a formação viola dispôs no encontro.
Perante este cenário não surpreendeu minimamente o avolumar do resultado na segunda parte. Marchisio reencontrou o caminho dos gols com uma bela conclusão de cabeça, Pirlo também fez o gosto ao pé com um belo desvio e Padoin marcou pela primeira vez com a maglia bianconera. Excelente exibição, ótima vitória, moral e confiança elevadas para voltar a brigar seriamente pelo título da Serie A.
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| Vucinic fez sua melhor partida pela Juve: Não só marcou 1 gol, como deu 3 assistências |
Atuando como visitante no Estádio Artemio Franchi, em Florença, a Juventus não tomou conhecimento do clube local, a Fiorentina, e massacrou com uma contundente goleada por 5 a 0.
O time não só venceu, como convenceu. Vucinic (foto) decidiu quase sozinho a maior goleada da Vecchia Signora na Serie A 2011/2012, fazendo o time de Florença sofrer sua pior derrota no Campeonato Italiano desde 1996.
O resultado manteve o time de Turim na cola do Milan, que derrotou o Parma também neste sábado por 2 a 0.
O time da casa veio a campo no 4-3-3: Lazzari, Montolivo e Olivera formava o trio de meio de campo. No ataque, Vargas atuava na ponta esquerda, Amauri (ex-Juventus) era o centro-avante e Cerci (substituto do lesionado Jovetic) jogava na ponta direita.
Vucinic abriu o placar ainda aos 15 minutos: O atacante, que tinha mandado bola na trave um pouco antes, recebeu passe de Pirlo na entrada da área e chutou colocado de pé direito, mandando no ângulo. Belo gol: 1-0
O time visitante ainda foi beneficiado pela expulsão de Cerci, seis minutos depois do gol. O atacante deu carrinho duríssimo no uruguaio Cáceres, e recebeu o vermelho direto. Assim, a equipe de Dellio Rossi saiu do 4-3-3 e foi pro 4-4-1: Amauri ficou no ataque, Olivera e Vargas nas wingers.
Com um a mais, a equipe juventina teve menos dificuldades para ampliar com Vidal: Vucinic recebeu de Pirlo na linha de fundo, protegeu e rolou atrás para o meio-campista chileno chutar. Boruc defendeu e, no rebote, o próprio Vidal apareceu pra finalizar e marcar o segundo.
Na etapa complementar, a Fiorentina continuou com seu nervosismo e só levou perigo ao gol da Juventus em um momento: Vargas cruzou bem da esquerda e Amauri completou de cabeça, pra grande defesa de Buffon. Era a chance de vingança do atacante ítalo-brasileiro contra a Juve...
Porém, depois disso, mais três gols sairiam para o time da casa: O primeiro aos 10, com Marchisio: Vucinic fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Marchisio, como um centro-avante, completar de cabeça e marcar seu sétimo gol na Serie A. Será que agora o meio-campista volta ao bom futebol?
Aos 22, Pirlo fez seu segundo gol com a camisa juventina. E foi um bonito tento: Vucinic arrancou pelo meio e enfiou boa bola na área para Pirlo tocar por cobertura, desequilibrado, na saída de Boruc. 4-0 e goleada construída.
E foi aos 27 minutos que saiu o quinto e último gol da Juventus no jogo: Vidal bateu de fora da área, a bola desviou na zaga e ficou na pinta para Padoín, em impedimento, completar pro gol e marcar seu primeiro gol com a camisa da Juventus, dando números finais ao marcador do Artemio Franchi.
Agora com 56 pontos, a Juventus manteve a distância de quatro pontos para o líder Milan. A Fiorentina, por sua vez, segue perigosamente próxima à zona do rebaixamento, na 15ª colocação e com apenas 32 pontos ganhos em 28 rodadas. A pior parte para os torcedores do time de Florença é que a equipe não passa segurança nenhuma...
A Juventus volta a campo pelo Campeonato Italiano apenas no próximo domingo, quando irá fazer o clássico contra a Inter de Milão, no Juventus Stadium. Antes disso, na terça, o time de Turim pega o Milan em casa no jogo de volta das semifinais da Copa da Itália. A Fiorentina, por sua vez, viaja no mesmo para enfrentar o Genoa no Luigi Ferraris.
Por João Caniço
A Juventus dominou praticamente toda a partida no Marassi, mandou três bolas na trave, viu o goleiro adversário faz três defesas impressionantes, teve dezesseis escanteios a favor e, como se tal não bastasse, ainda teve um gol legal anulado por impedimento. O que falta a esta equipe para marcar gols? Um pouco de sorte? Com certeza. Confiança no momento da finalização é outro fator determinante, mas falta, sem dúvidas, na Juventus o tal craque artilheiro, que não perde gols e é decisivo.
O diretor desportivo, Giuseppe Marotta, já o admitiu publicamente nos últimos dias. É certo que a vecchia signora tem boas opções ofensivas, mas nenhuma delas esta no nível de um Ibrahimovic. Esta é, sem dúvidas, a grande diferença entre o elenco dos bianconeri e dos rossoneri para esta temporada.
Conte, suspenso após a expulsão no jogo contra o Bologna, assistiu o jogo nas tribunas do Estádio Luigi Ferraris, cabendo ao seu auxiliar, Angelo Alessio, a orientação da equipe desfalcada no setor defensivo devido à suspensão de Bonucci e às lesões de Barzagli e Chiellini, o que obrigou ao recuo de Vidal para o centro da zaga, onde formou uma dupla sul-americana com Cáceres, abrindo espaço para a titularidade de Giaccherini na meia esquerda.
No primeiro tempo, os bianconeri apresentaram um futebol de qualidade e pressionaram o rival Genoa, que apostava nos contra-ataques. Desde o início do jogo Frey mostrou estar em tarde inspirada, verdadeiramente intransponível, como quando defendeu finalizações perigosíssimas de Pepe e Marchisio. Buffon não ficou atrás, defendendo espetacularmente finalização de cavadinha do atacante argentino Palacio logo nos minutos iniciais.
O panorama da peleja não se alterou na etapa complementar, com pressão juventina. No segundo tempo se iniciou um verdadeiro festival de bolas na trave, com o principal protagonismo para Vucinic, que cabeceou primeiro na trave e depois no travessão. Depois foi a vez de Pepe desviar um cruzamento de Pirlo para a mesma trave de Frey. Azar tremendo para os bianconeri. Três bolas na trave em menos de 10 minutos é dose!
