| Por incrível que pareça, o zagueiro Bonucci tem tido boas atuações e virou artilheiro. Marcou nas últimas duas rodadas, dando a liderança pra Juve |
A Juventus é a nova líder do Campeonato Italiano. Neste sábado, a equipe superou o Palermo por 2 a 0, fora de casa, e chegou aos 65 pontos, na primeira posição do Calcio. O Milan, líder no começo da rodada, foi surpreendido em casa e perdeu para a Fiorentina por 2 a 1, estacionando nos 64 pontos.
Jogando longe de seus domínios, a Juventus só conseguiu abrir o placar no segundo tempo, aos 11 minutos, quando Bonucci balançou a rede do Palermo. Aos 24, Quagliarella deixou a sua marca e garantiu o importante triunfo dos visitantes. Derrotado, o Palermo permanece com 39 pontos, em posição intermediária.
Na próxima rodada do Campeonato Italiano, na quarta-feira, a Juventus vai jogar no seu estádio, contra a Lazio. O vice-líder Milan enfrenta, em Verona, o Chievo. Já o Palermo tem compromisso fora de casa, diante da Fiorentina.
Único invicto, o time comandado pelo técnico Antonio Conte vinha flertando com a ponta da tabela há muito tempo, porém pecava pelo excesso de duelos empatados. Dos 31 jogos disputados pela Juventus até aqui, 14 terminaram em igualdade, sendo que o Milan acumula cinco derrotas, mas apenas sete empates.
Neste sábado, a torcida finalmente pôde celebrar a liderança. A festa, no entanto, só começou no segundo tempo. Aos dez minutos, Pirlo cobrou escanteio com efeito pelo lado esquerdo e encontrou Bonucci. O zagueiro desviou de cabeça e ainda viu a bola passar entre os braços do goleiro Viviano e tocar a trave direita antes de entrar.
O time da casa esboçou reação aos 22 minutos. Miccoli fez boa jogada individual pelo lado direito da área e chutou cruzado, mas ninguém chegou a tempo de empurrar para a rede. Só que, dois minutos depois, Quagliarella recebeu na entrada da área e tocou rasteiro com o pé esquerdo, de primeira, no canto direito do goleiro, para ampliar a vantagem da Juventus.
No apito final, o agradecimento pelo tropeço do Milan para a Fiorentina. A única boa notícia para o antigo líder foi a volta de Cassano, que não atuava desde outubro passado por causa de acidente vascular cerebral. O atacante deixou a reserva aos 39 minutos da etapa final e viu sua equipe sofrer o segundo gol da virada nos acréscimos.
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| Com grande atuação, Miccoli impediu o retorno da Udinese às vitórias e complicou ainda mais a briga do time de Friulli pela vaga na Champions |
Por Caio Dellagiunista
Mais um tropeço da Udinese na campanha que vinha sendo
brilhante. Mesmo sabendo das dificuldades de se enfrentar o Palermo, na Ilha da
Sicília o empate, mesmo após ter saído atrás do marcador, não foi bom, isso por
que apesar do Napoli ter tropeçado, a Lazio conseguiu, já no final do jogo uma
importantíssima vitória. Um jogo difícil que ficou ainda mais complicado quando
Miccoli abriu o placar. A Udinese era irreconhecível no jogo, ainda mais depois
que Guidolin deixou de fora Armero e Fernandes.
Mas foi só no segundo tempo, principalmente com a entrada de
Pereyra que o time engrenou. O futebol vistoso do início da temporada até
apareceu, mas o faro matador de Di Natale não. Então, coube a Torje empatar a
partida já nos minutos finais. Empate que faz com que a Udinese caia para a
quinta colocação, três pontos atrás da Lazio, último time com a vaga na
Champions League. Mas, muito mais que pensar na Champions, os bianconeri devem
ficar atentos e não pagar o mico de nem pra Liga Europa conseguir vaga.
Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
O título desse post significa bem mais do que a tão besta cantiga de ninar, ressalta Fabio Borini. O atacante mais uma vez viu sua estrela brilhar e ser peça-fundamental da Roma. Dessa vez, o italiano que vem chamando a atenção de Cessare Prandelli, foi responsável por marcar o gol que deu a vitória aos gialorossi sobre o Palermo por 1 a 0, fazendo com o clube da cidade eterna se reencontrasse com o caminho da vitória, já que o time vinha de uma sequência de duas derrotas.
