O futebol é surpreendente; é mutável. Há duas semanas, Arrigo Sacchi afirmou que Juventus e Pescara eram os times que apresentavam o melhor futebol na Itália. Ao término de mais uma rodada, a equipe de Turim ocupa a segunda posição da Serie A; o outro representante do esporte bretão belo está na quarta colocação da Segundona. Quem dá a bola na Bota, porém, é o Milan, que já chama o rival bianconero para a batalha no San Siro. Neste domingo, bateu o Cesena por 3-1 no Dino Manuzzi.
As derrotas do Diavolo foram pouquíssimas nesta temporada. Uma para Juventus ali, outra para a Lazio acolá. Demorou a engrenar no começo do campeonato nacional - não como a Inter, certamente -, mas o Milan agora se encontra sozinho no topo da tabela. Das grandes partidas feitas no primeiro semestre, vem à memória os confrontos ante o Barcelona: o 2-2 na Espanha e o excelente 2-3 em Milão.
Como já disse, creio que a Serie A será decidida no próximo sábado, data da partida entre Milan e Juventus. E o time favorito é o de Nocerino & cia. De um lado, vitórias contra Udinese e Cesena, além da goleada no Arsenal pela Liga dos Campeões; do outro, a Juventus de empates contra Parma e Siena e vitória, de virada, sobre o Catania. Os resultados, contudo, não são o único fator de favoritismo do Diavolo. (Cito como outro importante o tempo de trabalho de Allegri com os mesmos jogadores).
Talvez o Milan ganhe? Talvez. Talvez a Juventus demore a vazar Abbiati como no jogo do primeiro turno e vença? É possível.
De certo apenas que o título bianconero seria zebra. Redundância, não? Mas é. O time foi montado há pouco. O treinador, caramba, é quase um novato. Só que a vontade de levar o caneco para Turim é imensa; a ganância, o desejo de esquecer nem que seja por alguns dias o Calciopoli e os títulos revogados de 2004-05 e 2005-06. Para isso precisa passar pelo primor futebolístico rossonero.
Por Murilo Moret
As derrotas do Diavolo foram pouquíssimas nesta temporada. Uma para Juventus ali, outra para a Lazio acolá. Demorou a engrenar no começo do campeonato nacional - não como a Inter, certamente -, mas o Milan agora se encontra sozinho no topo da tabela. Das grandes partidas feitas no primeiro semestre, vem à memória os confrontos ante o Barcelona: o 2-2 na Espanha e o excelente 2-3 em Milão.
Como já disse, creio que a Serie A será decidida no próximo sábado, data da partida entre Milan e Juventus. E o time favorito é o de Nocerino & cia. De um lado, vitórias contra Udinese e Cesena, além da goleada no Arsenal pela Liga dos Campeões; do outro, a Juventus de empates contra Parma e Siena e vitória, de virada, sobre o Catania. Os resultados, contudo, não são o único fator de favoritismo do Diavolo. (Cito como outro importante o tempo de trabalho de Allegri com os mesmos jogadores).
Talvez o Milan ganhe? Talvez. Talvez a Juventus demore a vazar Abbiati como no jogo do primeiro turno e vença? É possível.
De certo apenas que o título bianconero seria zebra. Redundância, não? Mas é. O time foi montado há pouco. O treinador, caramba, é quase um novato. Só que a vontade de levar o caneco para Turim é imensa; a ganância, o desejo de esquecer nem que seja por alguns dias o Calciopoli e os títulos revogados de 2004-05 e 2005-06. Para isso precisa passar pelo primor futebolístico rossonero.
Por Murilo Moret

Em jogo adiantado da 23ª rodada, a Lazio venceu o Cesena no estádio Olímpico, nessa quinta-feira, de virada por 3x2. Com a vitória o time assumiu provisoriamente a terceira posição do Campeonato Italiano com 42 pontos, uma a mais que a Udinese que recebe o Milan neste sábado. O Cesena segue sendo o penúltimo colocado com 16 pontos, quatro atrás do Siena que é o primeiro a se salvar do rebaixamento.
A Lazio com muitos desfalques entrou em campo com Marchetti, Konko, Biava, Zauri e Lulic; Ledesma, Matuzalem, Gonzales e Hernanes; Candreva e Klose. Essa foi a primeira partida do Candreva como titular biancoceleste. Enquanto pelo lado do Cesena estreava Iaquinta, formando dupla ao lado de Mutu.