Como se a falta de sorte não fosse suficiente o árbitro auxiliar acabou anulando um lance legalíssimo de Pepe, que completou cruzamento de Giaccherini. Só que desta vez o atacante italiano conseguiu fazer o gol e a Juve, assim, tem razões plausíveis para questionar a arbitragem. Ambas as equipes reclamaram de penalidades a seu favor em lances bastante duvidosos que Rizzoli deixou seguir.
Como se a falta de sorte não fosse suficiente o árbitro auxiliar acabou anulando um lance legalíssimo de Pepe, que completou cruzamento de Giaccherini. Só que desta vez o atacante italiano conseguiu fazer o gol e a Juve, assim, tem razões plausíveis para questionar a arbitragem. Ambas as equipes reclamaram de penalidades a seu favor em lances bastante duvidosos que Rizzoli deixou seguir.
Alessio tentou pressionar nos 15 minutos finais e pôs o inoperante Elia e o capitano Del Piero em campo, mas o Genoa passou a defender com uma surpreendente maior facilidade, jogando contra a ansiedade juventina para marcar seu gol, que permitiam cada vez mais transições rápidas aos grifoni. Numa delas, Kaladze obrigou Buffon a defesa difícil. Borriello nada acrescentou e assim a Juventus somava novo empate, ficando a quatro pontos do líder Milan.
Perante tamanha sequência de empates (seis nos últimos sete jogos) torna-se conveniente olhar pelo retrovisor e verificar que os mais diretos perseguidores (Napoli, Lazio, Udinese e até a dupla Roma-Inter) têm crescido e recuperado terreno nas últimas rodadas, melhorando sua pontuação. Muitos dão como certa a classificação bianconera à próxima Champions League, mas é melhor Conte e seus comandados abrirem o olho, pois podem terminar o Campeonato invictos mas sem ao menos uma vaga à UCL.
Perante tamanha sequência de empates (seis nos últimos sete jogos) torna-se conveniente olhar pelo retrovisor e verificar que os mais diretos perseguidores (Napoli, Lazio, Udinese e até a dupla Roma-Inter) têm crescido e recuperado terreno nas últimas rodadas, melhorando sua pontuação. Muitos dão como certa a classificação bianconera à próxima Champions League, mas é melhor Conte e seus comandados abrirem o olho, pois podem terminar o Campeonato invictos mas sem ao menos uma vaga à UCL.
Por João Caniço
A Juventus entrou em campo pressionada pouco depois de o Milan ter despachado o Palermo na Sicília por quatro a zero. Sem Pepe e Vidal, Conte arriscou um quase inédito 4-4-2 com Padoin e Giaccherini sobre as faixas e a dupla atacante a ser formada por Vucinic e Matri. A exibição bianconera foi pobre, sendo notória a falta de condicionamento físico e a frágil capacidade de envolvimento ofensivo, ou seja, pouca dinâmica. Apesar de invicta, é o quinto empate caseiro da vecchia signora perante equipas de menor porte. Preocupante.
A mudança táctica não trouxe grandes resultados práticos já que o Chievo apresentou-se bastante organizado e concentrado, reduzindo com efetividade os caminhos para o gol de Sorrentino que, das poucas vezes que foi chamado a intervir, se mostrou eficaz e seguro. Perante este cenário truncado lá surgiu o pé direito mágico de Pirlo para desbloquear a situação. Falta cobrada de forma exímia para Chiellini raspar na bola, levando a mesma a esbarrar no poste e a encaminhar-se na direção de De Ceglie que, em posição duvidosa, não se fez rogado e bateu de cabeça com sucesso. Quase um gol caído do céu.
Apanhados em desvantagem os gialloblù adiantaram ligeiramente as suas linhas, equilibrando a partida a meio-campo e criando uma ou outra situação de perigo. Nada digno de registo, pelo menos até ao intervalo. Do lado juventino há de se destacar um remate cruzado de Padoin para ótima estirada de Sorrentino, a tremenda desinspiração de Vucinic e a saída forçada de Barzagli devido a lesão muscular.
Apanhados em desvantagem os gialloblù adiantaram ligeiramente as suas linhas, equilibrando a partida a meio-campo e criando uma ou outra situação de perigo. Nada digno de registo, pelo menos até ao intervalo. Do lado juventino há de se destacar um remate cruzado de Padoin para ótima estirada de Sorrentino, a tremenda desinspiração de Vucinic e a saída forçada de Barzagli devido a lesão muscular.
A vecchia signora entrou bem no recomeço, parecendo querer dar mostras de resolver rapidamente a questão. Porém, o entusiasmo inicial foi-se esbatendo e, a pouco e pouco, o Chievo foi-se tornando mais contínuo no ataque à baliza de Buffon. As ameaças sucediam-se e Conte entendeu por bem ao voltar ao esquema de três zagueiros, fazendo entrar Cáceres, retirando Marchisio e, pasme-se, deixando em campo o letárgico Vucinic, vaiado sem compaixão pelos tifosi cada que vez que tocava na bola.
A substituição nada resolveu, bem pelo contrário. A Juventus recuou em demasia, colocando-se a jeito e acabou, naturalmente, por sofrer o gol da igualdade, numa transição rápida da formação de Verona, beneficiando de falhas de marcação graves do setor defensivo bianconero, materializado pelo cruzamento de Dramé, não obstante o esforço de Bonucci, verdadeiramente patético na tentativa de corte, acabando apenas por confirmar o gol.
Em desespero, Conte lançou Del Piero para o final. Uma ou outra deambulação de il capitano e um tiro de Pirlo, superiormente parado por Sorrentino, foram insuficientes para evitar a perda de dois preciosos pontos. O treinador juventino tem muitas ilações a retirar desta partida. O confronto da próxima quarta-feira, em Bologna, para acerto de calendário, assume contornos de decisivo.
A substituição nada resolveu, bem pelo contrário. A Juventus recuou em demasia, colocando-se a jeito e acabou, naturalmente, por sofrer o gol da igualdade, numa transição rápida da formação de Verona, beneficiando de falhas de marcação graves do setor defensivo bianconero, materializado pelo cruzamento de Dramé, não obstante o esforço de Bonucci, verdadeiramente patético na tentativa de corte, acabando apenas por confirmar o gol.
Em desespero, Conte lançou Del Piero para o final. Uma ou outra deambulação de il capitano e um tiro de Pirlo, superiormente parado por Sorrentino, foram insuficientes para evitar a perda de dois preciosos pontos. O treinador juventino tem muitas ilações a retirar desta partida. O confronto da próxima quarta-feira, em Bologna, para acerto de calendário, assume contornos de decisivo.
Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
O ano que sucedeu o bicampeonato e o "bi-vice" não foi de glórias. Um sexto lugar não levou a Juventus a lugar algum. Após esta temporada, o tão vencedor técnico saiu para a rival Internazionale, deixando os juventinos órfãos novamente. Depois, voltou de forma triunfal e voltou a ser vitorioso. Mas isso é história para depois...
A Juventus é o time com maior número de títulos da Serie A. Dotada de muita tradição, a Juve vem acumulando títulos nacionais desde os primórdios do futebol. Porém, sem dúvidas, a década mais marcante para a Vecchia Signora foi a de 90, quando Marcelo Lippi comandou um plantel que marcou época no futebol italiano e mundial.
Os primeiros anos da década tiveram seu brilho. Sob o comando do lendário Giovanni Trapattoni, o clube conquistou uma Copa UEFA na temporada 1992/1993. Um esboço do que viria a ser a vitoriosa era Lippi, o time de Trappatoni tinha notáveis jogadores como Roberto Baggio e Alessandro Del Piero. O título, conquistado em cima do Borussia Dortmund com 6 a 1 no agregado, era um prelúdio do que viria a ser aquela década para a massa juventina.
Devido a uma troca de dirigentes no clube, o treinador foi demitido e para seu lugar foi contratado Marcelo Lippi, que passara uma temporada no Napoli. Lippi chegou em 1994 e, logo em sua primeira temporada no comandou do time bianconero, conquistou o scudetto da Serie A.
Após ter visto o Parma liderar boa parte do certame, a Juve assumiu a liderança e começou a abrir vantagem, terminando dez pontos a frente do líder. Aquele time significava o início da era Lippi na Juve e já continha alguns jogadores que viriam a ser aproveitados e que fizeram boa campanha, como Torricelli, Conte, Ferrara, Deschamps, Tacchinardi, além de um promissor garoto denominado Alessandro Del Piero. Além desta conquista, o técnico também levou uma Coppa Italia para Turim, fechando com chave de ouro sua primeira temporada.
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| Reconhece esse cabeludo? Esse é Alessandro Del Piero, quando ainda era uma promessa e não o maior artilheiro da história do clube. |
Com o título da Serie A, veio a vaga na UEFA Champions League da temporada seguinte. Eliminando o Real Madrid e outros grandes clubes da época, o time chegou à final contra o Ajax e, nos pênaltis, ganhou pela segunda vez a Liga dos Campeões. Era uma fase iluminada para uma Juventus treinada por um treinador que tinha estrela.
E como não bastava só estrela para ganhar títulos, o clube foi às compras. Zinedine Zidane foi a grande contratação da Vecchia Signora naquela janela, onde ela investiu para conseguir mais títulos italianos. E conseguiu.
Foi um período glorioso durante duas temporadas. Na de 1996/1997, mais um scudetto foi conquistado, novamente com o Parma como vice, com boas atuações do ascendente Del Piero, de Vieri, de Padovano, de Jugovic e do estreante Zidane. Com isso, mais uma classificação para a Champions League. Novamente eliminando gigantes, a Juve ganhou de novo do Ajax, só que desta vez nas semi-finais. Na final, o adversário era um velho conhecido, que buscava "vingança". O Borussia Dortmund, que fora derrotado pelos italianos na Copa UEFA de 1992/1993, conseguiu sua vingança e deixou os juventinos com o vice-campeonato, com um 5 a 1 no placar agregado.
Com a derrota, o foco passou a ser novamente a Serie A da temporada seguinte. A diretoria trouxe nomes como Inzaghi, que fora o artilheiro da edição anterior do Campeonato Italiano, e Davids, que chegaram em Turim dispostos a buscar o bicampeonato.
Bicampeonato este que chegou. Com Inzaghi e Del Piero brigando pela artilharia, o time se valeu de sua qualidade e de seus reforços e conquistou novamente a Serie A, desta vez com a Inter em segundo. E, como de praxe, chegou à final da Liga dos Campeões, desta vez contra o Real Madrid, time que eliminara na última edição que ganhara. Novamente de cara com um rival que já batera na final, o time perdeu a decisão e amargou um "bi-vice" da competição.
O ano que sucedeu o bicampeonato e o "bi-vice" não foi de glórias. Um sexto lugar não levou a Juventus a lugar algum. Após esta temporada, o tão vencedor técnico saiu para a rival Internazionale, deixando os juventinos órfãos novamente. Depois, voltou de forma triunfal e voltou a ser vitorioso. Mas isso é história para depois...![]() |
| Pirlo cobra falta com precisão aos 22 minutos do primeiro tempo e marca. Volante teve atuação de gala com um gol (seu primeiro pela Juve) e duas assistências |
Conte escalou um time misto, no 3-5-2. Do time titular, ficaram fora Lichsteiner, Vidal, Matri, Vucinic e Pepe. Barzagli, Bonucci e Chiellini eram zagueiros, Padoin ala direito, e Giaccherini era meia central. Marchisio e Pirlo eram volantes, enquanto De Ceglie ala esquerdo. Quagliarella e Borriello jogavam na frente formando uma dupla de centro-avantes.
Já o Catania foi a campo com seu time titular, no 4-3-3. Barrientos, de brilhante atuação nos 4 x 0 do seu time contra o Genoa, era titular do time de Vincenzo Montella. O volante camisa 10 Lodi, outro que foi excelente na rodada passada, também começou jogando.
Falando do jogo, a Juve começou em cima do Catania. O primeiro lance de perigo saiu em cruzamento de De Ceglie para Marchisio cabecear por cima do gol, aos 3 minutos. Os visitantes responderam pouco depois com Izco chutando de fora da área para a defesa de Buffon.
Até que, aos 4, aconteceu o gol. A zaga da Juventus deu muito espaço e Barrientos pegou a bola de primeira após cruzamento da direita para mandar no cantinho de Buffon. Zebraça em Turim e 1-0 para os visitantes no placar.
Depois do gol, o Catania se fechou na defesa e a Juventus partiu pra cima. Em chances de Pirlo, chutando de longe, Borriello, desviando cruzamento, e Giaccherini, chutando à direita do gol, o time da casa levou perigo.
E seguia a pressão. Kosicky salvava em muitas ocasiões, como em cabeçada de Borriello. No escanteio originado deste lance, o próprio Borriello cabeceou e o zagueiro tirou em cima da linha. Na volta, Barzagli chutou e a zaga afastou em cima da linha novamente.
Mas aos 21, Quagliarella foi derrubado na entrada da área. Kosicky armou mal a barreira, ficou longe do canto protegido pela mesma e esperou a cobrança. Pirlo bateu com extrema categoria mandando no cantinho. Era óbvio que o goleiro não alcançaria. 1-1.