O triunfo mantém a Roma na 6ª colocação da tabela e o sonho de participar da UEFA Europa League segue aceso, apesar do fato de que a dificuldade é enorme, já que é necessária uma série de resultados até o fim do campeonato para o time conseguir entrar na zona que dá vaga a competição. Contudo, o Calcio é imprevisível e, com certeza, surpresas poderão acontecer.
Deu gosto de se ver os comandados de Luis Enrique jogarem. Mesmo com alguns desfalques importantes (o goleiro Stekelenburg e o atacante Osvaldo não jogaram por estarem suspensos e, Pjanic machucado também não participou da partida), o técnico espanhol conseguiu armar muito bem sua equipe em um 4-3-3, esquema que possibilitava que o time mantivesse a posse de bola e trabalhasse ela de maneira organizada.
O gol da partida veio logo aos 9 minutos da etapa inicial, o jovem Ezequiel Muñoz bobeou demais, deixou as bolas nos pés de Lamela, que deu um passe de gênio, mostrando que pode jogar em melhores condições aparecendo pelo meio do que pelas pontas, para Borini sair na cara do goleiro e ter a calma necessária para marcar seu 7° gol nos últimos 8 jogos. Com isso provou a estrela que tem e a importância dele em meio ao plantel romanista.
No restante da 1ª etapa, pudemos ver uma Roma jogando de maneira contundente e com bastante autoridade. A defesa, que foi obrigada a contar com Kjaer, já que o não menos pior Juan está machucado, conseguia se posicionar bem. Mesmo assim o goleiro Lobont foi obrigado a trabalhar em algumas oportunidades, entretanto, nada de alarmante visto que o Palermo jogava em casa e era obrigado a correr atrás do empate buscando partir pra cima.
No segundo tempo, o meio-campo do time de Luis Enrique seguiu bem posicionado, tanto que o Palermo encontrava muitas dificuldades para armar o jogo, ainda mais que seu principal articulador, Zahavi, estava completamente anulado. Quanto à linha de frente romanista, o trio formado por Lamela, Borini e Totti conseguia criar boas jogadas, ainda mais quando os laterais Rosi e José Angél subiam com mais frequência, criando mais uma alternativa de jogadas.
O panorama da partida só veio a mudar quando Ilicic e Hernandez entraram no Palermo no lugar dos decepcionantes Zahavi e Budan. Com dois jogadores mais dispostos a jogar, o time partiu pra pressão e conseguiu chegar com muito perigo, forçando a Roma a se recuar. Lobont trabalhou bem e a linha defensiva se segurou do jeito que deu até o fim, mantendo bem o placar favorável.
No final, um placar justo de 1 a 0 para a Roma e o sinal de que o time pode sim jogar bonito como Luis Enrique, mas, para isso, é preciso de calma e paciência para a adaptação dos jogadores. Já para o Palermo resta o consolo e mais dor de cabeça para Bortolo Mutti que segue sem encaixar bem a equipe, já acumulando uma sequência de três resultados negativos.
Por Gabriel Jesus
Outra goleada fora de casa em rodada de tropeço da Udinese e outra atuação medíocre da defesa, que era uma das principais do campeonato, já tem 29 gols contra (13 nos últimos 4 jogos).
O Palermo abriu três a zero ainda no primeiro tempo com Barreto, Donati e Silvestri e ainda buscava o quarto no primeiro tempo com chutes de longa distância. Do lado da Lazio, nem Klose nem Hernanes faziam algo, time sofria com a falta de criatividade do meio e Klose não recebeu uma bola sequer no primeiro tempo.
A Lazio, mesmo com o empate da Udinese, é ultrapassada e cai para quarta colocação na competição nacional, ambas com 42 pontos e a 4 da Roma, que é quinta colocada.
Na próxima rodada o time laziale recebe a Fiorentina que vem de derrota para o Napoli em Florença, enquanto o Palermo viaja a Siena para pegar os donos da casa, que sofreram goleada de quatro a um contra o Lecce em Via Del Mare.
Por Arthur Barcelos (título por João Pedro Almeida)
Numa rodada marcada pela baixa temperatura e muita neve em quase todos os jogos (quatro foram adiados), Inter e Palermo não “sentiram” os 2ºC negativos que fez em Milão nesta quarta-feira, e num jogo muito quente e emocionante, deu empate.