O JOGO
Logo aos três minutos em bola enfiada por Gonzales para Klose e o alemão cara-a-cara com o goleiro conseguiu perdeu chutando em cima de Antonioli. E no contra-ataque, quase o Cesena marca em chute perigoso de Iaquinta, o arqueiro Marchetti teve que executar uma grande defesa.
Pressionando e praticamente dominando o adversário a Lazio pagou caro pelos desfalques na defesa e aos 13 minutos, o Mutu abriu o placar para o Cesena. Em mais um contra-ataque Iaquinta ganhou na velocidade e chutou cruzado para o meio da área onde o romeno só precisou escorar para abrir o placar.
No minuto seguinte Klose perdeu mais uma chance, dessa vez em passe de Ledesma. O alemão parecia estar nervoso, afinal gols como esses são fáceis para ele. A Lazio tem a posse de bola, mas insiste em cruzamentos que são cortados pela defesa do Cesena com tranquilidade.
Aos 32 minutos em lançamento longo Mutu recebe em posição legal e é derrubado por Konko. Pênalti e expulsão. Iaquinta cobra no canto direito e faz o segundo do Cesena.
Após a expulsão, Gonzales foi recuado para fazer a lateral-direita. E o jogo continuou o mesmo, a Lazio com a bola sem saber o que fazer com ela enquanto o Cesena se defende e espera a oportunidade para contra-atacar.
Para aproveitar os cruzamentos que o time insiste em fazer, Reja tirou Candreva, apagado no primeiro tempo, e colocou o centroavante Kozak. E logo no primeiro minuto Klose teve a chance de diminuir, mas finalizou fraco para fácil defesa do goleiro.
Enfim, a Lazio pressionou com vontade e empurrou o Cesena e diminuiu com Hernanes em um chute indefensável da entrada da área aos sete minutos. E continuou pressionando em busca do empate. E conseguiu com Lulic aos 15 minutos depois de um cruzamento da direita que passou por todo mundo e sobrou para ele completar.
A entrada de Kozak foi crucial para o empate, com seu grande posicionamento dentro da área, todas as bolas iam em sua direção. E aos 17 acontece a virada, com ele aproveitando falha da defesa do Cesena. Sensacional recuperação da Lazio.
Depois de 20 minutos de correria, o time laziale começou a administrar o jogo, tocando a bola e dominando as ações, o Cesena parecia perdido em campo, sentindo o golpe dos dois gols relâmpagos. A equipe começou a fazer diversas faltas, levando três amarelos em oito minutos. Para segurar o resultado, Reja tirou Kozak, que entrou no intervalo e cumpriu seu papel, para a entrada de Scaloni aos 35 minutos. E o time manteve a tranquilidade e venceu o jogo sem sofrer sustos.
A Lazio com muitos desfalques entrou em campo com Marchetti, Konko, Biava, Zauri e Lulic; Ledesma, Matuzalem, Gonzales e Hernanes; Candreva e Klose. Essa foi a primeira partida do Candreva como titular biancoceleste. Enquanto pelo lado do Cesena estreava Iaquinta, formando dupla ao lado de Mutu.
O JOGO
Logo aos três minutos em bola enfiada por Gonzales para Klose e o alemão cara-a-cara com o goleiro conseguiu perdeu chutando em cima de Antonioli. E no contra-ataque, quase o Cesena marca em chute perigoso de Iaquinta, o arqueiro Marchetti teve que executar uma grande defesa.
Pressionando e praticamente dominando o adversário a Lazio pagou caro pelos desfalques na defesa e aos 13 minutos, o Mutu abriu o placar para o Cesena. Em mais um contra-ataque Iaquinta ganhou na velocidade e chutou cruzado para o meio da área onde o romeno só precisou escorar para abrir o placar.
No minuto seguinte Klose perdeu mais uma chance, dessa vez em passe de Ledesma. O alemão parecia estar nervoso, afinal gols como esses são fáceis para ele. A Lazio tem a posse de bola, mas insiste em cruzamentos que são cortados pela defesa do Cesena com tranquilidade.
Aos 32 minutos em lançamento longo Mutu recebe em posição legal e é derrubado por Konko. Pênalti e expulsão. Iaquinta cobra no canto direito e faz o segundo do Cesena.