O time da casa conseguiu o empate, mas apenas na bola parada. O time esbarrava na péssima atuação do recém contratado Padoin, escalado na ala direita, e da dupla de ataque composta pro Borriello e Quagliarella. Os dois batiam cabeça lá na frente e se atrapalhavam muitas das vezes.
Até que, aos 25, a dupla de ataque funcionou. Pirlo lançou do meio-campo, Borriello dominou e tocou para Quagliarella, que se desvencilhou da marcação e chutou de fora da área. A bola explodiu no travessão. Logo após esse lance, Barrientos puxou contra-ataque e rolou para Lodi na entrada da área. O camisa 10 chutou forte e a bola foi na trave!
Mesmo com a bola na trave do time visitante, o domínio ainda era da Juventus. Pirlo caminhou com a bola dominada e, da intermediária, chutou. Kosicky espalmou e Quagliarella chegou chutando no rebote, mas perdeu gol incrível mandando a pelota na rede pelo lado de fora.
E parecia que a dupla de ataque da Velha Senhora, após o gol, acordou. Em dois lances criados em tabelas de Borriello e Quagliarella, o time da casa levou perigo. Na primeira, o camisa 18 finalizou da marca do pênalti e Kosicky encaixou. Depois, Borriello escorou de cabeça para Quagliarella novamente finalizar, para mais uma defesa do goleiro. E assim terminou o primeiro tempo no Juventus Stadium: Juve 1 (Pirlo) x 1 (Barrientos) Catania.
Na volta para a segunda etapa, os times voltaram sem alterações de jogadores, mas mudaram as posturas. O Catania se encolheu no campo de defesa, pois empatar fora com a líder da Serie A não era mal resultado, esperando um contra-ataque para tentar matar o jogo. Já a Juventus partia pra cima com tudo, liberando os alas e os meias, adiantando até os zagueiros para o campo de ataque.
E a tática estava funcionando para o time da casa, já que o Catania cometia muitas faltas. E cometer muitas faltas em um time que tem Pirlo é perigo certo. Aos 6 e aos 10, em cobranças de infrações, o camisa 21 levou perigo.
Conte abriu tudo, tirando os alas Padoin e De Ceglie e colocando os atacantes Vucinic e Pepe. O time foi para o 3-3-4, sem alas: Barzagli, Bonucci e Chiellini na zaga; Pirlo volante; Marchisio e Giaccherini meias; Pepe e Vucinic nas pontas; Quagliarella e Borriello na área. Aliado à mudança tática, a Juve conseguiu a vitória com a contribuição de um ex-jogador seu: Motta. O lateral direito fez com que seu próprio colega de equipe se lesionasse e deu sua melhor contribuição para o time nas últimas temporadas: Logo depois foi expulso, deixando o Catania com um jogador a menos.
Mas mesmo com um a menos, o time visitante ainda teve chance com Almirón chutando de fora da área para bela defesa de Buffon. Mas pouco depois teve resposta: Pirlo lançou para Marchisio dentro da área. O camisa 8, porém, pegou mal na bola e mandou fraca nas mãos de Kosicky.
Até que, aos 30, Pirlo bateu falta com açúcar da direita, Kosicky sai muito mal do gol (catando borboleta) e Chiellini fez, de cabeça, o gol da virada da Juventus. 2 x 1. Logo após o gol, Conte tirou Borriello para colocar o lateral direito Lichsteiner. O time então ia para o 4-2-4, largando um insano 3-3-4.
A Juventus ainda ia pra cima, buscando o terceiro gol para matar o jogo. Kosicky, que falhou em todos os gols mas fazia bom jogo, salvou o Catania em finalizações de Pepe, Vucinic e Giaccherini.
Mas aos 36, o golpe final. Kosicky saiu bizarramente mal, mandando a bola no pé de Pirlo. o volante enfiou passe açucarado para Quagliarella, livre de marcação, invadir a área e bater na saída do goleiro para marcar. 3 x 1 placar final.
A Juventus agora se concentra no jogo da próxima rodada: A 'final antecipada' do Campeonato Italiano, jogo contra o Milan em San Siro no próximo sábado. Não dá pra perder!!
JUVENTUS (3-5-2): Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Padoin, Marchisio, Pirlo, Giaccherini, De Ceglie; Borriello e Quagliarella.
CATANIA (4-3-3): Kosicky; Motta, Bellusci, Legrottaglie, Marchese; Izco, Lodi, Almiron; Gomez, Bergessio, Barrientos
Por Gabriel Jesus
Jogo atrasado, dois pontos e dois jogos atrás do Milan, contra um Parma que vem apanhando de todo mundo. Aí o que todos os torcedores juventinos pensam? Ah, Conte vai arrumar o time e vai ganhar tranquilo. Mas como é Juventus, o time só empatou em 0-0 com o Parma e continua na segunda colocação. Um jogo a menos tudo bem, mas é um jogo encardido no Renato Dall'ara contra o Bologna do ex-juventino Marco Di Vaio, ou seja em Bolonha é vencer ou vencer para voltar a liderança.
Sobre o jogo, muita polêmica. Três lances duvidosos dentro da area, na minha opinião três pênaltis 'marcáveis', em cima de Giovinco, Giaccherini e Pirlo, esse no último lance do jogo que causou revolta dos jogadores do Parma por uma suposta simulação, e dos jogadores da Juventus pela não-marcação do penal. Mas criar que é bom nada, né? Jogo fraquíssimo tecnicamente, o lance mais perigoso foi uma jogada de Chiellini que resultou numa bola na trave, de resto Juventus muito mal e o Parma idem.
Se a Juventus quiser terminar o campeonato no topo, não pode empatar tanto, verdade que tem um time consistente mas empatar tantos jogos pode fazer falta no final, tendo visto que o Milan raramente tropeça e que apesar de desfalcado mostrou contra o Arsenal que pode bater os grandes da Europa, mas como juventino sou mais os bianconeri e acredito no Scudetto.
Por João Caniço
Só o tempo o poderá confirmar, mas creio que a Juventus se reforçou com qualidade no mercado de Inverno, garantindo maior leque de opções que asseguram acréscimo de disponibilidade para variantes táticas e, igualmente significativo, diminuiu encargos salariais com a saída de vários pesos pesados que não contavam para Conte.