Antes freguês, o Palermo vai sendo uma pedra no sapato da Inter. Na temporada passada um 4-3 emocionante no Giuseppe Meazza, em que a Inter virou no segundo tempo com dois gols de Pazzini. Nesta temporada, outro 4-3, porém melhor para os rosaneri, que conquistaram o triunfo em casa. O jogo desta quarta-feira não foi diferente, um vira-vira espetacular, que contou com a marca de Diego Milito e Fabrizio Miccoli.

Funcionários do Giuseppe Meazza removem a neve sobre a lona de proteção (Getty Images)
Com Samuel poupado, Ranieri optou por Lúcio-Ranocchia na zaga, além de Poli na vaga de Thiago Motta (vendido ao PSG), enquanto o recém-contratado, Angelo Palombo, no banco. AO invés do 4-3-1-2, o técnico optou por manter o 4-4-2 em linha, com Sneijder aberto na esquerda. O início do jogo foi melhor para o Palermo, que tocava melhor a bola e cadenciava o jogo. Porém foi na bola parada que saiu o primeiro gol: aos 16′ Miccoli bateu o escanteio, ninguém afastou e Mantovani livre de marcação apenas escorou. Seis minutos mais tarde, Maicon cruzou na área adversário, Silvestre cortou e a bola acabou sobrando para Diego Milito, Il Principe ajeitou e acertou um belo chute cruzado, sem chances para Viviano.

A partir de então, a Inter dominou a peleja. Ora com Maicon e Zanetti na direita, ora com Sneijder sempre buscando tabelas e o chute de fora da área, à esquerda. Entretanto, nada de gols.
Na volta do intervalo, nenhuma mexida. Pouco depois, aos 52′, Budan passou para Miccoli, que sem muitas dificuldades passou por Ranocchia e chutou cruzado, no canto de Júlio César. A alegria rosanera não durou muito. Exatos três minutos posteriormente, Nagatomo foi derrubado na área. Na cobrança, Diego Milito marcou sua doppietta. Com o 2-2, a Inter se lançou ao ataque. Aos 61′, Diego Milito recebeu na entrada da área, driblou Viviano e fez o sua tripletta, o gol da virada. Porém cinco minutos depois Balzaretti cruzou a bola, Miccoli se antecipou de Nagatomo e acertou uma bela cabeçada, de peixinho, igualando o placar. Não perca a conta: 3-3.
Parou nisso? Nana, nina, não. Três minutos depois, aos 69′, Javier Zanetti fez jogada pelo flanco direito, passou para Pazzini, o italiano errou o chute e a bola sobrou para Diego Milito, marcar o quarto gol da Inter, e seu quarto gol no jogo (fazendo seu primeiro Poker com a maglia nerazzurra). 4-3. Quando tudo se encaminhava ao final do jogo e a equipe de Ranieri chegaria a sua 12ª vitória na Serie A, Miccoli, de novo, empatou tudo aos 85′. 4-4. Nos minutos finais, claro, ambos os times foram em busca do quinto gol, sem sucesso. Então aos 94′ Marco Guida deu o apito final.
Com os quatro gols, Diego Milito chega a marca de 12 na Serie A (13 na temporada), à apenas três tentos de Ibrahimovic e Di Natale. O jogo eletrizante no Giuseppe Meazza servirá para Claudio Ranieri corrigir os erros graves cometidos pela defesa. Deixar Miccoli no mano-a-mano foi o mais grave deles. Palombo, que entrou aos 65′, fez uma partida mediana, participando do quatro gol, quando deu o passe para Il Capitano Zanetti. Já o outro reforço, Fredy Guarín, esteve presente no estádio, porém deverá estrear na Inter apenas daqui a duas semanas.

Com o empate em casa, a Inter permanece na quinta colocação, com 36 pontos, à cinco da Udinese (2-1 no Lecce) e à três da Lazio (2-0 no Milan). O próximo confronto será contra a Roma, na capital italiana, neste sábado (04/02), às 17h45.