Após a expulsão, Gonzales foi recuado para fazer a lateral-direita. E o jogo continuou o mesmo, a Lazio com a bola sem saber o que fazer com ela enquanto o Cesena se defende e espera a oportunidade para contra-atacar.
Para aproveitar os cruzamentos que o time insiste em fazer, Reja tirou Candreva, apagado no primeiro tempo, e colocou o centroavante Kozak. E logo no primeiro minuto Klose teve a chance de diminuir, mas finalizou fraco para fácil defesa do goleiro.
Enfim, a Lazio pressionou com vontade e empurrou o Cesena e diminuiu com Hernanes em um chute indefensável da entrada da área aos sete minutos. E continuou pressionando em busca do empate. E conseguiu com Lulic aos 15 minutos depois de um cruzamento da direita que passou por todo mundo e sobrou para ele completar.
A entrada de Kozak foi crucial para o empate, com seu grande posicionamento dentro da área, todas as bolas iam em sua direção. E aos 17 acontece a virada, com ele aproveitando falha da defesa do Cesena. Sensacional recuperação da Lazio.
Depois de 20 minutos de correria, o time laziale começou a administrar o jogo, tocando a bola e dominando as ações, o Cesena parecia perdido em campo, sentindo o golpe dos dois gols relâmpagos. A equipe começou a fazer diversas faltas, levando três amarelos em oito minutos. Para segurar o resultado, Reja tirou Kozak, que entrou no intervalo e cumpriu seu papel, para a entrada de Scaloni aos 35 minutos. E o time manteve a tranquilidade e venceu o jogo sem sofrer sustos.
| É Iaquinta, tá difícil... |
Nada é tão ruim que não possa piorar. E o Cesena que o diga! O time que está na penúltima posição da Serie A, não satisfeito em ficar cada vez mais perto da segunda divisão, teve atuação pífia no mercado de inverno. O planejamento é inexplicável. Não há explicação plausível para tais negociações.
O ataque talvez fosse o principal setor da equipe. Municiados por Parolo, Raphael Martinho e Candreva (agora na Lazio), Mutu e Éder faziam uma dupla que destoava em relação ao resto do time e em relação à posição em que ele se encontrava. O já experiente romeno é o artilheiro da equipe no campeonato, e quem o seguia era o brasileiro Éder. Seguia, pois o atacante foi negociado por empréstimo com a Sampdoria. Por empréstimo, ou seja, sem ou com baixa compensação financeira. Portanto, o time se livrou dele como se ele fosse um encostado para mandá-lo para um time da segunda divisão. Inexplicável.
Quase na mesma barca que Éder, outros dois atacantes saíram. Bogdani e Ghezzal rumaram definitivamente para Siena e Levante, respectivamente. Com essa limpa total de atacantes no elenco, é questionável: "Então tá, mas quem chegou no lugar deles?". Chegou um campeão do mundo. Mas isso não necessariamente é bom. Vincenzo Iaquinta chegou aos cavalos marinhos, por empréstimo, com muita coisa na bagagem, mas sem jogar há muito tempo. Ele estava há tempos amargando a reserva da Juventus sem sequer jogar. Com trinta e dois anos, não creio que ele tenha desaprendido a fazer gols, mas pode levar muito tempo para que ele volte a encontrar o caminho das redes.
Além de Iaquinta, desembarcaram em Cesena os meia atacantes Santana e Del Nero, outros dois que não jogavam com regularidade há muito tempo em seus times (Napoli e Lazio, respectivamente) e o zagueiro Moras, que estava no Swansea, da Premier League. Além deles, Pudil, que está emprestado pelo Granada, já jogou pela equipe, assim como Moras.
Detalhe: em toda esta janela, o Cesena se desfez de oito jogadores, porém apenas dois foram por empréstimo. Mas de todas as contratações, apenas uma foi em definitivo.
Do jeito que se saiu no mercado de inverno, o Cesena parece conformado com a Serie B.
Veja as análises dos outros times:
Catania 1 x 1 Parma
Antes de o jogo começar, a diferença entre as duas equipes era de um ponto. Depois de terminar, permaneceu da mesma forma. Ambos times perderam uma boa oportunidade de se afastar cada vez mais da zona de rebaixamento. O Catania segue em 15°, com 23 pontos, enquanto o Parma encontra-se em 11°, com 24 pontos. O jogo em si foi bem equilibrado, mas com leve vantagem do Catania, time da casa, que abriu o placar com Bergessio, mas que viu o Parma empatar exatamente dez minutos depois, com Modesto.