Efetivamente, são apenas três os reforços nesta janela de mercado: Cáceres, Padoin e Borriello. Um zagueiro, um meio campista e um atacante, ou seja, um regresso, um velho conhecido de Conte e uma paixão antiga. Comecemos então pelo uruguaio. A sua contratação vai aumentar bastante o leque de opções no setor defensivo visto que tem capacidade para actuar com qualidade no eixo da defesa e na lateral direita. Partindo do princípio que Lichtsteiner, Barzagli e Chiellini são praticamente indiscutíveis, sobra uma vaga para Bonucci, De Ceglie e Cáceres. Uma boa dor de cabeça para o treinador juventino.
Apesar dos nítidos progressos de Marrone, Conte achou por bem reforçar o meio-campo de forma a compensar a saída temporária de Pazienza e a verdade é que Padoin acabou por ser a escolha em detrimento de nomes mais cotados como Palombo ou Montolivo. É seguramente um jogador sólido, que já trabalhou com Conte na Atalanta e que pode também atuar no flanco esquerdo. Muitos fatores a pesar positivamente na sua vinda para Turim ao contrário de Borriello, catalogado de mercenário por parte significativa dos tifosi bianconeri. É provavelmente a contratação de maior risco neste mercado. Só gols e boas exibições poderão fazer com que a Juventus acione a opção de compra. Tenho muitas dúvidas do seu desempenho. Oxalá que me engane e confirme ser uma boa alternativa a Matri e a Quagliarella.
As saídas definitivas de Amauri e Toni vêm aliviar bastante a massa salarial do clube. Depois do ítalo-brasileiro recusar todas as hipóteses de transferência no mercado de Verão, os bianconeri cederam a preço simbólico o seu passe à Fiorentina, vendo-se finalmente livres de um profissional complicativo, minimizando os efeitos de um negócio verdadeiramente ruinoso para as finanças da società. Quanto ao campeão do mundo, a idade não perdoa e terá uma reforma dourada e descontraída no futebol das arábias.
Diferente parece ser o caso de Iaquinta, jogador bastante apreciado pelos tifosi, devido à garra e abnegação com que enverga a maglia bianconera. A cedência temporária ao Cesena pode relançar uma carreira em perigo pela quantidade absurda de lesões e problemas físicos que tem sofrido nos últimos anos. Um regresso a Turim para a próxima temporada não está assim colocado de parte. Poucos acreditariam que após rubricar exibições verdadeiramente desastrosas na temporada passada, o passe de Motta fosse adquirido pela Juventus. Incrivelmente assim sucedeu, embora também não seja de surpreender o empréstimo ao Catania, consequência lógica para quem não atuou um único minuto nesta temporada.
De destacar ainda a venda de metade do passe de Immobile ao Genoa, embora o ponta-de-lança formado na Juve continue a atuar por empréstimo no Pescara até final da temporada. Ciro lidera a tabela dos marcadores na Série B com 17 golos e não sei até que ponto teria sido preferível declinar a oferta do Genoa, apostando de imediato no seu regresso ao plantel juventino em detrimento da vinda do contestado e irregular Borriello. Merece ainda referência a aposta no jovem centrocampista Bouy, jogador da seleção holandesa de base.
Para terminar ficam legítimas interrogações sobre as situações de Grosso, Krasic e Elia. O lateral-esquerdo terá preferido continuar a usufruir de elevado salário até final da temporada, altura em que o seu contrato expira, do que transferir-se para um clube de menor nomeada. Quanto aos dois extremos estão também entre os mais bem pagos do plantel, foram apostas caras e as perspectivas de virem a ser utilizados com frequência por Conte na segunda metade da temporada são diminutas. De relembrar que o sérvio foi a grande figura da Juventus na temporada passada e o holandês brilhou na última Copa do Mundo. Esperava-se em Agosto passado que viessem a ser donos e senhores das faixas ofensivas da vecchia signora. Em vez disso são, de longe, as maiores desilusões da época juventina.
Apesar dos nítidos progressos de Marrone, Conte achou por bem reforçar o meio-campo de forma a compensar a saída temporária de Pazienza e a verdade é que Padoin acabou por ser a escolha em detrimento de nomes mais cotados como Palombo ou Montolivo. É seguramente um jogador sólido, que já trabalhou com Conte na Atalanta e que pode também atuar no flanco esquerdo. Muitos fatores a pesar positivamente na sua vinda para Turim ao contrário de Borriello, catalogado de mercenário por parte significativa dos tifosi bianconeri. É provavelmente a contratação de maior risco neste mercado. Só gols e boas exibições poderão fazer com que a Juventus acione a opção de compra. Tenho muitas dúvidas do seu desempenho. Oxalá que me engane e confirme ser uma boa alternativa a Matri e a Quagliarella.
As saídas definitivas de Amauri e Toni vêm aliviar bastante a massa salarial do clube. Depois do ítalo-brasileiro recusar todas as hipóteses de transferência no mercado de Verão, os bianconeri cederam a preço simbólico o seu passe à Fiorentina, vendo-se finalmente livres de um profissional complicativo, minimizando os efeitos de um negócio verdadeiramente ruinoso para as finanças da società. Quanto ao campeão do mundo, a idade não perdoa e terá uma reforma dourada e descontraída no futebol das arábias.
Diferente parece ser o caso de Iaquinta, jogador bastante apreciado pelos tifosi, devido à garra e abnegação com que enverga a maglia bianconera. A cedência temporária ao Cesena pode relançar uma carreira em perigo pela quantidade absurda de lesões e problemas físicos que tem sofrido nos últimos anos. Um regresso a Turim para a próxima temporada não está assim colocado de parte. Poucos acreditariam que após rubricar exibições verdadeiramente desastrosas na temporada passada, o passe de Motta fosse adquirido pela Juventus. Incrivelmente assim sucedeu, embora também não seja de surpreender o empréstimo ao Catania, consequência lógica para quem não atuou um único minuto nesta temporada.
De destacar ainda a venda de metade do passe de Immobile ao Genoa, embora o ponta-de-lança formado na Juve continue a atuar por empréstimo no Pescara até final da temporada. Ciro lidera a tabela dos marcadores na Série B com 17 golos e não sei até que ponto teria sido preferível declinar a oferta do Genoa, apostando de imediato no seu regresso ao plantel juventino em detrimento da vinda do contestado e irregular Borriello. Merece ainda referência a aposta no jovem centrocampista Bouy, jogador da seleção holandesa de base.