Atualizado às 20h
Ficha Técnica
Local: Estádio Giuseppe Meazza (Milão – Lombardia – Itália)
Data/Horário: 1º de fevereiro, quarta-feira, às 17h45 (de Brasília)
Árbitro: Marco Guida
Cartões amarelos: Obi, Ranocchia (Inter); Muñoz (Palermo)
Gols: Mantovani (Palermo), aos 16′; Milito (Inter), aos 22′; Miccoli (Palermo), aos 52′; Milito (Inter), aos 55′; Milito (Inter), aos 61′; Miccoli (Palermo), aos 66′; Milito (Inter), aos 69′; Miccoli (Palermo), aos 85′
Local: Estádio Giuseppe Meazza (Milão – Lombardia – Itália)
Data/Horário: 1º de fevereiro, quarta-feira, às 17h45 (de Brasília)
Árbitro: Marco Guida
Cartões amarelos: Obi, Ranocchia (Inter); Muñoz (Palermo)
Gols: Mantovani (Palermo), aos 16′; Milito (Inter), aos 22′; Miccoli (Palermo), aos 52′; Milito (Inter), aos 55′; Milito (Inter), aos 61′; Miccoli (Palermo), aos 66′; Milito (Inter), aos 69′; Miccoli (Palermo), aos 85′
Inter (4-4-2): Júlio César; Maicon, Lúcio, Ranocchia, Nagatomo; Zanetti, Cambiasso, Poli (Palombo), Sneijder (Obi); Pazzini, Diego Milito (Zárate)
Não utilizados: Castellazzi, Córdoba, Chivu, Castaignos
Técnico: Claudio Ranieri
Não utilizados: Castellazzi, Córdoba, Chivu, Castaignos
Técnico: Claudio Ranieri
Palermo (4-3-1-2): Viviano; Muñoz (Pisano), Silvestre, Mantovani, Balzaretti; Barreto, Donati, Bertolo; Zahavi (Ilicic); Miccoli, Budan (Vázquez)
Não utilizados: Tzorvas, Aguirregaray, Acquah, Mehmeti
Técnico: Bortolo Mutti
Não utilizados: Tzorvas, Aguirregaray, Acquah, Mehmeti
Técnico: Bortolo Mutti
Por Gols da Rodada
Por João Pedro Almeida, @tdsobreocalcio
Veja as análises dos outros times:
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| Mehmeti é uma das apostas de Zamparini para apagar a péssima janela de verão |
Na janela de verão, o time mais criticado, sem dúvidas foi o Palermo. Pastore, Sirigu, Goian, Liverani e mais recentemente, Nocerino, foram as significáveis perdas dos rosanero. O presidente Maurizio Zamparini foi fortemente criticado pela falta de planejamento que resultou em muitas perdas e quase nenhuma reposição. Os jogadores que chegaram no Stadio Renzo Barbera eram jovens apostas que podiam, ou não, darem certo. E não estão dando. O time depende quase que exclusivamente de Fabrizzio Miccoli, sua única estrela remanescente.
Bom, o resultado desta janela não foi tão desastroso quanto o da outra, mas não foi nada empolgante. Na verdade, o único reforço com boa garantia foi o atacante Budan, que voltara de empréstimo do Cesena na última janela e já marcou dois gols no último jogo, contra o Novara, com duas assistências de Miccoli. Isso só aconteceu porque ele virou titular graças à venda de Mauricio Pinilla para o Cagliari, nesta janela. E falando das transferências mais recentes, nada além do esperado. Quase só apostas, como sempre. Isso deu certo com Pastore, por exemplo, mas nem sempre a história se repete.
Dos jovens contratados, Viviano é o com a melhor "garantia", já que foi muito bem no Bologna e foi para a Inter como substituto de Julio César, porém, uma grave lesão o afastou dos gramados antes mesmo de começar nos nerazzurri. Agora, ele é tido como o sucessor de Sirigu, que foi para o PSG na última janela e era a grande aposta da Itália no gol. O goleiro foi a principal contratação, já que além dele, chegaram Franco Vázquez, meia, do Belgrano, da Argentina, Agon Mehmeti, atacante, do Malmo, da Suécia e Massimo Donati, meia do Bari, da segunda divisão italiana.
Todos os reforços são apostas. Mehmeti é um jovem atacante sueco, de vinte e dois anos. É razoavelmente alto (1,84 m), porém é rápido, habilidoso e com um bom chute. Sem dúvidas, é um jogador promissor. Já fez sua estreia, no dia oito, na derrota contra o Napoli, e não fez gol. Já Vázquez também um jogador jovem e promissor, que vindo do Belgrano, pode ser definido como "Um enganche clássico. Tem bom porte físico, tem visão de jogo e técnica apurada. O cabeceio é outro destaque dele" (palavras de Felipe Ferreira, nosso colaborador, no Twitter). Já Donati é o único experiente e "não-aposta" do pacote. Meia de 30 anos, ele já teve passagens por Milan, Celtic e uma série de times menores da Itália. Estava disputando a Serie B pelo Bari.