Fiorentina 2 x 1 Siena
Mesmo com menos posse de bola, o jogo foi da Fiorentina, até pelo maior número de finalizações. O jogo marcou a estreia do ex-juventino Amauri, que se transferiu para Florença há poucos dias. Porém, quem salvou a Viola na peleja foi, como sempre, o montenegrino Jovetic, que abriu o placar rapidamente, aos 4 minutos. O Siena não apresentou tanto perigo para empatar, principalmente quando, aos 63 minutos, Natali aumentou a vantagem para o time da casa no Artemio Franchi. Porém, conseguiu um gol de honra com Calaio, em pênalti, aos 89 minutos. Voltando a falar da estreia do ítalo-brasileiro, ela não foi nada empolgante, foram 87 minutos em campo, até quando foi substituído por Ljacic, e nenhum gol ou grande participação.
Cesena 0 x 1 Atalanta
Apesar de jogar em casa, o Cesena foi pressionado pela Atalanta o jogo inteiro. O time de Bérgamo manteve seu adversário na penúltima colocação do campeonato. E para coroar a péssima campanha e o péssimo jogo, o time da casa ainda perdeu com um gol contra de Rossi. Já do lado bergamasco, o único problema foi a expulsão de Denis, que é, talvez, principal jogador da equipe. O único atacante do 4-4-1-1 do técnico Stefano Colantuono e um dos artilheiros do campeonato levou o segundo amarelo aos 80 minutos de jogo. Com isso, a Atalanta ficou na 13ª posição, já que começou o campeonato com 6 menos devido ao escândalo de manipulação de resultados. Se não fosse a punição, estaria na oitava colocação.
Palermo 2 x 0 Novara
Com dois gols de Budan, o Palermo encostou no Napoli e afundou ainda mais o Novara, que encontra-se na lanterna da competição, com sete pontos de diferença para o Siena, o último time fora da zona da degola. Com mais uma bela atuação de Miccoli, o principal remanescente do time da temporada passada, que deu duas assistências, o time da casa confirmou o favoritismo com autoridade. Quanto ao Novara, resta rezar para um milagre para se salvar do rebaixamento.
| Quem diria? Goran Pandev foi o salvador da pátria mais uma vez. |
Após um simples 1 a 1 contra o Siena, os partenopei acabaram o primeiro turno em sétimo lugar, ao serem ultrapassados pela Roma. Agora, a zona da Liga dos Campeões está cada vez mais distante. Nove pontos separam Mazzari e seus comandados da Udinese, terceira colocada e última na zona da UCL.
Enfim, mais uma vez o Napoli tropeçou quando não podia. E dessa vez o jogo teve um fator atípico: Edinson Cavani desperdiçou uma penalidade, o que não acontece todo dia. Mesmo assim, uma situação inesperada se repetiu. A exemplo de como foi contra o Cesena, na estreia de Vargas, quando fez um gol no final e garantiu a classificação napolitana para a fase seguinte da Coppa Italia, o reserva Goran Pandev, o Imperador da Macedônia, salvou a equipe com um gol providencial. Antes de tudo isso, Calaio já havia aberto o placar para o Cesena.
E a próxima edição da Champions League vai se distanciando cada vez mais...
Por João Caniço
![]() |
| Marchisio comemora seu gol nesse 2 a 0 sobre o Cesena: ele é sem dúvidas o grande jogador dessa Serie A |
Conte tinha dado antecipadamente o repto. O jogo com o Cesena é um daqueles onde se tem muito a perder e nada a ganhar. Previsão certíssima. Durante 72 longos minutos os adeptos bianconeri questionavam-se: como transpor a muralha que havia se transformado o veterano Antonioli? A resposta sintética encontra-se no título deste texto.
O desafio foi de sentido único. Pouca história, portanto. Juventus com domínio quase total, enorme diferença na posse de bola e muitas chances de gol desperdiçadas. Pazienza estreou como titular, beneficiando-se da ausência do castigado Pirlo. Fazendo jus ao nome e à exibição juventina actuou como um verdadeiro relógio suíço, inexcedível no passe cadenciado para o dinâmico Vidal e para o versátil Marchisio. Apesar da boa prova, não fez esquecer o habitual maestro.