Para terminar ficam legítimas interrogações sobre as situações de Grosso, Krasic e Elia. O lateral-esquerdo terá preferido continuar a usufruir de elevado salário até final da temporada, altura em que o seu contrato expira, do que transferir-se para um clube de menor nomeada. Quanto aos dois extremos estão também entre os mais bem pagos do plantel, foram apostas caras e as perspectivas de virem a ser utilizados com frequência por Conte na segunda metade da temporada são diminutas. De relembrar que o sérvio foi a grande figura da Juventus na temporada passada e o holandês brilhou na última Copa do Mundo. Esperava-se em Agosto passado que viessem a ser donos e senhores das faixas ofensivas da vecchia signora. Em vez disso são, de longe, as maiores desilusões da época juventina.
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| Cáceres fez dois gols na sua reestreia pela Juventus. Os dois gols da vitória da Velha Senhora sobre o Milan. Os dois gols que provavelmente classificarão a Juve pra final da Copa Itália |
E que bela reestréia do uruguaio pela Juventus. No primeiro jogo de sua segunda passagem - primeira na temporada 2009/2010 emprestado junto ao Barcelona, naquela ocasião também marcou em seu primeiro jogo, contra Lazio, vitória de dois a zero no Olimpico - o camisa quatro deixou sua marca duas vezes (sendo o segundo gol um golaço) e a Juventus bateu o Milan no San Siro por dois a um, gol dos mandantes foi de EL Sharaawy.
O primeiro tempo foi fraquíssimo, com apenas uma chance clara de gol para Milan e Juventus, do Milan com El Sharaawy e pela Juventus chute de Giaccherini desviado e boa defesa de Amelia.
Segundo tempo começou muito bom, e logo no começo da segunda etapa, começava a brilhar a estrela de Martin Caceres. Giaccherini fez bom passe para o também estreante Padoin dividir com Thiago Silva e a bola sobrar para Marco Borriello bater e Amelia defender. No rebote Cáceres bateu para o fundo das redes. Depois disso, o Milan acordou e pressionou, não demorou para empatar. Bola na área por Antonini, Ambrosini ajeitou e EL Sharaawy só tocou para as redes.
E o Milan ainda pressionou, e conseguiu virar com Ibra, mas o juiz marcou toque de braço, num lance bem duvidoso. Depois disso, Conte decidiu mudar e colocar Quagliarella e Vucnic no jogo, deixando o time mais dinâmico, e com isso reequilibrou o jogo, e no finalzinho do jogo, Cáceres pegou rebote da zaga e deu belíssimo chute sem chances para Amelia, dois a um e fatura liquidada. Nada definido, claro. Mas com o jogo em Turim, e o Milan focado na Champions League quase certa a classificação juventina à final da Copa da Itália.
Buscando defender a liderança na Serie A, a Juventus recebeu o Siena em casa, e ficou no empate sem gols.
Diante da sua torcida, os anfitriões tomaram a iniciativa do jogo mantendo a posse de bola e tocando com passes curtos em busca do gol. Porém, a falta de um ritmo mais forte dava a oportunidade do Siena, recuado e bem postado em seu campo, conseguisse facilmente o desarme.
Dessa forma, a Juve não conseguia levar perigo ao adversário, mesmo tendo maior domínio da partida. As atuações apagadas de Matri e os erros frequentes de Vucinic no ataque também atrapalhava os donos da casa.
E o lance de maior perigo da equipe de Antonio Conte saiu dos pés de Pirlo, que fez uma lançamento fantástico para Lichtsteiner bater de primeira para o gol, obrigando o goleiro Pegolo a uma ótima defesa, garantindo o placar em branco no primeiro tempo.
Na etapa complementar, a Juventus deu mostras de que iria aumentar o ritmo de jogo para buscar o gol, mas mesmo com mais chances criadas, foi o goleiro Pegolo que brilhou em campo. O arqueiro do Siena realizou diversas defesas difíceis, principalmente em uma cobrança de falta no ângulo, batida por Pirlo pelo lado esquerdo do ataque.
No entanto, enquanto se garantia na defesa, o Siena pouco se aventurava no ataque, suficiente para levar pouco perigo para a Juventus, que não se achava também no campo de ataque. Dessa forma, os lideres do Calcio acabaram tropeçando e ficaram apenas no 0 a 0 em casa.
Por Gabriel Jesus
Estão assim os tifosi bianconeri nessa temporada, desde maio sem perder em jogos oficias (última rodada da temporada passada), a equipe comandada por Antonio Conte faz a primeira boa temporada desde o rebaixamento em 2006. Além de fazer boa campanha, tem um time muito equilibrado, zaga que tomou apenas 13 gols na competição e só no jogo contra o Napoli em San Paolo e contra o Genoa em Turim a equipe tomou dois gols ou mais, três a três e dois a dois, respectivamente.
E as atuações individuais também impressionam, lá atrás Buffon está pegando muito, Lichsteiner é o melhor lateral da temporada ao lado de Maggio, e Barzagli (impecável na temporada) se destacam. Ele ainda tem o excelente Chiellini ao seu lado. O único defensor que destoa em qualidade é Bonucci, que foi titular da zaga em grande parte da temporada.
O meio-campo com três homens está perfeito Tem Pirlo que é o cérebro; Marchisio que nessa temporada passou de 'eterna promessa' a realidade e jogador diferenciado; E Vidal é o típico jogador juventino, o colírio dos olhos do Conte, Arturo é o jogador que tem a garra do meio-campo.
Os atacantes que jogam abertos, Vucinic pela esquerda e Pepe pela direita, vêm ajudando muito a marcação do meio-campo e a puxar os contra-ataques para municiar Matri ou Quagliarella, mais dois jogadores de qualidade desse bom elenco juventino.
Falando em centroavantes, a Juventus não pode se queixar, tudo bem que eles têm Borriello, mas em compensação tem Quagliarella, artilheiro do time temporada passada, mesmo depois de se lesionar, e o atual artilheiro do time, Alessandro Matri. E que temporada faz o Matri, hein? Começou muito bem, teve um pequeno jejum na temporada, mas depois da partida contra o Lecce, voltou a fazer boas partidas e é cotado para estar na seleção de Prandelli para a Euro-2012, já que seus titulares Giuseppe Rossi e Antonio Cassano não irão participar.
Fora isso, o banco de reservas que Conte possui tem bastante peças de qualidade como Eljero Elia, Estigarribia, Giaccherini, o jovem Luca Marrone, sem contar com o camisa e ídolo supremo da torcida, Alessandro Del Piero. Conte ainda conta com Milos Krasic e De Ceglie, titulares da Juventus na temporada passada.
Passados 22 jogos na temporada (até a data em que escrevi esse texto, 31/01/12) a Juventus coleciona 14 vitórias e 8 empates, 39 gols marcados e 14 sofridos, contando Campeonato Italiano e Copa da Itália, e vitórias convincentes em jogos importantes contra Milan, Inter, Lazio e Udinese.