Ao contrário do que aconteceu na última janela, foram poucas as saídas. Na verdade, definitivamente, só uma. Cesare Bovo, que estava emprestado ao Genoa, foi comprado em definitivo. De resto, só empréstimos. Capelleti foi para a Juve Stabia, Pinilla para o Cagliari, Benussi para o Torino, Cetto para o Lille, Di Matteo para o Lecce e Viola para o Reggina. Empréstimos bem planejados, já que o técnico Bertolo Mutti não deveria utilizar muito esses jogadores.
A janela não tinha como ser pior que a última, mas o tempo perdido não foi recuperada. As contratações e as saídas foram pontuais, mas a torcida esperava mais que isso...
Veja as análises dos outros times:
Catania 1 x 1 Parma
Antes de o jogo começar, a diferença entre as duas equipes era de um ponto. Depois de terminar, permaneceu da mesma forma. Ambos times perderam uma boa oportunidade de se afastar cada vez mais da zona de rebaixamento. O Catania segue em 15°, com 23 pontos, enquanto o Parma encontra-se em 11°, com 24 pontos. O jogo em si foi bem equilibrado, mas com leve vantagem do Catania, time da casa, que abriu o placar com Bergessio, mas que viu o Parma empatar exatamente dez minutos depois, com Modesto.
Fiorentina 2 x 1 Siena
Mesmo com menos posse de bola, o jogo foi da Fiorentina, até pelo maior número de finalizações. O jogo marcou a estreia do ex-juventino Amauri, que se transferiu para Florença há poucos dias. Porém, quem salvou a Viola na peleja foi, como sempre, o montenegrino Jovetic, que abriu o placar rapidamente, aos 4 minutos. O Siena não apresentou tanto perigo para empatar, principalmente quando, aos 63 minutos, Natali aumentou a vantagem para o time da casa no Artemio Franchi. Porém, conseguiu um gol de honra com Calaio, em pênalti, aos 89 minutos. Voltando a falar da estreia do ítalo-brasileiro, ela não foi nada empolgante, foram 87 minutos em campo, até quando foi substituído por Ljacic, e nenhum gol ou grande participação.
Cesena 0 x 1 Atalanta
Apesar de jogar em casa, o Cesena foi pressionado pela Atalanta o jogo inteiro. O time de Bérgamo manteve seu adversário na penúltima colocação do campeonato. E para coroar a péssima campanha e o péssimo jogo, o time da casa ainda perdeu com um gol contra de Rossi. Já do lado bergamasco, o único problema foi a expulsão de Denis, que é, talvez, principal jogador da equipe. O único atacante do 4-4-1-1 do técnico Stefano Colantuono e um dos artilheiros do campeonato levou o segundo amarelo aos 80 minutos de jogo. Com isso, a Atalanta ficou na 13ª posição, já que começou o campeonato com 6 menos devido ao escândalo de manipulação de resultados. Se não fosse a punição, estaria na oitava colocação.
Palermo 2 x 0 Novara
Com dois gols de Budan, o Palermo encostou no Napoli e afundou ainda mais o Novara, que encontra-se na lanterna da competição, com sete pontos de diferença para o Siena, o último time fora da zona da degola. Com mais uma bela atuação de Miccoli, o principal remanescente do time da temporada passada, que deu duas assistências, o time da casa confirmou o favoritismo com autoridade. Quanto ao Novara, resta rezar para um milagre para se salvar do rebaixamento.
Por João Caniço
Juventus intensa, ambiciosa, organizada e combativa. São vários dos adjetivos com que se pode classificar a espetacular perfomance dos bianconeri perante o Palermo. Triunfo sem discussão de uma squadra que vai crescendo jogo a jogo.
Juventus intensa, ambiciosa, organizada e combativa. São vários dos adjetivos com que se pode classificar a espetacular perfomance dos bianconeri perante o Palermo. Triunfo sem discussão de uma squadra que vai crescendo jogo a jogo.
Entrada fortíssima da vecchia signora, disposta a resolver o desafio o mais rápido possível. Destaque para Lichtsteiner, forte como um touro na lateral direita. De volta às boas exibições também esteve Chiellini e quase marcava após cruzamento açucarado de Pirlo. Um dos preferidos das arquibancadas, Marchisio, em momento de forma extraordinário, quase marcava numa recarga, mas seria Buffon o garante da inviolabilidade juventina ao deter as tentativas de Ilicic em três ocasiões durante o primeiro tempo.