Em tarde francamente desinspirada esteve Matri, completamente desastrado na finalização, acabando por não surpreender a precoce entrada de Quagliarella para o seu lugar. Pepe não conseguiu voltar a ser decisivo como nas últimas partidas e o próprio Vucinic mostrava-se algo fatigado, saindo também cedo da partida para dar lugar ao azarado Del Piero, vítima de entrada assassina de Rossi. Il capitano não ganhou para o susto. Teve que sair de imediato e passar pelo hospital onde foi suturado com oito pontos na cabeça.
O lance que envolveu a lesão de Del Piero acabou por ser apenas um exemplo da péssima arbitragem realizada pela equipa liderada por Doveri. Falta claríssimas que se transformaram em escanteios.Escanteios que passaram a tiros-de-meta. Barreiras a cinco-seis metros das marcas onde se cobravam as faltas. De tudo um pouco se viu, mas quem assistiu ao jogo certamente se perguntará como é que Rossi conseguiu acabar a partida. Um amarelo é demasiado redutor para quem distribuiu pancada sem o menor pudor. O penalty assinalado a Antonioli e consequente vermelho são ridículos. Não há rigorosamente nada sobre Giaccherini. Em suma, arbitragem péssima.
Voltando à paciência, merece amplo destaque a forma concentrada como a Juventus atuou até ao gol inaugural. Sem nunca perder a cabeça, nem arriscar demasiado, mais uma prova de grande maturidade. Palavra final para Marchisio, o obreiro que destruiu a muralha. Com um trabalho técnico notável, retirou um adversário da frente, disparando de pé esquerdo, forte e colocado, para mais um gol magnífico. O sexto da temporada e o décimo sexto pelos bianconeri. Lippi afirmou esta semana que Il Principino é um verdadeiro fora de série, ao nível dos grandes meio campistas europeus como Gerrard e Lampard. Corroboro a opinião e complemento: Marchisio é a grande figura da Juventus e do futebol italiano nesta temporada.
Por George Raposo, da SS Lazio Brasil

Lazio (4-3-1-2): Marchetti, Stankevicius (63′ Lulic), Diakitè, Dias, Konko, Gonzalez, Ledesma, Brocchi (86′ Cana), Hernanes (68′ Matuzalem), Klose, Cisse.
Gols : 14′ Mutu; 47′ Hernanes (penalti), 54′ Klose.
Cartões Amarelos: Hernanes para a Lazio, Rossi, Parolo e Comotto pro Cesena

A Lazio enfim conseguiu a sua primeira vitória. Após uma fim de semana conturbado que culminou em um pedido de demissão do técnico Edy Reja, o time da capital conseguiu uma boa virada em apenas 10 minutos contra o Cesena fora de casa.
O time escalado para a 4ª rodada da Série A teve uma pequena, mas considerável mudança em relação aos outros jogos. A tática foi o 4-3-1-2 da última temporada. O principal problema do time nos últimos três jogos foi a lateral-esquerda, então Reja entrou com o seu melhor lateral, Konko, no flanco esquerdo. Stankevicius fez sua estreia no time titular pelo lado direito. O meio foi formado por Gonzalez, Brocchi e Ledesma. Hernanes na armação e Cissé e Klose no ataque.
O time começou tímido e logo aos 14 minutos, o romeno Mutu abriu o placar em mais um erro coletivo da defesa biancoceleste. A cabeça de Reja deve ter esquentado, pois parecia que viria mais uma noite ruim. O time estava sendo envolvido pelo quadrado do meio do Cesena.
A dupla de ataque resolveu aparecer e criou boas oportunidades para o empate. Aos 19 Klose quase empatou com um chute de direita que exigiu grande defesa de Ravaglia no canto. Num contra-ataque aos 30, Cissé apareceria livre se não tivesse sido surpreendido por Ravaglia na linha da grande área. A outra alternativa eram os chutes de fora da área, Hernanes aos 38 e aos 41 tentou o remate, mas parou em um seguro Ravaglia, o nome do primeiro tempo.
A Lazio foi para o intervalo com uma sensação de injustiça. E voltou do vestiário com uma mentalidade ainda mais atacante. Logo no início Diakité sofreu pênalti de Rossi. Hernanes cobrou para empatar o jogo logo aos 47 minutos.
O gol atordoou ainda mais o Cesena e logo depois Ravaglia novamente salvou um quase gol de Cissé. A Lazio apertava e a virada parecia só questão de tempo. Aos 53, após uma bela assistência de Cissé, Klose finalizou de direita e colocou um pouco de justiça no placar. A virada laziale deixou o treinador Reja aliviado, assim como a torcida.