Sinceramente, não acho que a Juve vá terminar a temporada invicta, mas se no começo da temporada quase ninguém ninguém apostava nos bianconeri e até agora o time não perdeu, no mínimo a Copa da Itália deve ganhar, já que o Milan não vai com força máxima para a semifinal. E mesmo se não ganhar algum título, a torcida tem de comemorar ao menos a volta de um time competitivo, e ver a Vecchia Signora brigando pelas primeiras posições de novo.
Estão assim os tifosi bianconeri nessa temporada, desde maio sem perder em jogos oficias (última rodada da temporada passada), a equipe comandada por Antonio Conte faz a primeira boa temporada desde o rebaixamento em 2006. Além de fazer boa campanha, tem um time muito equilibrado, zaga que tomou apenas 13 gols na competição e só no jogo contra o Napoli em San Paolo e contra o Genoa em Turim a equipe tomou dois gols ou mais, três a três e dois a dois, respectivamente.
E as atuações individuais também impressionam, lá atrás Buffon está pegando muito, Lichsteiner é o melhor lateral da temporada ao lado de Maggio, e Barzagli (impecável na temporada) se destacam. Ele ainda tem o excelente Chiellini ao seu lado. O único defensor que destoa em qualidade é Bonucci, que foi titular da zaga em grande parte da temporada.
O meio-campo com três homens está perfeito Tem Pirlo que é o cérebro; Marchisio que nessa temporada passou de 'eterna promessa' a realidade e jogador diferenciado; E Vidal é o típico jogador juventino, o colírio dos olhos do Conte, Arturo é o jogador que tem a garra do meio-campo.
Os atacantes que jogam abertos, Vucinic pela esquerda e Pepe pela direita, vêm ajudando muito a marcação do meio-campo e a puxar os contra-ataques para municiar Matri ou Quagliarella, mais dois jogadores de qualidade desse bom elenco juventino.
Falando em centroavantes, a Juventus não pode se queixar, tudo bem que eles têm Borriello, mas em compensação tem Quagliarella, artilheiro do time temporada passada, mesmo depois de se lesionar, e o atual artilheiro do time, Alessandro Matri. E que temporada faz o Matri, hein? Começou muito bem, teve um pequeno jejum na temporada, mas depois da partida contra o Lecce, voltou a fazer boas partidas e é cotado para estar na seleção de Prandelli para a Euro-2012, já que seus titulares Giuseppe Rossi e Antonio Cassano não irão participar.
Fora isso, o banco de reservas que Conte possui tem bastante peças de qualidade como Eljero Elia, Estigarribia, Giaccherini, o jovem Luca Marrone, sem contar com o camisa e ídolo supremo da torcida, Alessandro Del Piero. Conte ainda conta com Milos Krasic e De Ceglie, titulares da Juventus na temporada passada.
Passados 22 jogos na temporada (até a data em que escrevi esse texto, 31/01/12) a Juventus coleciona 14 vitórias e 8 empates, 39 gols marcados e 14 sofridos, contando Campeonato Italiano e Copa da Itália, e vitórias convincentes em jogos importantes contra Milan, Inter, Lazio e Udinese.
Sinceramente, não acho que a Juve vá terminar a temporada invicta, mas se no começo da temporada quase ninguém ninguém apostava nos bianconeri e até agora o time não perdeu, no mínimo a Copa da Itália deve ganhar, já que o Milan não vai com força máxima para a semifinal. E mesmo se não ganhar algum título, a torcida tem de comemorar ao menos a volta de um time competitivo, e ver a Vecchia Signora brigando pelas primeiras posições de novo.
O jogo Parma x Juventus, válido pela 21ª rodada do Campeonato Italiano 2011/2012 e inicialmente marcado para as 17h45 da terça-feira - horário de Brasília -, foi adiado por conta da nevasca que cai sobre a cidade de Parma, no Norte da Itália.
Mais que as más condições para a partida, as autoridades locais consideraram que o público no Estádio Ênio Tardini poderia ser colocado em risco devido às condições climáticas na hora da partida - a temperatura deve chegar a -5°.
Além de Parma e Juventus, foi cancelado o jogo Sampdoria x Empoli, em Gênova, pela segunda divisão do Italiano na terça. Nesta quarta-feira ainda foram cancelados mais três jogos válidos pela Serie A: Atalanta x Genoa, Siena x Catania e Bologna x Fiorentina.
Situação não é das melhores mesmo na Bota, que sofre com uma de frio extremo. Pode durar até dez dias.
Mais que as más condições para a partida, as autoridades locais consideraram que o público no Estádio Ênio Tardini poderia ser colocado em risco devido às condições climáticas na hora da partida - a temperatura deve chegar a -5°.
Além de Parma e Juventus, foi cancelado o jogo Sampdoria x Empoli, em Gênova, pela segunda divisão do Italiano na terça. Nesta quarta-feira ainda foram cancelados mais três jogos válidos pela Serie A: Atalanta x Genoa, Siena x Catania e Bologna x Fiorentina.
Situação não é das melhores mesmo na Bota, que sofre com uma de frio extremo. Pode durar até dez dias.
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| Os atacantes Amauri, Luca Toni e Vincenzo Iaquinta saíram. Eles e outros encostos como Marco Motta saíram. O que podemos dizer? Foi uma excelente janela para a Juve |
Chegaram apenas Borriello (um atacante de regular para bom), Cáceres (coringa para Conte por poder jogar na zaga, nas duas laterais e no meio-campo) e Padoin (meio-campista que chega para o lugar de Pazienza, que foi para a Udinese).
Em compensação saíram os encostos do ataque: Luca Toni rumou para o Al Nasr, Amauri para a Fiorentina e Iaquinta para o Cesena. Os jovens Sorensen (lateral direito) e Pasquato (atacante) saíram para Bologna e para o Torino, respectivamente. Como já disse, o volante Pazienza foi para a Udinese, por empréstimo até o fim da temporada. Outro encosto, o lateral direito Marco Motta, foi para o Catania.
Antonio Conte foi pontual nos reforços. Se livra de três atacantes atualmente inúteis no elenco e um lateral direito que tinha mais marra do que futebol. Contrata um jogador para cada posição de linha. Só temos a certeza de que com estes reforços, a Velha Senhora não piora.
Análise:
O mercado da Juventus não foi surpreendente, como já havia previsto Giuseppe Marotta em entrevistas antes da abertura da janela de transferências e que ficou consolidado na última semana nas palavras de Antonio Conte: "Em time que está ganhando não se mexe."