O largo domínio no jogo e na posse de bola não demorou até ser traduzido no marcador, ainda que de forma improvável. Chiellini arrancou bom cruzamento e Pepe, desmarcado entre os centrais, a cabecear para o fundo das redes! À passagem da meia-hora grande pontapé de Pirlo, com a bola a esbarrar na trave do goleiro Tzorvas.
Conte parece ter acertado com a tática e com o posicionamento dos jogadores. Vucinic é garantia de imprevisibilidade e versatilidade na meia-esquerda. O esforçado Pepe é sempre sinónimo de enorme disponibilidade física e tática enquanto que ao dinâmico Vidal falta apenas melhorar na capacidade de decisão, seja ao nível do passe, da finalização ou da desmarcação. Marchisio e Pirlo exibem um entrosamento tal que parecem já jogar juntos há muitos anos. Complementaridade notável entre os dois meiocampistas. Não peçam a Matri grandes jogadas colectivas, muito menos individuais, mas depois de uma primeira parte francamente desinspirada, ele lá estava no início da segunda metade para corresponder ao pedido de desmarcação de Lichtsteiner e concluir à ponta-de-lança, com toda a eficácia.
O jogo parecia ganho e realmente assim estava, mas a Juventus não se deteve, continuando pé a fundo em busca de mais gols. Vucinic abria o livro na meia-esquerda. Grande finalização em arco que tirou tinta ao poste esquerdo da baliza do arqueiro grego. Pouco depois, jogada e assistência do montenegrino para Marchisio finalizar tranquilamente. E vão cinco tentos para il principino!
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| Marchisio comemora seu tento no 3 a 0 contra o Palermo: o jovem meia italiano está na melhor fase de sua carreira e já soma vários gols nesta temporada. (Foto: Zimbio) |
Muito tempo ainda para jogar, aproveitado por Conte para lançar Quagliarella, Pazienza e Del Piero. Depois de 22 (!) dias sem qualquer partida oficial torna-se importante conferir ritmo de jogo aos jogadores, ainda para mais quando aí vem novo grande duelo, no Olímpico frente à Lazio, vice-líder do Calcio. Mais uma prova de fogo para os bianconeri.
Por Cleber Gordiano, da SS Lazio Brasil
Neste domingo (25), a Lazio recebeu a equipe do Palermo no Stadio Olimpico, em jogo válido pela 5ª rodada de Serie A. A equipe biancoceleste buscava sua primeira vitória em casa na competição, mas ficou apenas no empate com o time siciliano.
O jogo começou morno, com as duas equipes tocando a bola e se estudando. Depois de 5 minutos de jogo, Klose arranca do meio-campo, a bola sobra na entrada da área para Cissé, que chuta em cima da zaga do Palermo. No minuto seguinte, o Palermo consegue marcar um gol com Pinilla, mas o jogador estava em impedimento. Logo em seguida, Hernanes tenta um chute de fora da área, mas a bola vai fraca, nas mãos do goleiro. Novamente a Lazio pressiona com Cissé, que tenta de forma esquisita, sem dificuldades para Tzorvas.
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| Hernanes foi bem no jogo, mas ficou isolado no meio-campo |
Aos 11 minutos, Pinilla acerta um belo chute, Marchetti rebate. No minuto seguinte, Cissé acerta uma bomba de fora da área, Tzorvas também rebate. O jogo era morno, o Palermo levava mais perigo, armando bons contra-ataques. Num desses contra-ataques, Hernandez chuta e Marchetti, novamente, defende. Nessa altura a Lazio buscava o gol a partir de cruzamentos, mas sem sucesso. No final do primeiro tempo, Hernanes chuta colocado, da entrada da área, e obriga Tzorvas a jogar a bola pra escanteio. O primeiro tempo termina. Jogo morno, com o Palermo tendo mais chances de gol, e Marchetti bem no jogo.
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| Klose tentou algumas jogadas individuais, mas não conseguiu evitar o 0 a 0. |
Para o segundo tempo, Reja coloca Brocchi no lugar de Cana, e a mudança começa a surtir efeito, com Brocchi aparecendo muito no jogo. Aos 54', Hernanes faz boa jogada, tenta o chute, a bola sobra para Cissé, que chuta em cima da zaga rosanera. Minutos depois, após cobrança de lateral de Konko, Klose, na pequena área, gira e tenta chutar, mas é travado pela zaga. Logo depois, o alemão recebe mais um lançamento, divide no alto com o goleiro, a bola sobra novamente para Cissé que, sozinho, chuta pra fora. Naquele momento a Lazio já dominava a partida.