O jogo foi resolvido em menos de 10 minutos e o Cesena tentou ainda buscar o empate, mas sem forças para tal. A Lazio vivia de contra-ataques esparsos que não resultaram em chegadas perigosas. O time apenas administrou o resultado. Aos 63’ Lulic entrou no lugar de um extenuado Stankevicius que falhou no gol alvinegro.
Aos 68’ foi a vez de Matuzalem entrar no lugar de Hernanes, único homem responsável pela armação do time. Após sua saída Ledesma foi encarregado de jogar por ali, e todos sabem que essa não é a dele. Reja sofre com a contusão de Mauri e a falta de um substituto para a armação de jogo. Além disso, Hernanes não vem fazendo um grande começo de temporada com atuações até agora discretas.
No fim do jogo, aos 86’, foi a vez da entrada de Cana no lugar de um Brocchi que saiu machucado. Já é, de antemão, dúvida para o próximo jogo contra o Palermo no Olímpico. Apesar de uma pressão no fim do jogo, o resultado foi tranquilo para a Lazio. Que agora tem 4 pontos em 3 jogos.
Ficha técnica:
Cesena (4-3-3): Ravaglia, Comotto, Von Bergen, Rossi, Lauro, Parolo, Guana, Colucci (60′ Meza), Eder (54′ Ghezzal), Mutu, Candreva. A disp: Calderoni, Ceccarelli, Rodriguez, Martinho, Livaja.Lazio (4-3-1-2): Marchetti, Stankevicius (63′ Lulic), Diakitè, Dias, Konko, Gonzalez, Ledesma, Brocchi (86′ Cana), Hernanes (68′ Matuzalem), Klose, Cisse.
Gols : 14′ Mutu; 47′ Hernanes (penalti), 54′ Klose.
Cartões Amarelos: Hernanes para a Lazio, Rossi, Parolo e Comotto pro Cesena

Nesta quarta-feira (21) a Lazio irá enfrentar o Cesena fora de casa, no Stadio Dino Manuzzi, pela 4ª rodada da Serie A.
O time da casa vem de derrota para o Catania, e tentará se recuperar em casa. O destaque no meio-campo é Parolo, bom jogador, que, inclusive, foi sondado pela Lazio na última janela de transferências. O técnico Marco Giampaolo não poderá contar com Rannella e Antonioli. Deve mandar o time à campo jogando num 4-3-3, com um trio de atacantes perigoso: o brasileiro Éder, o rodado e experiente Mutu e o bom atacante Candreva.
![]() |
| Giampaolo deve escalar o time no 4-3-3 (Foto: Corriere Dello Sport) |
A Lazio vem de uma derrota em casa, contra o Genoa. O ambiente está conturbado e o técnico Edy Reja chegou até a pedir demissão, mas desistiu e segue no cargo. A pressão no lado biancoceleste é enorme, e um novo tropeço só pioraria as coisas. Mauri e Radu continuam lesionados, Biava se junta a eles, devido ao choque com Ledesma na última partida. O último já está recuperado. Diakité será titular na zaga. Lulic, que também saiu lesionado no último jogo e deve ficar no banco. Stankevicius deve ser improvisado na lateral-esquerda. Álvaro González deve ganhar a vaga de Sculli no meio. A novidade é a volta de Lorik Cana, que ficará no banco de reservas.
![]() |
| Em meio ao clima conturbado, jogadores da Lazio fazem treino descontraído (Foto: Corriere Dello Sport) |
Prováveis formações:
Cesena (4-3-3):
Ravaglia; Ceccarelli, Von Bergen, Rossi, Lauro; Parolo, Colucci, Guana; Éder, Mutu, Candreva.
Técnico: Marco Giampaolo.
Lazio (4-2-3-1):
Marchetti; Konko, Diakité, Dias, Stankevicius; Brocchi, Ledesma; González, Hernanes, Cissé; Klose.
Técnico: Edy Reja.
Ficha do jogo:
Data e horário: 21-09/2011 20h45 (horário local), 15h45 (horário de Brasília);
Local: Stadio Dino Manuzzi, Cesena;
Arbitragem: Árbitro - Domenico Celi, Auxiliares - Nicoletti e Tonolini, 4º Árbitro - Russo.

.jpg)