O maior destaque nessa janela pode ser dado para as contratações de Ouasim Bouy e Jean Mbida, jovens jogadores que chegaram para integrar a equipe 'primavera' e que demonstram que a Juventus está preocupada em formar bons nomes nas suas categorias de base.
Na equipe principal, nenhum dos novos jogadores chegou para ser titular. Foram contratações pontuais para composição de elenco e para cobrir saídas que já eram esperadas como as de Toni e Iaquinta.
Marotta pecou em um ponto nesse mercado, a não contratação de um lateral esquerdo causa estranheza já que no time de Conte quem faz essa função é Giorgio Chiellini, que começou no futebol como lateral mas reconhecidamente é mais forte como zagueiro. Duas alternativas justificam a opção de Conte e Marotta por não trazer um lateral esquerdo nessa janela, a mudança de tática, Conte passou a utilizar o 3-5-2 nos últimos jogos, ou a decisão de aguardar a janela do meio do ano quando as maiores contratações são realizadas e a preferência por trazer algum grande jogador para a posição.
Entre as saídas de jogadores, tudo ocorreu conforme o esperado, nomes que não tinham oportunidades no time como Amauri, Toni, Iaquinta e Marco Motta foram embora e não deixaram saudades em Turim. Os dois jogadore que saíram que podem fazer falta são Pazienza e Sorense, que eram reservas imediatos nas suas posições mas que foram substituídos por Caceres e Padoin. Especula-se que Krasic ainda pode ir para a Rússia, onde a janela ainda está aberta, mas o jogador já deixou claro que só quer sair para um clube de tamanho igual ou maior que a Juventus.
Quem saiu:
Pazienza (M, Udinese), Iaquinta (A, Cesena), Motta (D, Catania), Toni (A, Al Nasr), Amauri (A, Fiorentina) e Sorensen (D, Bologna).
Quem chegou:
> Marco Borriello(A): veio por empréstimo da Roma por 500 mil euros com opção de compra no final da temporada por 8 milhões. Das categorias de base do Milan, passou por clubes como Sampdoria, Treviso, Reggina, Empoli, Triestina, Genoa e Roma. Tem passagens pela seleção italiana.
> Martin Caceres(D): esteve durante a temporada 2009/2010 na Juventus por empréstimo vindo do Barcelona e teve problemas com lesões na época. Ao voltar para o time de Messi foi emprestado para o Sevilla que acabou o contratando em definitivo. Chega por empréstimo no valor de 1,5M de euros e se a Juventus terminar entre os seis primeiros do campeonato é obrigada a comprar o uruguaio por 8 milhões de euros. Caceres vestirá a camisa número 4 em homenagem a outro uruguaio que jogou na Juve, Paolo Montero.
> Simone Padoin(M): a maior surpresa entre os que chegaram, em nenhum momento foi especulado na Velha Senhora. Sua contratação foi anunciada no penúltimo dia da janela e vem para ocupar a vaga deixada por Pazienza como reserva imediato de Pirlo, Marchisio ou Vidal. Foi comprado em definitivo junto a Atalanta por 5M de euros. Trabalhou com Antonio Conte na sua ex equipe e já esteve na Juventus para um 'tour' nos Estados Unidos na temporada 09/10. Padoin, que tem 27 anos, tem passagens pelas seleções italianas sub-19, sub-20 e sub-21.
> Ouasim Bouy(M): jogador holandês formado nas categorias de base do Ajax adquirido por 200 mil euros. O Milan também tinha interesse no jogador de 18 anos que recentemente esteve no Brasil e participou do amistoso do Ajax contra o Palmeiras. Tem passagens pelas categorias de base da seleção holandesa. Vai reforçar o 'primavera'.
> Jean Mbida(D): camaronês de 21 anos tem passagens pelas equipes de jovens da Internazionale e vem proveniente do Vicenza. Deve fazer parte da equipe 'primavera'. Detalhes da negociação desconhecidos.
Fechando a conta da temporada 2011/2012, Marotta gastou 95,75 milhões de euros para formar a equipe que hoje lidera o campeonato italiano. Esse valor pode subir devido a contratos como o de Caceres.
O valor arrecadado com as saídas de jogadores na temporada 11/12 é de 15,4M de euros.
O valor gasto é alto, mas nessa temporada o time tem correspondido em campo, diferente de temporadas passadas que valores similares foram expendidos e o time não 'decolou'. Esses motivos valorizam o trabalho de Antonio Conte no comando técnico e dá sobrevida a Marotta no cargo de diretor geral onde ele está garantido somente até o término dessa temporada. Andrea Agnelli renovará com Marotta? Fabio Capello já demonstrou interesse no cargo dizendo que após a Eurocopa quer voltar a trabalhar em clubes mas não como técnico. A vida de Marotta na Juventus só o futuro responderá.
Veja as análises dos outros times:
Há jogos em que definimos o rumo de cada time. O jogo entre Udinese e Juventus era um desses. Para o time friuliano a vitória era fundamental se quisesse continuar na briga pelo título, mas também porque enfrentava um concorrente direto.
Porém, os comandados de Francesco Guidolin parecem ter sentido a perda dos jogadores que foram disputar a Copa Africana de Nações. Sem Benatia, Asamoah e Badu, o treinador se viu na obrigação de improvisar. As improvisações já se mostraram pouco eficientes, vide o resultado e a maneira que o time jogou nos últimos jogos. Mesmo assim, a fim de dar consistência no time, Armero e Isla foram os volantes, utilizando o ex-palmeirense para puxar os contra-ataques.
No primeiro tempo até rendeu boas jogadas, mas o time da Juventus soube se defender. As boas defesas de Handanovic salvaram a Udinese, mas a zaga continuava dando bobeira. Numa delas, Domizzi não acompanhou e Matri abriu o marcador, após difícil defesa do arqueiro friuliano.
No segundo tempo, com Floro Flores no lugar de Abdi o time ficou mais agressivo e chegou ao empate logo nos primeiros minutos. O próprio Floro Flores aproveitou bom contra-ataque e chutou com classe, sem chances para Buffon.
A neve que caia em Turin parece ter congelado o time bianconeri de Údine, já que depois do gol, apenas mais uma chance o time criou, com Di Natale. Aproveitando as poucas chances, Matri marcou o segundo da Juventus. Sem reação, a Udinese se viu vencida mais uma vez. Se serve de consolo, a Inter tropeçou no Lecce e o time friuliano ainda permaneceu em terceiro, mas viu Juventus e Milan vencerem e dispararem na liderança.

