Aos 68 minutos de jogo, Hernanes cobra falta muito bem, e Tzorvas tem que se esticar para colocar pra escanteio. Na jogada seguinte, o brasileiro tabela com Klose e leva sorte, a bola bate nele e obriga Tzorvas a fazer nova defesa. O Palermo tenta reagir com Hernandez, que chuta no meio do gol, sem dificuldades para Marchetti. Ilicic também arrisca, dessa vez o goleiro da Lazio coloca a bola pra escanteio. Aos 77', o técnico Edy Reja tira Hernanes (que vinha bem no jogo) para colocar Sculli, mudando o esquema para o 4-3-3, e deixando o time praticamente sem meio de campo.
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| A torcida se dividiu entre vaias e aplausos ao treinador. |
Aos 80', a Lazio chega com Matuzalém, que recebe bom passe de Brocchi, mas demora pra chutar e é travado. Aos 87', Cissé faz uma belíssima jogada, dá um lençol no zagueiro e bate forte pro gol, Tzorvas dá rebote, mas Klose não consegue aproveitar. A Lazio tentava fazer o gol no final, mas parava nas boas defesas do goleiro grego.
Fim de jogo. A Lazio novamente não consegue vencer em casa. O time jogou relativamente bem, mas pecou nas finalizações e parou numa bela atuação do goleiro Tzorvas. O time sentiu mais uma vez a falta de um armador, função que Mauri fazia nesse time. Depois da saída de Hernanes, perdeu-se o meio-campo. A defesa trabalhou pouco, mas deu espaço para o Palermo chegar com perigo por várias vezes. A torcida recomeça a pressionar Reja, mas não dá pra dizer que o empate é culpa do treinador.
Por Cléber Gordiano, da SS Lazio Brasil
Neste domingo (25) a Lazio receberá a equipe do palermo no Stadio Olimpico, pela 5ª rodada da Serie A. A equipe biancoceleste vem de uma vitória vitória fora de casa diante do Cesena. O Palermo vem de vitória contra o Cagliari, no Stadio Renzo Barbera.
O técnico Edy Reja novamente não poderá contar com Mauri e Biava, lesionados. González também está fora. Radu está recuperado, mas será poupado para o jogo do meio de samena, pela Europa League. Brocchi também será poupado, mas ficará no banco. A novidade é a volta de Lorik Cana, que deve ser titular no meio-campo, junto com Ledesma e Matuzalém. Reja deve repetir o 4-3-1-2 do último jogo, com Hernanes como armador e Cissé e Klose na frente. Lulic volta a lateral-esquerda, Konko continua na direita.
No Palermo, o técnico Devis Mangia deverá escalar a equipe num 4-4-2, e não poderá contar com Di Matteo, Cetto, Alvarez e Budan. O destaque no ataque é para Miccoli.
Prováveis escalações:
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| Fonte: Corriere Dello Sport |
Ficha do jogo:
Local: Stadio Olimpico, Roma;
Data: 25-09/2011;
Horário: 15h00 (horário local), 10h00 (horário de Brasília);
Arbitragem: Andrea Gervasoni, auxiliado por Di Liberatore e Manfanelli. IV Árbitro: Baratta;
Transmissão: ESPN Brasil.
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| Chuva lava alma bergamasca e Atalanta segue sem perder na Serie A. Foto: Sky Sport |
Pela 3ª rodada, que valeu como 2ª, a Atalanta recebeu o Palermo na primeira partida no estádio Atleti Azzurri d’Italia na volta a Serie A. Após o futebol mostrado pela equipe na partida de estréia contra o Genoa, a esperança era grande, apesar do empate em 2x2 com sabor amargo, pois a igualdade genovesa foi alcançada em uma falha defensiva grave. O jogo marcou também o reecontro de Edgar Barreto, vendido ao adversário do dia na última janela de transferências, com o torcedor e os jogadores neroazzurris.
O Palermo vinha de magnífica vitória sobre a Inter de Milão por 4x3 com grande atuação de Miccoli. Mas os atalantinos não queriam saber. Durante a semana o meia Cigarini declarou que o time iria para frente desde o começo sem dar espaços a equipe rosa.
Com a bola rolando a Atalanta começou melhor, foi para ataque logo no início, como Cigarini disse que iriam fazer, mas após a primeira oportunidade o time se retraiu, até pelas características dos jogadores em campo e pelo esquema tático, um 4-4-1-1 com Moralez na armação para puxar os contra-golpes e Denis como centroavante que sai bastante da área para buscar o jogo.
Enquanto isso os visitantes pouco faziam, esperavam a Atalanta tomar a iniciativa e quando perceberam que isso não ocorreria, tentavam armar alguns ataques, sempre esbarrando no sistema defensivo muito forte montando por Stefano Colantuono, comandante dos neroazzurris, pronto para dar o bote e ligar um contra-ataque veloz.
Embora as duas equipes tenham tido algumas oportunidades, nenhuma levou um extremo perigo a um dos arqueiros em campo. Porém, a bergamasca era melhor, porque sabia o que fazer com a bola, enquanto o Palermo não possuía atitude e coragem para tentar algo a mais. A Atalanta abriu o placar em uma dessas jogadas velozes, com a bola nos pés de Bonaventura, na intermediária. O meia percebeu a movimentação de Denis na passagem atrás da marcação e deu um passe magnífico para o argentino receber a bola nas costas de Silvestre e tocar na saída do goleiro Tzorvas para inaugurar o marcador.
Apesar da lesão de Lucchini, que recebeu uma bolada lá... (lá mesmo) e teve de sair de maca do gramado, o seu substituto, Capelli, deu conta do recado, e já entrosado há tempos com Manfredini, não deram nenhuma oportunidade real de empate ao time da Sicília. O Palermo também teve de fazer uma substituição na primeira metade do jogo tirando de ação Alvarez, com uma lesão na coxa esquerda, e colocando Zahavi.
Na etapa derradeira o Palermo tentou sair mais para o jogo, mas seu principal jogador, Miccoli, sentiu uma lesão e foi substituído por Pinilla. Mas uma chuva repentina e muito intensa derrubou o sinal internacional de TV da partida, e mais do que isso, fez com a peleja fosse interrompida pelo árbitro da, Andrea de Marco, pelas condições impraticáveis de jogo do gramado. A chuva foi tão forte que os refletores do estádio Atleti Azzurri d’Italia tiveram de ser ligados, às 14hs, no horário local. Dez minutos após a paralisação o árbitro e os capitães dos dois times fizeram uma inspeção no campo, enquanto funcionários faziam furos no relvado aonde a água se acumulava mais. A drenagem funcionou bem, a torcida não arredou o pé e o jogo voltou a ser disputado.
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| Chuva interrompe partida. Foto: Reprodução/Sky Sport |
Os comandados de Devis Mangia, mais do que nunca, tinham de ir para frente e tentar, pelo menos, o empate fora de casa, mas esbarrava em uma barreira muito bem montada na entrada da área adversária. Para se ter uma idéia, a Atalanta teve 8 chutes ao gol e 1 em direção ao gol, justamente o tento de German Denis. Do outro lado, o Palermo teve 7 finalizações, todas para fora, nenhum em direção ao gol de Consigli. Os ataques do time do sul foram construídos em 71% das vezes pela parte frontal da área, sem jogadas pelos flancos, ao contrário da Atalanta, que com a movimentação de Bonaventura e Schelotto pelos lados, obteve 50% dos ataque pelo meio, 26% pela direita e 24% pela esquerda. Outro número importante foram os das finalizações dentro da área, 5 da bergamasca e apenas 2 dos sicilianos.
Colantuno poupou Moralez durante o segundo tempo, e sem muitos sustos a Atalanta garantiu a vitória jogando diante de seu torcedor, reduzindo a pontuação negativa por causa do escândalo de apostas e manipulação de resultados conhecido como Calcioscommesse, para -2 pontos, dando a oportunidade de somar o primeiro ponto na partida contra o Lecce, na quarta-feira (21), caso conquiste a vitória.
Escalações:
Atalanta: Consigli, Masiello, Lucchini (Capelli), Manfredini e Peluso; Schelotto, Cigarini (Brighi), Padoin, Bonaventura e Moralez (Gabbiadini); Denis. T: S. Colantuono
Palermo: Tzorvas, Pisano, Silvestre, Migliaccio e Balzaretti; Alvarez (Zahavi), Acquah (Della Rocca), Barreto e Ilicic; Hernandez e Miccoli (Pinilla). T: D. Mangia













